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Homem volta de Miami com cabeça de crocodilo seca escondida na mala, é barrado no aeroporto de Turim e pode pagar multa de até € 200 mil na Itália

Homem volta de Miami com cabeça de crocodilo seca escondida na mala, é barrado no aeroporto de Turim e pode pagar multa de até € 200 mil na Itália

5 min de leitura

Homem volta de Miami com cabeça de crocodilo seca escondida na mala, é barrado no aeroporto de Turim e pode pagar multa de até € 200 mil na Itália

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 10/09/2026 às 00:03

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Imagem ilustrativa de uma cabeça de crocodilo seca, semelhante ao exemplar encontrado na bagagem de um passageiro italiano que retornava de Miami e foi fiscalizado no aeroporto de Turim.

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Passageiro italiano retornava dos Estados Unidos com escala em Istambul quando agentes encontraram o animal protegido embrulhado em papel pardo dentro da mala.

Em 8 de setembro de 2026, um passageiro italiano desembarcou no aeroporto de Turim-Caselle após uma viagem iniciada em Miami, nos Estados Unidos, com escala em Istambul. A chegada, porém, terminou em uma ocorrência envolvendo o transporte internacional de espécies protegidas depois que agentes encontraram uma cabeça seca de crocodilo dentro de sua bagagem.

O objeto chamou atenção não apenas pela natureza incomum da apreensão, mas também pelas regras envolvidas no transporte. A cabeça pertencia a um animal incluído nas normas internacionais de proteção da fauna e, segundo as autoridades italianas, havia sido levada ao país sem a documentação exigida para esse tipo de importação.

Cabeça de crocodilo foi encontrada embrulhada em papel pardo dentro da bagagem

A apreensão aconteceu durante uma fiscalização realizada no aeroporto de Turim-Caselle, também conhecido como aeroporto Sandro Pertini. Segundo a Guardia di Finanza, o passageiro havia partido de Miami e passado por Istambul antes de chegar à Itália, onde sua bagagem foi selecionada para inspeção.

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Durante a verificação, os agentes encontraram a cabeça ressecada do crocodilo envolvida em papel pardo e guardada entre os pertences do viajante. O acondicionamento não impediu que o material fosse identificado durante o procedimento alfandegário realizado no terminal.

Mais do que um objeto incomum transportado dentro de uma mala, o exemplar estava sujeito a regras específicas para entrada no país. De acordo com a fiscalização italiana, o homem não apresentou o certificado ou a licença necessários para importar legalmente o material.

Convenção de Washington protege crocodilos e controla comércio internacional de espécies ameaçadas

A situação ganhou maior relevância porque o exemplar apreendido pertence ao grupo Crocodylia, submetido às regras da Convenção de Washington. Criado em 1973, o acordo internacional estabelece mecanismos de controle para evitar que o comércio de animais e plantas coloque espécies ameaçadas em risco.

A convenção, também conhecida internacionalmente como Cites, determina que determinados exemplares, partes de animais e produtos derivados somente atravessem fronteiras mediante documentação específica. A exigência pode incluir certificados e licenças emitidos conforme a categoria de proteção atribuída à espécie.

No caso registrado em Turim, as autoridades afirmaram que essa documentação não foi apresentada. Por esse motivo, a cabeça de crocodilo foi apreendida durante a fiscalização e o passageiro acabou denunciado em liberdade.

Homem pode receber multa de até € 200 mil por transportar exemplar sem autorização

As consequências previstas para esse tipo de infração são significativas. Conforme as informações divulgadas pelas autoridades italianas, o transporte irregular de uma espécie protegida pode resultar em multa entre € 20 mil e € 200 mil, além de pena de prisão em determinadas circunstâncias.

A possibilidade de detenção prevista pela legislação varia de seis meses a um ano. Considerando a conversão apresentada originalmente para a moeda brasileira, a penalidade financeira poderia representar valores entre aproximadamente R$ 120 mil e R$ 1,2 milhão.

A apreensão, porém, não representa automaticamente a aplicação da pena máxima. O caso deverá passar pelos procedimentos previstos pela legislação italiana, enquanto as circunstâncias do transporte e da importação são avaliadas pelas autoridades responsáveis.

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Fiscalização em Turim faz parte do combate ao comércio ilegal de animais na Itália

A descoberta da cabeça de crocodilo também se insere em um cenário mais amplo de fiscalização do comércio ilegal de espécies protegidas. Segundo as autoridades, operações realizadas em aeroportos e outros pontos de entrada são utilizadas para identificar animais, partes de animais e produtos transportados sem a documentação necessária.

O WWF Itália já apontou que tartarugas, aves ornamentais, répteis tropicais e pequenos primatas aparecem entre as espécies negociadas irregularmente. Parte desse comércio ocorre por canais digitais e também por redes que atravessam fronteiras entre diferentes países.

O problema não se limita aos répteis. Em 2025, um chimpanzé mantido ilegalmente na Sicília foi apreendido, caso citado em reportagem do The Guardian sobre o comércio clandestino de fauna no país.

Souvenirs produzidos com animais protegidos também podem exigir certificados internacionais

O episódio também chama atenção para uma situação enfrentada por viajantes que compram souvenirs exóticos durante viagens ao exterior. Determinados objetos podem parecer produtos comuns, embora sejam fabricados com partes de espécies protegidas por acordos internacionais.

Há situações em que compradores podem adquirir esses itens sem conhecer as restrições existentes. Isso, no entanto, não elimina a necessidade de apresentação da documentação exigida quando o produto está incluído nas normas da Cites.

No caso ocorrido no aeroporto de Turim, as autoridades italianas ainda deverão analisar as circunstâncias relacionadas à origem e ao transporte da cabeça de crocodilo. O passageiro foi denunciado em liberdade e o exemplar permaneceu apreendido.

A história ganhou repercussão justamente pela natureza incomum da descoberta. Uma viagem iniciada em Miami e realizada com escala em Istambul terminou com uma cabeça seca de crocodilo encontrada dentro de uma mala na Itália, mostrando como souvenirs produzidos com animais protegidos podem se transformar em casos de fiscalização internacional.

O que você acha que deveria pesar mais em casos como esse: a punição rigorosa para quem transporta espécies protegidas sem autorização ou a conscientização de turistas sobre souvenirs proibidos pelo comércio internacional? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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