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Guindaste de 1909 terá parte superior baixada por guindaste flutuante para expor desgaste oculto e orientar sua preservação no estaleiro de Nagasaki
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 22/09/2026 às 12:31
Atualizado em 22/09/2026 às 12:47
Indústria Naval
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Instalado no complexo industrial da Mitsubishi em Nagasaki, o guindaste centenário passará por uma intervenção extraordinária para revelar partes internas, medir a deterioração e orientar sua conservação como Patrimônio Mundial.
Um guindaste japonês em operação desde 1909 precisará ser parcialmente desmontado com a ajuda de outro guindaste. A parte superior da máquina será baixada ao solo por um equipamento flutuante, permitindo uma inspeção que não pode ser feita apenas pelo lado de fora.
A intervenção foi anunciada em 18 de setembro de 2026 pela Mitsubishi Heavy Industries, empresa industrial responsável pelo complexo de Nagasaki. A operação principal está prevista para o início de dezembro de 2026 e ainda não havia ocorrido na data do anúncio.
O objetivo não é encerrar definitivamente o funcionamento da máquina. A empresa pretende examinar sua estrutura interna, identificar os materiais presentes nas peças e descobrir até onde avançou a deterioração depois de mais de um século.
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Máquina funciona há mais de um século no estaleiro de Nagasaki
O chamado Guindaste Cantiléver Gigante foi construído em 1909 e instalado no Estaleiro e Fábrica de Máquinas de Nagasaki. Cantiléver é o nome dado a uma estrutura sustentada por uma extremidade, capaz de avançar sobre uma área sem precisar de apoio direto em toda a sua extensão.
Desde sua construção, a máquina permaneceu em operação com trabalhos cuidadosos de manutenção. Sua permanência no mesmo complexo por mais de cem anos transformou o equipamento em parte importante da história industrial ligada ao porto de Nagasaki.
O guindaste também integra os Sítios da Revolução Industrial Meiji do Japão, conjunto relacionado à siderurgia, construção naval e mineração de carvão. Esse patrimônio recebeu reconhecimento mundial em 2015.
Parte superior será baixada no início de dezembro de 2026
A etapa mais delicada prevê a retirada da parte superior do guindaste, chamada de superestrutura. Um guindaste flutuante fará o içamento e baixará esse grande conjunto até o solo.
A operação está programada para o início de dezembro de 2026. Esse período não inclui os preparativos anteriores, como a instalação dos andaimes necessários para permitir o acesso seguro dos trabalhadores.
O anúncio apresenta a retirada como uma etapa anterior à inspeção detalhada. Portanto, a estrutura ainda não havia sido baixada quando a intervenção foi divulgada em setembro.
Aparência externa não revela o estado de toda a estrutura
Uma máquina tão antiga pode esconder informações que não aparecem na superfície. Partes fechadas de sua estrutura permanecem fora do alcance de uma avaliação visual comum, mesmo quando o equipamento recebe manutenção frequente.
Os desenhos históricos também não permitem confirmar todos os detalhes internos. Por isso, baixar a parte superior ao solo abrirá caminho para examinar áreas antes inacessíveis e verificar a situação real dos componentes.
A inspeção deverá identificar os materiais usados em cada peça estrutural e a extensão do desgaste. Esses dados são necessários porque a aparência externa, sozinha, não mostra tudo o que aconteceu dentro da máquina durante mais de um século de uso.
Segurança dos trabalhadores motivou a decisão
A deterioração identificada nos últimos anos levou a empresa a preparar uma avaliação mais profunda. A medida busca proteger as pessoas que trabalham no complexo industrial e entender quais cuidados serão necessários para manter o equipamento.
A Mitsubishi Heavy Industries, empresa industrial responsável pelo complexo de Nagasaki, decidiu realizar a intervenção por causa da segurança no ambiente de trabalho. A companhia também informou que atuará com as organizações envolvidas na proteção do patrimônio.
Assista o vídeo
A retirada da superestrutura permitirá tomar decisões com base no estado encontrado dentro do guindaste. Até a conclusão da inspeção, não é possível definir quais métodos de conservação serão escolhidos.
Inspeção poderá ajudar na preservação de outras estruturas históricas
Os resultados serão compartilhados com organizações do Japão e de outros países. A intenção é usar as descobertas na análise de futuras formas de conservação do próprio guindaste e de seu valor como parte do Patrimônio Mundial.
A investigação pode mostrar como materiais empregados no início do século passado se comportaram depois de décadas de trabalho e manutenção. O ponto central, porém, será descobrir quanto da estrutura foi afetado e quais partes exigirão atenção.
O prazo da inspeção dependerá diretamente das condições encontradas após a desmontagem. Quanto mais complexos forem os danos internos, maior poderá ser o trabalho necessário para compreender e preservar a máquina.
Conservação continua sem data definida para terminar
A operação prevista para dezembro representa apenas o começo da análise estrutural. Não existe prazo confirmado para o término da conservação, pois as próximas decisões dependerão dos resultados obtidos no exame interno.
Também não há informação de que o guindaste tenha sido desativado definitivamente. O que existe é uma decisão de retirar sua parte superior, investigar a deterioração escondida e avaliar como preservar uma máquina que atravessou mais de um século no estaleiro de Nagasaki.
Você acredita que grandes máquinas industriais antigas devem continuar em operação ou ser mantidas apenas como patrimônio? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Fonte
Mitsubishi Heavy Industri
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

