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Governo Trump avança com pacote de 40 mil bombas pesadas para Israel enquanto críticas internacionais aumentam por operações em Gaza e no Líbano

Governo Trump avança com pacote de 40 mil bombas pesadas para Israel enquanto críticas internacionais aumentam por operações em Gaza e no Líbano

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Governo Trump avança com pacote de 40 mil bombas pesadas para Israel enquanto críticas internacionais aumentam por operações em Gaza e no Líbano

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 19/09/2026 às 09:54

Atualizado em 19/09/2026 às 09:56

Geopolítica

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Imagem: Ilustração artística feita por IA

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Governo Trump prepara venda de US$ 2,8 bilhões com 40 mil bombas pesadas a Israel, enquanto Gaza registra novas mortes, destruição e uma crise humanitária que ainda atinge grande parte da população palestina no território

O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, prepara uma venda de armamentos de cerca de US$ 2,8 bilhões a Israel que prevê a transferência de 40 mil bombas de cerca de 2.000 libras, aproximadamente 907 kg cada uma. A proposta ainda não foi anunciada oficialmente e foi encaminhada reservadamente a comissões do Congresso dos Estados Unidos, segundo informa o G1.

Segundo informações publicadas pelo Washington Post e pelo New York Times, o super pacote reúne 20 mil bombas Mark 84 e outras 20 mil BLU-117.

O Washington Post também descreve a operação como a maior venda individual desse tipo de munição em muitos anos.

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A negociação surge enquanto o governo israelense enfrenta críticas internacionais relacionadas às operações militares na Faixa de Gaza e no Líbano, além do aumento da violência envolvendo colonos israelenses e palestinos na Cisjordânia.

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Pacote reúne 40 mil unidades de aproximadamente 907 kg

As Mark 84 e BLU-117 possuem características semelhantes. Ambas pesam aproximadamente uma tonelada curta, equivalente a cerca de 907 kg, têm formato semelhante e são projetadas para lançamento por aeronaves.

Uma das diferenças citadas no material consuktado para este artigo está no composto explosivo e no revestimento externo usado para reduzir o risco de explosões acidentais quando o armamento é submetido a temperaturas muito elevadas.

Especialistas em armamentos mencionados nas informações disponíveis apontam que bombas dessa categoria podem ser letais em um raio de até 300 metros e produzir crateras que chegam a 15 metros de profundidade.

E não é só isso. A configuração também pode permitir detonação antes, durante ou depois do impacto, dependendo da missão.

O potencial destrutivo dessas munições tornou seu emprego em regiões densamente habitadas um dos principais pontos de questionamento sobre a negociação.

O deputado democrata Gregory Meeks, integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, manifestou oposição à proposta.

Segundo ele, o pacote levanta “preocupações graves e não resolvidas” sobre a possível utilização das munições em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano.

Imagem: Reprodução / Youtube

Compra seria financiada com recursos militares fornecidos pelos próprios EUA

Embora seja apresentada como uma venda para Israel, a aquisição seria financiada com recursos americanos destinados ao país por meio do programa de Financiamento Militar Estrangeiro, conhecido pela sigla FMF.

Israel recebe US$ 3,3 bilhões por ano dos Estados Unidos através desse mecanismo, segundo as informações apresentadas. Dessa forma, os recursos usados na aquisição dos armamentos têm origem no orçamento americano.

A proposta foi encaminhada informalmente às comissões responsáveis do Congresso. O Washington Post informou que o governo trabalha pela aprovação da transação no Legislativo.

Mesmo diante de uma eventual resistência parlamentar, há precedentes de utilização de outros mecanismos para acelerar transferências.

Nos primeiros meses da guerra em Gaza, o governo de Joe Biden declarou emergência no Oriente Médio para concluir uma negociação sem depender do procedimento convencional de aprovação.

Imagem: Reproduçâo

Bombas de uma tonelada já provocaram divergências sobre fornecimento a Israel

O envio desse tipo de armamento tornou-se um ponto de divergência ainda durante a administração Biden.

Em meados de 2024, o governo americano suspendeu uma remessa de bombas de aproximadamente uma tonelada diante das preocupações relacionadas ao emprego dessas munições em áreas densamente povoadas de Gaza.

A suspensão foi revertida por Trump após seu retorno à Casa Branca, no início de 2025.

O novo pacote também não é a primeira negociação desse tipo em 2026. Em fevereiro, Trump havia acertado outra encomenda envolvendo 35 mil bombas Mark 84 e BLU-117, por um valor inferior ao da transação agora proposta.

A discussão ocorre em meio à situação ainda instável na Faixa de Gaza. Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 interrompeu formalmente a guerra e estabeleceu um plano envolvendo paz e reconstrução, mas ataques ao território continuaram posteriormente.

O ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023 matou 1.221 pessoas, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses, e 251 pessoas foram levadas como reféns para Gaza.

Desde então, a campanha militar israelense matou mais de 73.700 pessoas no território, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, número considerado confiável pela ONU conforme o material fornecido.

Mais da metade das construções também foi destruída, enquanto parte significativa da população permanece vivendo em tendas.

Nesse contexto, a possível transferência de dezenas de milhares de bombas pesadas volta a colocar no centro da discussão no Congresso americano tanto o apoio militar dos Estados Unidos a Israel quanto as condições de utilização dessas munições.

Gaza segue registrando mortes, destruição e grave crise humanitária

Mesmo após o cessar-fogo anunciado em outubro de 2025, ataques e mortes continuam sendo registrados na Faixa de Gaza.

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), entre 2 e 9 de setembro de 2026, o Ministério da Saúde de Gaza informou 35 palestinos mortos e 104 feridos; desde o anúncio do acordo, o balanço chegou a 1.358 mortos e 4.541 feridos.

Segundo a ONU, dados divulgados em 18 de setembro mostram que cerca de 1,2 milhão de pessoas, equivalentes a 58% da população de Gaza, vivem em condições de abrigo classificadas entre críticas e catastróficas, enquanto mais de 65% das famílias avaliadas estão em tendas ou estruturas improvisadas.

Em 15 de setembro, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, também manifestou preocupação após a recuperação de mais de 630 corpos dos escombros de edifícios destruídos durante ataques israelenses, segundo a Reuters.

Israel afirma que suas operações cumprem o direito internacional e acusa o Hamas de operar em áreas civis.

Este artigo conta com dados de Washington Post, New York Times, AFP, autoridades americanas e números do Ministério da Saúde de Gaza citados no material-base.

Fonte

https://g1.globo.com/goog


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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