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Honda chega a 33 milhões de motos feitas no Brasil nos 50 anos da fábrica de Manaus, que hoje solta cerca de 7 mil por dia e vai receber R$ 1,6 bilhão para chegar a 1,6 milhão de motos por ano
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 25/09/2026 às 09:09
Atualizado em 25/09/2026 às 10:56
Economia
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O marco de 33 milhões de motos foi anunciado em 24 de setembro; de janeiro a agosto, a fábrica de Manaus fez mais de 1,12 milhão, 10% a mais que no mesmo período de 2025, segundo a Honda.
A Honda chegou a 33 milhões de motos feitas no Brasil, todas saídas da fábrica de Manaus, que faz 50 anos em 2026 e hoje solta cerca de 7 mil motos por dia.
O marco de 33 milhões de motos está no release da Honda de quinta-feira (24). A Moto Honda informa que, de janeiro a agosto, a linha soltou mais de 1,12 milhão de motos. São 20 modelos, de 110 a 1.100 cc, feitos para o mercado brasileiro e para exportação.
Lourival Barros, head de Produção, Qualidade e Logística da Moto Honda, disse que a marca de 33 milhões de motos “representa a dedicação dos nossos colaboradores” e a confiança dos clientes “ao longo de cinco décadas”.
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De 5.700 para 7 mil motos por dia em menos de dois anos
O ritmo subiu rápido. Quando a Honda festejou a moto número 30 milhões, em 29 de outubro de 2024, saíam de Manaus cerca de 5.700 por dia, conforme o release daquela data. Em fevereiro de 2026, no anúncio das 32 milhões, eram cerca de 6.500.
Agora são cerca de 7 mil, informa o release de 24 de setembro. A conta é simples: 7.000 menos 5.700 dá 1.300 motos a mais por dia. É uma alta de 23% sobre 2024 (1.300 ÷ 5.700).
Entre o anúncio das 32 milhões e o das 33 milhões de motos passaram sete meses. Do marco de 30 milhões até agora, foram 3 milhões em menos de dois anos.
Motor, chassi, rodas e banco saem da própria fábrica
Manaus é a unidade mais verticalizada do grupo Honda no mundo, afirma a empresa. Na definição dela, é uma fábrica em que a maioria dos componentes é feita dentro de casa: chassi, rodas, assentos e motores, e não só a montagem final.
Na prática, as peças que definem a moto nascem ali antes de a moto existir. Os motores saem de linhas próprias, dentro do mesmo complexo. O que vem de fora chega de cerca de 120 fornecedores diretos, contou a Honda em fevereiro.
A Moto Honda tem mais de 9 mil funcionários diretos só em Manaus, segundo o mesmo comunicado. No complexo fica também um Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, com equipes de projeto, engenharia e processos. A empresa afirma que 100% da energia elétrica da unidade vem de fontes limpas.
Em número, as 33 milhões de motos da Honda equivalem a 87% de todas as motos com placa do país
Para dar tamanho ao número, a régua é a frota oficial. Na tabela da Senatran, a Secretaria Nacional de Trânsito, moto aparece em duas categorias, como manda o Código de Trânsito: motocicleta, em que o condutor vai montado, e motoneta, em que ele vai sentado, caso dos scooters. Manaus faz os dois tipos, da CG ao PCX e ao Elite.
Em julho de 2026, o país tinha 30.965.839 motocicletas e 6.945.480 motonetas com placa, de todas as marcas: 37.911.319 no total. As 33 milhões de motos feitas em Manaus equivalem a 87% disso (33 milhões ÷ 37,9 milhões).
A comparação tem limite. Parte das 33 milhões de motos foi exportada, a produção começou em 1976 e a frota reúne todas as marcas. O que ela mostra é a escala.
Motocicletas e motonetas somam 28,7% dos 132.323.836 veículos com placa no país (37,9 milhões ÷ 132,3 milhões). Quase 3 em cada 10 veículos com placa são motocicletas ou motonetas.
A CG abriu a fábrica em 1976 e responde por perto de metade das 33 milhões de motos
Tudo começou em 1971, quando a Honda passou a importar motos para o Brasil, registra a empresa. Em 1976, veio a fábrica no Polo Industrial de Manaus, na Zona Franca.
O primeiro modelo foi a CG, lançada em outubro de 1976. Segundo a Honda, a linha CG já passou de 15 milhões de unidades produzidas, perto de metade das 33 milhões de motos, e é o veículo a motor de maior produção da indústria nacional.
Foi uma CG 160 Titan que virou a moto número 30 milhões, em outubro de 2024. A festa teve Toshihiro Mibe, presidente global da Honda, na primeira visita dele ao Brasil.
Para os 50 anos da CG, a marca apresentou em janeiro de 2026 a CG 160 Special Edition, vermelha, com o logo “CG 50 ANOS”.
CG, Biz e Pop puxam as vendas das motos que saem de lá
A nota global da Honda de outubro de 2025 detalha a lista de produção de Manaus: ia da CG160, da Biz125 e da POP110i até a NXR160 Bros, a PCX160, a CB300F Twister, a Hornet500, a NX500, a CRF1100 e o quadriciclo TRX420.
Nas lojas, três delas mandam. Em 2025, a CG 160 teve mais de 478 mil emplacamentos, 32,7% das vendas da Honda, informa o balanço anual da marca. A linha Biz passou de 258 mil e a Pop 110i ES, de 236 mil.
Somadas, as três passam de 972 mil motos emplacadas num ano só. O total da marca em 2025 foi de mais de 1,4 milhão de emplacamentos, alta de 14%, segundo o mesmo balanço. Emplacamento é venda registrada, não produção.
O plano de R$ 1,6 bilhão e a meta de 1,6 milhão de motos por ano
O investimento foi anunciado em outubro de 2025: R$ 1,6 bilhão nas operações de motos no Brasil até 2029. Segundo a nota global da empresa, o dinheiro vai para a fábrica de Manaus ao longo de quatro anos, de 2026 a 2029.
O plano inclui linhas de produção novas, mudança de layout, equipamentos e melhorias na logística interna, além de modelos novos, informou a Honda. Naquele anúncio, a Moto Honda previu que a capacidade chegaria a 1,6 milhão de motos por ano a partir de 2026, com cerca de 350 empregos novos.
No anúncio das 33 milhões, em 24 de setembro, a empresa fala em “objetivo de alcançar a produção anual de 1,6 milhão de motocicletas”. Em 2025, a fábrica de Manaus produziu mais de 1,5 milhão, alta de 17%. A meta não é inédita: em 2011, segundo a Honda, saíram de lá 1,69 milhão de motos.
Em fevereiro, a Moto Honda informou que trabalhava para atingir 1,6 milhão de unidades produzidas em 2026. Com mais de 1,12 milhão feitas até agosto, faltam menos de 480 mil para setembro a dezembro.
Dá menos de 120 mil por mês (480 mil ÷ 4). De janeiro a agosto, a média passou de 140 mil por mês (1,12 milhão ÷ 8).
A empresa diz esperar que 2026 “se consolide como mais um ano histórico”.
Das linhas de Manaus para mais de 15 países
As motos de Manaus vão para mais de 15 países, afirma a Honda. No anúncio de outubro de 2025, a Honda citou 17, entre eles Estados Unidos, Austrália e México.
No Brasil, a rede tem cerca de 1.200 pontos de venda, informa a Honda. A próxima meta da fábrica que chegou às 33 milhões de motos já está no papel: 1,6 milhão de motos por ano, com o dinheiro do ciclo que vai até 2029.
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Honda
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

