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Homem de 47 anos enfrenta 8 horas dentro de rio durante furacão no Havaí, perde casa arrastada por 50 metros e vive uma madrugada marcada por correnteza, frio e impacto

Homem de 47 anos enfrenta 8 horas dentro de rio durante furacão no Havaí, perde casa arrastada por 50 metros e vive uma madrugada marcada por correnteza, frio e impacto

4 min de leitura

Homem de 47 anos enfrenta 8 horas dentro de rio durante furacão no Havaí, perde casa arrastada por 50 metros e vive uma madrugada marcada por correnteza, frio e impacto

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 17/09/2026 às 18:38

Atualizado em 17/09/2026 às 18:52

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Trent Parke ficou isolado pela cheia do rio Wainiha durante a passagem do furacão Lowell por Kauai, precisou buscar abrigo entre galhos durante a madrugada e, após conseguir sair da água, encontrou sua residência destruída e deslocada pela correnteza.

Trent Parke, de 47 anos, passou cerca de oito horas tentando sobreviver à enchente do rio Wainiha, na ilha de Kauai, no Havaí, depois que a água invadiu sua propriedade e a força da correnteza começou a destruir as estruturas onde vivia.

Em relato ao SFGATE, Parke contou que precisou nadar, buscar apoio em árvores e permanecer parcialmente submerso durante a madrugada de 7 para 8 de setembro. Quando voltou à propriedade, encontrou a casa dezenas de metros abaixo da posição original.

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Antes da chegada de Lowell, o morador havia levado objetos para pontos mais altos e estacionado o caminhão em uma área elevada. Ele também voltou à residência antes de escurecer para desligar o sistema de energia independente que mantinha no local.

Rio subiu rapidamente e cercou a propriedade

Por volta das 19h30, Parke percebeu que a água já havia avançado sobre a passagem que pretendia usar para sair. Sem conseguir seguir pelo terreno, precisou nadar de volta para a casa, onde buscou uma posição mais alta enquanto o nível continuava aumentando.

A dimensão da cheia também apareceu nos registros de um medidor do Serviço Geológico dos Estados Unidos citado pelo SFGATE. A vazão do rio passou de aproximadamente 51 mil galões por segundo às 19h para quase 90 mil galões por segundo às 20h50, quase o dobro em menos de duas horas.

Parke alcançou primeiro o deck da residência, situado a cerca de 2,4 metros do chão. Como a água não recuou, subiu até uma cobertura aproximadamente 4,8 metros acima do solo e permaneceu ali enquanto grandes árvores e troncos desciam pelo rio.

A correnteza começou então a arrancar partes da propriedade. A escada do deck foi levada, seguida pelo galpão de ferramentas, e o estúdio de arte construído separadamente também se soltou e desapareceu na enchente.

Homem de 47 anos passou oito horas em um rio durante furacão no Havaí após perder a casa, arrastada pela correnteza durante a madrugada.

Com troncos se acumulando contra a casa, Parke procurou um ponto que pudesse alcançar caso a estrutura cedesse. A alternativa que identificou foi um conjunto de árvores de hau em uma área mais alta, cuja vegetação formava uma massa de galhos suficientemente próxima para uma tentativa de fuga.

Árvores serviram de apoio durante a madrugada

A decisão precisou ser tomada quando duas árvores atingiram a residência e a construção começou a se soltar. Parke entrou no rio no escuro, nadou em direção à vegetação e conseguiu agarrar um galho mais grosso já em terreno pertencente a um vizinho.

Desse ponto, ele viu a própria casa ser carregada pela água. Pouco depois, a vegetação que o sustentava também começou a ceder, e Parke precisou voltar à correnteza para tentar alcançar outro lugar onde pudesse permanecer fora da parte mais violenta do fluxo.

Durante essa tentativa, um tronco atingiu suas costas e sua cabeça e o empurrou para baixo da água. Parke voltou à superfície desorientado, mas conseguiu agarrar outro galho de hau e subir novamente, permanecendo entre os ramos enquanto a enchente continuava.

Ele estimou que chegou a essa posição por volta das 22h. Sem sinal de celular e com pouca visibilidade, permaneceu no local porque não conseguia avaliar com segurança um caminho para sair antes que a água começasse a baixar.

Durante parte da madrugada, metade de seu corpo ficou submersa. Parke relatou que procurava se movimentar para manter a circulação enquanto enfrentava o frio, a chuva e a passagem contínua de árvores e outros detritos pelo rio.

Por volta das 4h, com a água mais baixa, ele entrou novamente no rio e conseguiu alcançar a margem. Na estrada, encontrou quatro pessoas que também haviam escapado de uma área alagada e usou a lanterna do celular para ajudá-las a avançar até um ponto seguro.

O caminhão deixado em terreno mais alto também havia sido inundado. Ainda assim, Parke conseguiu entrar no veículo e permaneceu ali até aproximadamente 7h30, quando retornou à propriedade para verificar o que restara depois da noite de enchente.

Casa parou dezenas de metros rio abaixo

A residência foi encontrada em outro terreno, entre árvores e troncos, de 30 a 50 jardas abaixo de sua localização original. No limite superior dessa estimativa, o deslocamento corresponde a cerca de 46 metros, distância próxima dos 50 metros usados para descrever o arrastamento da estrutura.

O episódio ocorreu enquanto Lowell provocava chuva intensa, ventos fortes e ondas perigosas sobre o condado de Kauai. Em boletim da noite de 7 de setembro, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos registrou que o sistema passava a oeste de Niihau com ventos máximos sustentados de 110 milhas por hora, cerca de 175 km/h.

Depois da enchente, Parke perdeu praticamente tudo o que mantinha na propriedade e passou a ficar na casa de vizinhos. Uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar com abrigo, necessidades básicas e os custos associados à reconstrução.

Nos dias seguintes, ele também passou a ajudar outros moradores de Wainiha na retirada de detritos, no corte de troncos e na limpeza das áreas atingidas. A recuperação da própria propriedade ficou entre as necessidades ainda abertas após a passagem de Lowell pela região.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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