Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Glúteos fortes podem ser decisivos para envelhecer com autonomia, aponta estudo da USP: músculos desenvolvidos ajudam no equilíbrio, na mobilidade e em tarefas cotidianas, reduzindo limitações físicas e preservando a independência ao longo dos anos 

Glúteos fortes podem ser decisivos para envelhecer com autonomia, aponta estudo da USP: músculos desenvolvidos ajudam no equilíbrio, na mobilidade e em tarefas cotidianas, reduzindo limitações físicas e preservando a independência ao longo dos anos 

7 min de leitura

Glúteos fortes podem ser decisivos para envelhecer com autonomia, aponta estudo da USP: músculos desenvolvidos ajudam no equilíbrio, na mobilidade e em tarefas cotidianas, reduzindo limitações físicas e preservando a independência ao longo dos anos 

Escrito por Hilton Libório

Publicado em 03/09/2026 às 20:07

Ciência e Tecnologia

Canal

Assista o vídeo
Glúteos fortes podem contribuir para a mobilidade e autonomia no envelhecimento

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Fortalecer os glúteos pode ajudar a preservar força, equilíbrio e mobilidade com a idade, favorecendo a independência e a qualidade de vida na velhice. 

Segundo informações fornecidas pelo Jornal da USP em 28 de agosto de 2026, manter o corpo ativo ao longo da vida pode fazer diferença na capacidade de realizar tarefas simples na velhice. Nesse contexto, glúteos fortes têm papel relevante porque participam de movimentos como caminhar, sentar, levantar e subir escadas.

O tema vai além da estética. A força muscular está relacionada à capacidade funcional, enquanto permanecer ativo pode favorecer um envelhecimento saudável e ajudar a preservar a autonomia na velhice.

Por que glúteos fortes são importantes para o envelhecimento saudável

Localizados na região do quadril, os glúteos são formados por três músculos principais: máximo, médio e mínimo. O glúteo máximo é o maior deles e tem papel importante na produção de força.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Nova metodologia para gasodutos pode reduzir tarifas de transporte de gás em até 25% e economizar R$ 1,3 bilhão por ano, calcula a Abrace

A discussão sobre a tarifa de transporte de gás entrou numa fase capaz de mexer diretamente com o custo da indústria, depois que a Abrace calculou redução potencial de até…

Paulo Nogueira

2

Esses músculos também contribuem para a extensão do quadril e para a estabilização da pelve. Isso explica sua participação em movimentos que fazem parte da rotina e que, muitas vezes, só são valorizados quando começam a se tornar difíceis.

Segundo Paulo Santiago, os glúteos são especialmente importantes quando o corpo precisa sustentar o peso sobre um dos membros. Ainda assim, eles não trabalham isoladamente.

Assista o vídeo

Caminhar, levantar de uma cadeira ou subir uma escada exige a ação conjunta de diferentes grupos musculares, incluindo quadríceps, panturrilhas e músculos do tronco. Por isso, envelhecimento saudável não depende do desenvolvimento de uma única região.

Um dos pontos destacados pelo professor é a diferença entre tamanho muscular e capacidade de produzir força. Ter um músculo maior não significa automaticamente ter desempenho funcional superior.

A produção de força também depende de fatores como recrutamento das fibras pelo sistema nervoso, coordenação, ativação muscular, técnica utilizada e posição das articulações.

Por isso, o fortalecimento muscular deve ser entendido como uma ferramenta para melhorar a capacidade de executar movimentos, e não apenas como uma estratégia para modificar a aparência do corpo.

Essa diferença é especialmente importante quando o objetivo é manter autonomia na velhice. Conseguir levantar, caminhar e subir degraus com segurança é mais relevante para a independência cotidiana do que simplesmente apresentar maior volume muscular.

O papel da mobilidade no envelhecimento vai além dos exercícios para glúteos

A preservação da capacidade de movimento depende de um conjunto de músculos e habilidades. Exercitar os glúteos pode fazer parte dessa estratégia, mas não deve ser encarado como uma solução isolada.

O corpo precisa coordenar diferentes estruturas para realizar movimentos cotidianos. Dessa forma, um programa voltado ao fortalecimento muscular pode trabalhar diferentes grupos, respeitando as condições e necessidades de cada pessoa.

A caminhada é um exemplo citado por Santiago. Além de envolver os músculos dos membros inferiores, ela proporciona benefícios cardiovasculares, metabólicos e funcionais.

A exigência pode aumentar quando a pessoa:

Assista o vídeo

Essas situações mostram como atividades simples podem estimular diferentes capacidades físicas. Para a mobilidade no envelhecimento, manter-se em movimento regularmente pode ser mais importante do que buscar exercícios sofisticados.

O sedentarismo pode dificultar a retomada da atividade

Com o avanço da idade ou após a aposentadoria, algumas pessoas reduzem naturalmente suas atividades. O tempo sentado aumenta e movimentos que antes faziam parte da rotina podem desaparecer.

A redução dos estímulos físicos pode favorecer a perda de massa e força muscular. Quando isso acontece progressivamente, atividades comuns podem passar a exigir mais esforço. É nesse ponto que a mobilidade no envelhecimento ganha importância. Preservar movimentos cotidianos ajuda a manter a relação entre força e funcionalidade.

