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Homem paga o equivalente a cerca de R$ 8 por uma pequena bolsa em brechó porque achou a peça bonita, leva o acessório ao Antiques Roadshow anos depois e descobre Cartier avaliada em cerca de R$ 179 mil, com seguro acima de R$ 512 mil

Homem paga o equivalente a cerca de R$ 8 por uma pequena bolsa em brechó porque achou a peça bonita, leva o acessório ao Antiques Roadshow anos depois e descobre Cartier avaliada em cerca de R$ 179 mil, com seguro acima de R$ 512 mil

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Homem paga o equivalente a cerca de R$ 8 por uma pequena bolsa em brechó porque achou a peça bonita, leva o acessório ao Antiques Roadshow anos depois e descobre Cartier avaliada em cerca de R$ 179 mil, com seguro acima de R$ 512 mil

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 12/09/2026 às 19:00

Atualizado em 12/09/2026 às 19:01

Curiosidades

Canal

Peça comprada por apenas US$ 1,50 entre 2018 e 2019 escondia platina, rubis, esmeraldas, safiras e diamantes e foi identificada como uma Cartier Art Déco de cerca de 1925

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Peça comprada por apenas US$ 1,50 entre 2018 e 2019 escondia platina, rubis, esmeraldas, safiras e diamantes e foi identificada como uma Cartier Art Déco de cerca de 1925

Uma compra feita quase por impulso em um brechó acabou se transformando em uma descoberta que emocionou até o próprio dono. Entre 2018 e 2019, um homem encontrou uma pequena bolsa laranja, gostou da aparência da peça e decidiu levá-la para casa pagando apenas US$ 1,50 (aproximadamente R$ 7,70).

Cerca de seis ou sete anos depois, ele apareceu com o acessório no Antiques Roadshow, programa da PBS especializado na avaliação de antiguidades e objetos colecionáveis. O que parecia apenas uma bolsa antiga revelou ser uma Cartier Art Déco produzida por volta de 1925, decorada com platina e diferentes pedras preciosas.

A avaliação conservadora para uma eventual venda em leilão chegou a US$ 35 mil (cerca de R$ 179 mil). Para seguro, porém, a especialista afirmou que o valor poderia facilmente passar de US$ 100 mil (aproximadamente R$ 512 mil).

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Tudo começou porque ele simplesmente achou a bolsa bonita no brechó

Bolsa Cartier Art Déco Tutti Frutti, produzida por volta de 1925, foi comprada em um brechó por apenas US$ 1,50 e depois avaliada em cerca de US$ 35 mil em leilão, com valor de seguro superior a US$ 100 mil. Foto: Antiques Roadshow / PBS

O nome do proprietário não foi divulgado pelo programa. Durante a avaliação, ele explicou que não comprou o acessório pensando em Cartier, pedras preciosas ou em uma possível oportunidade de investimento.

Eu simplesmente a peguei em um brechó, gostei dela e achei bonita”, contou o homem ao explicar por que decidiu gastar US$ 1,50 na peça. Segundo ele, isso aconteceu provavelmente em 2018 ou 2019.

Durante todos aqueles anos, portanto, ele permaneceu com uma peça de alto valor sem saber exatamente o que tinha nas mãos.

Especialista olhou para a decoração e começou a desconfiar de uma Cartier

A surpresa começou quando a bolsa chegou à mesa da especialista Katherine Van Dell, do Antiques Roadshow. Ela identificou imediatamente características típicas do período Art Déco e chamou atenção para a pequena decoração instalada na parte frontal.

O elemento é conhecido como giardinetto, termo italiano que significa “pequeno jardim”. Segundo Van Dell, a estrutura foi feita em platina e reúne cristal de rocha esculpido, rubis, esmeraldas, safiras e diamantes de lapidação europeia antiga.

A combinação das pedras chamou ainda mais atenção porque seguia um estilo que se tornou intimamente ligado à Cartier: o Tutti Frutti.

Rubis, esmeraldas, safiras e diamantes faziam parte do pequeno detalhe

O que poderia parecer apenas um enfeite colorido era, na realidade, uma composição feita com alguns dos materiais mais associados à alta joalheria.

Van Dell explicou que as pedras coloridas e esculpidas eram características importantes das criações Tutti Frutti. Assim que viu a bolsa, começou a considerar a possibilidade de estar diante de uma peça da Cartier.

A suspeita fazia sentido historicamente. A própria Cartier explica que Jacques Cartier visitou a Índia em 1911 e trouxe para a Maison uma forte influência das técnicas locais de trabalho com pedras preciosas.

Durante os anos 1920, rubis, esmeraldas e safiras esculpidos em formatos de folhas, brotos e frutos passaram a aparecer juntos em composições que se tornariam emblemáticas da marca.

