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Homem é levado para trabalhar em roça de Minas Gerais, responsável não volta para buscá-lo e ele passa quatro dias sem comida na mata, bebendo água suja até ser encontrado debilitado
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 02/09/2026 às 10:37
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Trabalhador de 52 anos tentou sair sozinho da área rural, acabou se perdendo ainda mais e foi encontrado perto da BR-040 com desidratação, ferimentos nos pés e marcas de insetos pelo corpo
Um serviço em uma propriedade rural de Minas Gerais terminou em uma situação de sobrevivência para um trabalhador de 52 anos. Segundo o relato feito por ele ao Corpo de Bombeiros, o homem foi levado até uma roça para trabalhar, mas a pessoa responsável não retornou para buscá-lo.
Sem comida e isolado em uma região de mata, ele tentou encontrar uma saída por conta própria, acabou se desorientando e permaneceu aproximadamente quatro dias sem se alimentar. Durante o período, precisou recorrer à água que encontrava pelo caminho, descrita nas informações divulgadas sobre o caso como suja ou imprópria para consumo.
O trabalhador, identificado publicamente apenas pelas iniciais D.M.A., foi localizado no sábado, 11 de abril de 2026, na zona rural de Três Marias, na Região Central de Minas Gerais. Quando os bombeiros chegaram, ele apresentava sinais de desidratação, ferimentos e estava tão debilitado que precisou de ajuda para deixar a região.
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Paulo Nogueira
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Trabalhador teria sido levado com outras pessoas para executar um serviço rural
As circunstâncias anteriores ao desaparecimento foram relatadas pelo próprio trabalhador durante o atendimento.
De acordo com informações atribuídas ao Corpo de Bombeiros e publicadas pelo portal local 7DiasNews, D.M.A. teria ido com outras pessoas até a região para realizar um serviço. Em algum momento, porém, ficou no local e as pessoas que o haviam levado não retornaram para buscá-lo.
Não foram divulgados publicamente o nome do responsável pelo serviço, a propriedade onde o trabalho seria realizado ou exatamente qual atividade D.M.A. havia sido contratado para executar.
Também não há confirmação pública de que o trabalhador mantinha vínculo formal de emprego com alguma empresa ou proprietário rural.
O que está registrado nas informações do resgate é o relato de que ele esperava ser buscado depois de concluir ou realizar o serviço, mas isso não aconteceu.
Ao perceber que ninguém voltava, homem tentou encontrar sozinho uma saída
Diante da situação, D.M.A. decidiu tentar deixar a área rural por conta própria.
A decisão, porém, piorou o problema. Segundo o Estado de Minas, durante a tentativa de encontrar uma saída, ele acabou se perdendo na mata.
Sem conhecer bem a região e sem alimentos suficientes para permanecer ali, o trabalhador passou os dias seguintes caminhando e tentando localizar algum ponto onde pudesse pedir ajuda.
Segundo as informações divulgadas após o resgate, ele estava sem se alimentar desde terça-feira, 7 de abril.
Até ser encontrado no sábado, portanto, haviam transcorrido aproximadamente quatro dias em que sua principal forma de sobrevivência foi a água disponível na região.
Não há indicação de que ele tenha encontrado frutas, animais ou qualquer outra fonte de alimento durante esse período.
Sem comida, trabalhador bebeu água encontrada na mata para sobreviver
A falta de alimento não foi o único problema enfrentado durante os dias de isolamento.
D.M.A. relatou ter recorrido à água encontrada na própria mata, mesmo sem saber se era adequada para consumo.
Reportagens baseadas nas informações do Corpo de Bombeiros descreveram a água utilizada por ele como suja, enquanto outras fontes mencionaram água proveniente de fontes naturais encontradas pelo caminho.
A situação ajuda a explicar o estado em que o trabalhador foi localizado.
Depois de vários dias exposto ao ambiente, caminhando pela mata e sem alimentação, D.M.A. apresentava forte debilidade física e sinais de desidratação.
Ele também tinha diversas marcas causadas pelo período de permanência na região.
Funcionário de fazenda encontrou homem debilitado perto da BR-040
O fim dos quatro dias de isolamento começou quando um funcionário de uma fazenda próxima encontrou o trabalhador.
D.M.A. estava na região conhecida como Ribeirão do Boi, na zona rural de Três Marias.
As informações divulgadas pelo Estado de Minas e por O Tempo indicam que o ponto ficava próximo ao km 297 da BR-040, importante rodovia que corta Minas Gerais.
Ao perceber a condição do homem, o funcionário acionou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Os militares precisaram entrar em uma área considerada de difícil acesso para chegar até o trabalhador e iniciar o atendimento.
Bombeiros encontraram homem desidratado, ferido e com picadas pelo corpo
Quando a equipe conseguiu alcançar D.M.A., encontrou um homem consciente, mas extremamente debilitado.
Além da desidratação, ele apresentava diversas picadas de insetos e escoriações pelo corpo.
Os bombeiros também identificaram ferimentos nas plantas dos pés, compatíveis com o período em que o trabalhador tentou caminhar pela mata procurando uma saída.
As imagens divulgadas pelo próprio Corpo de Bombeiros mostram a dimensão do desgaste físico.
Em um dos registros do resgate, um bombeiro aparece carregando o trabalhador nos braços durante a retirada da área rural.
Em outra fotografia, D.M.A. aparece já dentro da viatura recebendo atendimento depois de finalmente ser retirado da mata.
Homem recebeu primeiros socorros e foi levado para atendimento médico
Depois de localizar o trabalhador, os bombeiros realizaram os primeiros procedimentos de atendimento ainda no local.
Em seguida, D.M.A. foi retirado da região e encaminhado para uma unidade de saúde.
As reportagens sobre o caso não informaram qual estabelecimento médico recebeu o trabalhador nem por quanto tempo ele permaneceu sob cuidados médicos.
Os familiares foram avisados sobre o resgate e começaram a se deslocar para acompanhar o atendimento.
Apesar do estado de debilidade, o fato de D.M.A. ter sido encontrado consciente permitiu que ele próprio relatasse aos socorristas o que havia acontecido desde o momento em que chegou à propriedade rural.
Polícia Civil não havia localizado ocorrência sobre o caso no dia seguinte
As circunstâncias envolvendo as pessoas que teriam deixado o trabalhador na região ainda permaneceram sem esclarecimento público após o resgate.
No domingo, 12 de abril de 2026, a Folha de S.Paulo procurou a Polícia Civil de Minas Gerais para saber se havia investigação relacionada ao episódio.
Naquele momento, a corporação informou que não havia localizado em seus sistemas uma ocorrência correspondente ao caso com os dados fornecidos pela reportagem.
Por isso, não é possível afirmar que o responsável por levar D.M.A. até a área rural tenha sido investigado ou responsabilizado.
Também não foi divulgada publicamente a versão da pessoa ou das pessoas que levaram o trabalhador para executar o serviço.
O que permanece documentado é o desfecho de uma situação que começou como um trabalho comum no interior de Minas Gerais e terminou com quatro dias de isolamento, fome, água imprópria, ferimentos e um resgate em uma área de difícil acesso.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

