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Homem investe US$ 4,8 mil em uma máquina automática, recupera dinheiro em 10 meses e transforma 5 horas semanais em negócio que projeta US$ 58 mil por ano

Homem investe US$ 4,8 mil em uma máquina automática, recupera dinheiro em 10 meses e transforma 5 horas semanais em negócio que projeta US$ 58 mil por ano

7 min de leitura

Homem investe US$ 4,8 mil em uma máquina automática, recupera dinheiro em 10 meses e transforma 5 horas semanais em negócio que projeta US$ 58 mil por ano

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 13/09/2026 às 07:02

Curiosidades

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Shabaz Khan queria complementar o salário sem abandonar o emprego principal. Depois de pesquisar lavanderias, estacionamentos e outras fontes de renda semipassiva, apostou em uma vending machine reformada. Um ano depois, já operava em seis locais, projetava US$ 58 mil em receita e reinvestia todo o lucro para continuar crescendo.

Quando Shabaz Khan, de 31 anos, percebeu que o custo de vida estava aumentando mais rapidamente que seu salário, decidiu procurar uma segunda fonte de renda. Entretanto, ele não queria abandonar o trabalho que já tinha em uma instituição de caridade nem criar uma atividade que consumisse todos os seus dias.

A solução apareceu em um negócio aparentemente simples: máquinas automáticas de venda de alimentos e bebidas.

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Segundo reportagem publicada pela People, Khan começou a pesquisar alternativas em 2023. Considerou negócios semipassivos, como lavanderias e estacionamentos, até conversar com um amigo que possuía uma vending machine. A conversa despertou sua curiosidade e, durante cerca de oito meses, ele estudou como a operação funcionava antes de colocar dinheiro no projeto.

O primeiro investimento foi de aproximadamente US$ 4.800.

Depois vieram estoque, reposição, escolha dos produtos e, sobretudo, uma tarefa que Khan descobriria ser decisiva: encontrar bons lugares para instalar as máquinas.

Tudo começou com uma máquina reformada de US$ 4.800

Khan não começou comprando várias unidades.

Ele adquiriu uma única máquina reformada e iniciou a operação em abril. Naquele momento, precisava descobrir na prática quais produtos vendiam, como controlar o estoque e quanto tempo levaria para recuperar o investimento inicial.

A experiência mostrou que o negócio era simples na aparência, mas exigia aprendizado.

Khan admite que cometeu erros. Além disso, precisou entender quais alimentos e bebidas tinham maior saída e quais produtos apenas ocupavam espaço sem gerar retorno suficiente.

Ainda assim, a primeira máquina produziu resultado.

Imagem ilustrativa.

Segundo o empreendedor, os aproximadamente US$ 4.800 investidos inicialmente retornaram em cerca de 10 meses.

Para Khan, o prazo mostrou que havia espaço para ampliar a operação.

No primeiro mês, ele já conseguiu um segundo ponto

A expansão começou rapidamente.

Ainda no primeiro mês após instalar a primeira unidade, Khan conseguiu uma segunda localização. Depois, continuou procurando novos pontos até chegar a seis locais aproximadamente um ano depois.

Esse detalhe ajuda a explicar por que uma vending machine sozinha não representa necessariamente um negócio altamente lucrativo.

A escala aparece quando o operador consegue colocar equipamentos em locais com fluxo suficiente de consumidores.

O CPG já mostrou como essa lógica funciona em escala muito maior no Brasil. Em outro negócio automatizado, um empreendedor passou 13 anos expandindo sua operação até chegar a 1.000 máquinas de pelúcia distribuídas por 40 redes parceiras e lucro declarado de R$ 800 mil mensais. Naquele caso, a escolha dos pontos também aparece como uma das variáveis centrais da operação.

Para Khan, entretanto, o objetivo permanece bem mais modesto: construir uma segunda fonte de renda sem transformar o projeto em sua ocupação principal.

Negócio projeta US$ 58 mil por ano, mas apenas US$ 27 mil seriam lucro

Existe uma diferença importante entre faturamento e lucro nessa história.

A reportagem relata que Khan esperava gerar aproximadamente US$ 58 mil no ano com a operação completa.

Entretanto, ele projetava cerca de US$ 27 mil de lucro.

Portanto, seria incorreto afirmar que o empreendedor “lucra US$ 58 mil por ano”.

O restante da receita precisa cobrir mercadorias, custos das máquinas e outras despesas necessárias para manter a operação funcionando.

Ainda assim, os números projetados representam uma margem relevante para uma atividade que Khan mantém paralelamente ao emprego.

Ele dedica apenas quatro a cinco horas por semana às máquinas

Talvez o número mais chamativo seja o tempo.

Khan afirma dedicar apenas quatro a cinco horas por semana à atividade. Ele encaixa as reposições antes do trabalho, durante o horário de almoço ou depois do expediente.

Segundo ele, abastecer uma máquina individual leva menos de 10 minutos.

Porém, isso não significa que vending machines representem renda totalmente passiva.

O empreendedor precisa comprar mercadorias, acompanhar o estoque, visitar os equipamentos, solucionar problemas e identificar produtos que vendem melhor. Além disso, conquistar novos pontos exige negociação.

Khan descreveu o processo inicial como uma curva de aprendizado bastante acentuada.

Portanto, as cinco horas semanais refletem a operação que ele conseguiu estruturar, e não uma garantia para qualquer pessoa que compre uma máquina.

O ponto pode valer tanto quanto a própria máquina

O modelo possui uma característica diferente de muitos pequenos negócios.

Não basta comprar o equipamento.