Manter glúteos fortes, portanto, não significa necessariamente passar horas na academia. Caminhar, levantar-se regularmente e realizar atividades físicas adequadas podem contribuir para manter o corpo ativo.

O fortalecimento muscular continua funcionando na idade avançada

A perda de força e funcionalidade é uma característica natural do envelhecimento, mas isso não significa que os músculos parem de responder aos estímulos físicos.

Paulo Santiago destaca que não existe uma idade específica a partir da qual o músculo deixa de responder ao treinamento. De acordo com o especialista, até pessoas com idade média próxima aos 90 anos podem apresentar ganhos de força depois de iniciar um programa de exercícios adequado.

O dado é relevante porque combate a ideia de que começar a se exercitar em idade avançada seria inútil. A capacidade de adaptação permanece, embora o exercício precise considerar as condições individuais. Para quem busca um envelhecimento saudável, isso reforça a importância de não considerar a perda de força como algo necessariamente irreversível.

Cada pessoa precisa de um estímulo adequado

O nível de atividade física não deve ser igual para todos. Pessoas com limitações importantes podem precisar de exercícios mais simples e progressivos.

Em situações de maior fragilidade ou quando há restrições de movimento, até atividades básicas orientadas por profissionais podem representar um estímulo importante. O princípio é evitar comparações. O exercício precisa fazer sentido para a condição física de cada indivíduo e evoluir conforme a capacidade de realização.

Assim, o fortalecimento muscular pode assumir diferentes formatos. O que funciona para uma pessoa fisicamente ativa pode não ser apropriado para alguém que permaneceu muito tempo sedentário.

Como a força ajuda na autonomia na velhice

A independência está ligada à capacidade de realizar tarefas sem depender constantemente de outra pessoa. Movimentos aparentemente banais, como levantar de uma cadeira ou subir alguns degraus, fazem parte dessa autonomia.

Nesse cenário, glúteos fortes podem contribuir para a execução de movimentos que exigem força e estabilidade do quadril. Porém, a independência depende da atuação integrada de todo o corpo.

O objetivo deve ser preservar capacidades funcionais que fazem diferença no cotidiano, como:

Essas tarefas mostram por que autonomia na velhice está relacionada muito mais à funcionalidade do que à estética.

Atividade regular favorece um envelhecimento saudável

O principal alerta apresentado pela reportagem é que nunca é tarde para buscar recuperar parte da capacidade física perdida. Ao mesmo tempo, evitar longos períodos de inatividade pode tornar esse processo mais fácil.

A regularidade é importante porque o corpo precisa receber estímulos ao longo do tempo. Interromper completamente as atividades pode tornar mais difícil retornar ao nível anterior de condicionamento.

Nesse sentido, glúteos fortes fazem parte de uma condição física mais ampla. O foco deve estar na manutenção da força, da coordenação e da capacidade de movimento.

A mobilidade no envelhecimento também não deve ser tratada como uma preocupação exclusiva de pessoas idosas. Cuidar da capacidade física desde as fases anteriores da vida pode ajudar a chegar à velhice com uma reserva funcional maior.

A principal lição é simples: força muscular não deve ser vista apenas como uma questão de aparência. Ela está relacionada à maneira como o corpo responde às demandas da vida cotidiana.

O trabalho dos glúteos tem importância, mas precisa estar inserido em uma abordagem global. Quadríceps, panturrilhas, músculos do tronco e outras estruturas também participam dos movimentos. Para quem deseja autonomia na velhice, o mais importante é preservar a capacidade de continuar se movimentando e realizando atividades habituais.

O fortalecimento muscular pode ajudar nesse processo quando realizado de maneira adequada. A caminhada e outras atividades físicas também podem integrar uma rotina voltada à manutenção da funcionalidade.

Um corpo funcional é aquele capaz de responder às demandas do cotidiano. Por isso, exercícios e atividades físicas podem ser pensados de acordo com objetivos práticos. Subir uma escada, caminhar até um determinado local ou levantar de uma cadeira são exemplos de movimentos que exigem integração muscular.

Ter glúteos fortes pode favorecer parte dessas ações, mas o resultado depende do conjunto. É essa integração que torna o envelhecimento saudável uma questão de capacidade funcional, e não apenas de aparência física.

Movimento hoje para preservar independência amanhã

A força muscular pode diminuir com a idade, mas a reportagem da USP reforça que essa mudança não impede novas adaptações. Mesmo pessoas próximas dos 90 anos podem conquistar ganhos de força quando recebem estímulos adequados.

Para a mobilidade no envelhecimento, isso representa uma perspectiva importante: começar ou retomar atividades físicas pode continuar sendo útil mesmo em fases avançadas da vida.

O caminho não precisa começar com grandes mudanças. Caminhadas, exercícios apropriados e redução do tempo de inatividade já podem fazer parte de uma rotina mais ativa, sempre respeitando as condições individuais.

No fim, autonomia na velhice está ligada à possibilidade de continuar fazendo aquilo que dá independência ao dia a dia. Preservar força, movimento e funcionalidade é uma maneira concreta de cuidar dessa capacidade ao longo dos anos.

Fonte

Jornal da USP


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Hilton Libório.

Sair da versão mobile