Quando abriu a bolsa, ela encontrou o nome Cartier no interior

Ainda havia, porém, uma questão importante: descobrir se aquela associação visual com a Cartier era apenas uma semelhança ou se a peça realmente tinha ligação com a joalheria francesa.

A resposta apareceu quando Van Dell abriu a bolsa. O nome Cartier estava assinado no interior, reforçando a identificação feita pela especialista.

Existe apenas uma ressalva. Como o ornamento frontal está costurado diretamente à bolsa, não foi possível observar sua parte traseira e procurar outras possíveis marcações.

Por isso, Van Dell afirmou acreditar que provavelmente se trate de uma peça da Cartier France, mas evitou confirmar esse ponto específico sem conseguir examinar o verso do ornamento.

Homem imaginava que talvez tivesse algo de US$ 2 mil ou US$ 3 mil

Mesmo percebendo que havia levado algo interessante ao programa, o proprietário estava muito longe de imaginar o tamanho da descoberta.

Quando Van Dell perguntou quanto ele acreditava que o acessório pudesse valer, o homem respondeu que esperava algo entre US$ 2 mil e US$ 3 mil, equivalentes atualmente a aproximadamente R$ 10,2 mil e R$ 15,4 mil.

Já seria uma diferença enorme diante dos US$ 1,50 pagos no brechó. Mas a resposta da especialista colocou a peça em outro patamar.

Avaliação conservadora chegou a US$ 35 mil e dono começou a chorar

Van Dell então informou que, considerando uma situação de leilão, faria uma avaliação conservadora de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 179 mil) para a bolsa.

Conservadoramente, em uma situação de leilão hoje, ela vale cerca de US$ 35 mil”, explicou a especialista, acrescentando que esse seria o valor justo de mercado.

O proprietário ficou visivelmente emocionado. Ele levou a mão ao rosto, começou a enxugar as lágrimas e pediu desculpas pela reação.

Van Dell respondeu que não havia motivo para se desculpar e elogiou a capacidade do homem de reconhecer alguma coisa especial na bolsa mesmo sem saber sua origem.

Você tem um olhar incrível para conseguir perceber isso”, afirmou a especialista.

Valor para seguro deixou a descoberta ainda mais impressionante

A avaliação ainda não havia terminado. Depois de revelar os US$ 35 mil, Van Dell acrescentou outro número que surpreendeu novamente o proprietário.

Segundo ela, para fins de seguro e reposição, o valor da peça passaria facilmente de US$ 100 mil (aproximadamente R$ 512 mil). A própria ficha oficial do Antiques Roadshow registra US$ 35 mil como valor de leilão e US$ 100 mil como referência de seguro.

Isso não significa que a bolsa tenha sido vendida por qualquer um desses valores. A PBS explica que suas avaliações representam estimativas e podem variar de acordo com fatores como estado de conservação, mercado e local de venda. O valor de seguro também não deve ser confundido com o preço obtido em um leilão.

Estimativa de leilão é mais de 23 mil vezes superior ao preço pago

A diferença entre a compra no brechó e a avaliação ajuda a dimensionar a descoberta.

Dividindo os US$ 35 mil da estimativa conservadora pelos US$ 1,50 pagos originalmente, chega-se a aproximadamente 23.333 vezes o preço de compra.

No caso do valor usado como referência para seguro, superior a US$ 100 mil, a diferença passa de 66 mil vezes aquilo que o homem desembolsou quando simplesmente decidiu levar para casa a bolsa que havia achado bonita.

Bolsa foi produzida há aproximadamente um século

A ficha oficial do Antiques Roadshow identifica a peça como “Cartier Art Deco Tutti Frutti Clutch, ca. 1925”, indicando uma produção estimada em torno de 1925.

A data é especialmente interessante porque coincide justamente com um momento importante da história do estilo Tutti Frutti. A Cartier mantém em sua coleção histórica, por exemplo, um bracelete Tutti Frutti de 1925, montado em platina e decorado com diamantes, safiras, esmeraldas e rubis.

Assim, uma pequena compra de US$ 1,50 feita décadas depois em um brechó acabou colocando nas mãos do proprietário uma peça com cerca de 100 anos de história, pedras preciosas e uma assinatura que mudou completamente a maneira como ele enxergava aquele acessório.

A avaliação foi realizada durante o evento do Antiques Roadshow em St. Louis, Missouri, em 2025, e o segmento foi exibido pela PBS em 11 de maio de 2026. Dois dias depois, a história voltou a ganhar repercussão com uma reportagem da People, especialmente pela reação emocionada do homem ao descobrir o que havia comprado por tão pouco.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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