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Grupo de três jovens confia em inteligência artificial para organizar escalada no Monte Shasta, recebe orientação para levar menos comida e água do que o necessário, alcança o cume horas além do limite recomendado, erra a rota na descida e termina resgatado após uma viagem de 8 horas virar uma provação de vários dias
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 03/09/2026 às 21:20
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Três jovens alpinistas foram resgatados do Monte Shasta, na Califórnia, após usar o Gemini para planejar rota e suprimentos. Eles partiram às 3h, chegaram ao cume às 19h, perderam-se na descida e, com comida e água insuficientes, precisaram passar a noite no cânion antes do resgate realizado na manhã seguinte.
Três jovens alpinistas precisaram ser resgatados do Monte Shasta, na Califórnia, depois de alcançar o cume muito além do horário recomendado, iniciar a descida no escuro e sair da rota até entrar no Cânion Mud Creek. As autoridades descobriram posteriormente que o grupo havia recorrido intensamente ao Gemini, do Google, para planejar tanto o caminho quanto os suprimentos levados.
Segundo reportagem da People, publicada em 3 de setembro de 2026 e assinada por David Chiu, o resgate ocorreu em 31 de agosto. As informações foram atribuídas ao Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou, que afirmou que os três alpinistas, não identificados, receberam orientação para carregar quantidade de comida e água muito inferior à necessária para a jornada.
Grupo acampou a cerca de 2.560 metros no sábado
A preparação imediata para a subida começou no sábado, 29 de agosto.
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Paulo Nogueira
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Os três jovens montaram acampamento a aproximadamente 2.560 metros de altitude, antes de iniciar a tentativa de alcançar o cume do Monte Shasta no dia seguinte.
Alpinistas partiram às 3h da manhã de domingo
A saída em direção ao topo ocorreu às 3h da manhã do domingo, 30 de agosto, no horário local.
O grupo levava mochilas preparadas para a subida que, segundo o relato posterior das autoridades, havia sido planejada para durar cerca de oito horas.
Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou/Facebook
A orientação considerada segura para aquela jornada previa uma decisão de retorno muito mais cedo.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou, o horário recomendado para começar a voltar era ao meio-dia.
O grupo, porém, continuou avançando em direção ao cume.
Cume só foi alcançado às 19h
Os três jovens chegaram ao topo do Monte Shasta às 19h daquele domingo.
Isso ocorreu aproximadamente sete horas depois do horário recomendado de retorno citado pelas autoridades.
Com a chegada tardia, a descida precisou começar já sob condições de pouca luz e avançar durante a noite.
Uma hora depois da descida, grupo ligou para o xerife
A primeira sinalização de dificuldade ocorreu pouco depois de deixar o topo.
Cerca de uma hora após iniciar a descida, os alpinistas telefonaram para a central do Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou em busca de informações.
Mesmo com o contato, eles acabaram saindo da rota prevista.
Grupo entrou no Cânion Mud Creek
O desvio conduziu os três ao Cânion Mud Creek.
A área fica associada a terrenos mais perigosos quando pessoas deixam a rota de Clear Creek, segundo o alerta posterior divulgado pelo gabinete do xerife.
As autoridades afirmaram que acidentes graves e mortes já ocorreram quando montanhistas se perdem e entram na bacia hidrográfica de Mud Creek.
Um dos jovens caiu e machucou o joelho
A situação se agravou durante a permanência no cânion.
Mais tarde, um dos alpinistas caiu e sofreu uma lesão no joelho, reduzindo ainda mais a capacidade do grupo de continuar o deslocamento sem ajuda.
Três tiveram de acampar novamente no cânion
Sem conseguir retornar imediatamente à trilha, os jovens precisaram interromper a descida.
O grupo montou um acampamento temporário dentro do Cânion Mud Creek e permaneceu no local até a chegada do resgate na manhã seguinte.
Guardas florestais chegaram na manhã de 31 de agosto
O socorro foi realizado por integrantes do Serviço Florestal dos Estados Unidos.
Os guardas florestais chegaram até os três alpinistas na manhã seguinte, em 31 de agosto, encerrando a permanência forçada do grupo no cânion.
Alpinistas receberam atendimento médico
Depois de localizados, os jovens passaram por avaliação.
As autoridades informaram que os alpinistas receberam atendimento médico, enquanto a equipe de busca e resgate do Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou também foi mobilizada para auxiliar na operação.
Os três e os integrantes do resgate conseguiram posteriormente retornar ao início da trilha.
Autoridades descobriram uso intenso do Gemini
A forma como o grupo havia preparado a viagem só ficou mais clara depois do resgate.
Segundo o gabinete do xerife, os próprios alpinistas relataram que haviam dependido bastante do Gemini, do Google, para obter informações sobre a rota e decidir quais itens colocar nas mochilas.
Orientação indicou comida e água abaixo do necessário
O ponto considerado mais problemático pelas autoridades envolveu os suprimentos.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou, a ferramenta orientou os jovens a levar muito menos comida e água do que o necessário para o grupo.
A deficiência ficou ainda mais relevante quando o planejamento original deixou de corresponder à duração real da ocorrência.
Subida prevista para oito horas virou provação de vários dias
O gabinete do xerife descreveu esse erro como crucial.
A subida planejada para oito horas, segundo a autoridade, acabou se transformando em uma provação de vários dias, período em que a quantidade de suprimentos disponível deixou de corresponder às necessidades do grupo.
Depois do caso, as autoridades reforçaram uma orientação específica para quem pretende subir o Monte Shasta.
O gabinete recomendou entrar em contato com o posto de guarda-parques do Serviço Florestal dos Estados Unidos no Monte Shasta antes da viagem para obter informações atualizadas sobre a rota e as condições locais.
Também orientou que planejamentos desse tipo não dependam exclusivamente de ferramentas digitais.
Celular e Garmin também não devem ser única referência
As recomendações não ficaram restritas ao uso do Gemini.
As autoridades afirmaram que alpinistas não devem depender apenas de um celular ou dispositivo Garmin para navegar na montanha.
A orientação é verificar periodicamente se o grupo permanece na rota correta durante o percurso.
Monte Shasta supera 4.267 metros de altitude
O cenário da ocorrência é um dos pontos de maior altitude da Califórnia.
O Monte Shasta é um estratovulcão com mais de 4.267 metros, ou 14 mil pés, segundo as informações citadas pela reportagem.
Sua última erupção ocorreu há aproximadamente 3.200 anos.
Resgate terminou após rota errada e suprimentos insuficientes
A sequência começou com um acampamento a aproximadamente 2.560 metros em 29 de agosto, prosseguiu com a partida às 3h do dia seguinte e chegou ao cume apenas às 19h, muito depois do horário de retorno recomendado.
A descida noturna terminou no Cânion Mud Creek, onde uma lesão no joelho obrigou o grupo a permanecer até o resgate. Depois da operação, as autoridades relacionaram parte dos problemas de preparação à dependência do Gemini para informações sobre rota e suprimentos e voltaram a recomendar consulta a especialistas locais antes de subir o Monte Shasta.
Na sua opinião, qual foi o erro mais decisivo nesse caso: continuar até o cume depois do horário recomendado, depender de orientações digitais para definir os suprimentos ou não perceber a saída da rota durante a descida? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