Uma máquina instalada em um lugar sem circulação pode permanecer cheia durante semanas. Em contrapartida, outra posicionada dentro de uma empresa, hospital, universidade ou local de grande fluxo pode exigir reposições frequentes.

Essa dinâmica também apareceu em outra reportagem do CPG. Em um exemplo brasileiro, máquinas automáticas de alimentos e bebidas avaliadas em cerca de R$ 70 mil faturavam aproximadamente R$ 7 mil mensais e deixavam cerca de R$ 2 mil de lucro por unidade. O operador citado naquela matéria pagava 5% do faturamento bruto ao proprietário do ponto e acompanhava remotamente estoque e vendas.

Os valores não podem ser transferidos diretamente para o caso de Khan, porque são mercados e operações diferentes. Contudo, eles ilustram como localização, custo do equipamento, margem dos produtos e acordo pelo espaço interferem no resultado.

Vending machines já movimentam bilhões nos Estados Unidos

O negócio também está longe de ser uma atividade marginal.

Uma análise publicada em 2026 pela Bottom Line Personal estimou aproximadamente 3 milhões de vending machines nos Estados Unidos, responsáveis por cerca de US$ 18 bilhões em vendas em 2023. Equipamentos comerciais podem custar milhares de dólares, dependendo de tamanho, tecnologia e configuração.

Isso explica por que Khan pesquisou durante meses antes de comprar sua primeira unidade.

Além do equipamento, existe capital imobilizado no estoque e o risco de escolher um ponto ruim.

Por outro lado, máquinas automáticas eliminam parte dos custos de uma loja tradicional. Não é necessário manter permanentemente um funcionário no local para realizar cada venda, por exemplo.

No Brasil, negócio parecido chegou a R$ 20 milhões de faturamento

O mercado brasileiro também oferece exemplos de operações muito maiores.

A Avend, criada por Guilherme Álvares, havia alcançado 184 máquinas em funcionamento entre operação própria e franquias no início de 2026. A empresa informou faturamento de R$ 20 milhões, mostrando como o conceito pode evoluir de poucas unidades para uma rede estruturada.

Há também uma variação do mesmo princípio: substituir a máquina por pequenos mercados sem atendentes.

O CPG mostrou como uma ideia inicialmente descartada pela Braskem virou uma operação de minimercados autônomos voltados a plantas industriais, alcançou oito unidades e faturamento anual de R$ 1,3 milhão. Nesse modelo, tecnologia e dados de estoque ajudam a manter pontos de venda funcionando sem uma estrutura tradicional de supermercado.

Embora os formatos sejam diferentes, a lógica econômica possui semelhanças: instalar uma pequena estrutura de varejo onde existe demanda recorrente e reduzir a necessidade de operação presencial constante.

Khan continua empregado e não pretende abandonar o trabalho

Mesmo com o crescimento, Khan não planejava transformar imediatamente as vending machines em sua atividade principal.

Ele afirmou que gosta do emprego atual e pretende mantê-lo como prioridade.

Além disso, em vez de retirar todo o dinheiro produzido pelas máquinas, Khan afirmou que estava reinvestindo os lucros no próprio negócio.

A estratégia deveria financiar a próxima etapa.

Depois de alcançar seis locais, ele planejava conquistar mais alguns pontos nos meses seguintes.

Isso significa que os US$ 27 mil projetados como lucro não representam necessariamente dinheiro disponível para consumo pessoal. Pelo menos naquele estágio, parte ou todo esse valor continuaria financiando novas máquinas e estoque.

Renda extra começou porque salário não acompanhava custo de vida

A origem da história também importa.

Khan não iniciou o negócio depois de abandonar uma carreira ou receber um grande investimento.

Segundo ele, a motivação veio quando percebeu que os preços estavam subindo mais rapidamente que sua renda.

Assim, começou a procurar algo que pudesse operar paralelamente.

Histórias desse tipo ganharam espaço à medida que trabalhadores procuram complementar salários sem necessariamente abandonar o emprego formal. Em outro caso mostrado pelo CPG, um pai de família começou um negócio digital como fonte de renda extra, apostou dinheiro próprio e posteriormente transformou a ideia em uma empresa que administra contratos superiores a US$ 80 milhões por ano.

As escalas são completamente diferentes. Porém, a sequência inicial se repete: identificar uma pressão financeira, procurar uma atividade paralela, testar em pequena escala e reinvestir quando o modelo começa a funcionar.

Uma máquina virou seis, mas os erros fizeram parte da expansão

A história de Khan pode parecer simples quando resumida aos números.

Ele investiu US$ 4.800, recuperou o valor em 10 meses, chegou a seis pontos e passou a projetar US$ 58 mil em receita anual e US$ 27 mil em lucro.

Entretanto, o próprio empreendedor rejeita a ideia de dinheiro automático.

Ele precisou aprender a controlar estoque, identificar produtos com melhor saída e corrigir erros cometidos no começo.

Por isso, o resultado talvez esteja menos na máquina em si e mais na combinação de localização, estoque, reposição rápida e expansão gradual.

Hoje, Khan consegue encaixar a atividade em aproximadamente quatro ou cinco horas semanais, enquanto mantém o emprego principal e reinveste o dinheiro para aumentar a operação.

O negócio que começou como resposta ao aumento do custo de vida acabou se tornando uma segunda fonte de renda — sem exigir que ele abandonasse a primeira.

E você, investiria cerca de US$ 4.800 em uma vending machine para tentar construir uma renda extra trabalhando algumas horas por semana?

Fonte

People


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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