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Honda vende City Hatchback por menos de R$ 90 mil na Tailândia e oferece versão híbrida por cerca de R$ 97,5 mil, com 253 Nm e consumo de até 27,8 km/l, enquanto o Brasil continua sem receber o modelo híbrido

Honda vende City Hatchback por menos de R$ 90 mil na Tailândia e oferece versão híbrida por cerca de R$ 97,5 mil, com 253 Nm e consumo de até 27,8 km/l, enquanto o Brasil continua sem receber o modelo híbrido

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Honda vende City Hatchback por menos de R$ 90 mil na Tailândia e oferece versão híbrida por cerca de R$ 97,5 mil, com 253 Nm e consumo de até 27,8 km/l, enquanto o Brasil continua sem receber o modelo híbrido

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 12/09/2026 às 10:43

Atualizado em 12/09/2026 às 10:47

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Honda City Hatchback tailandês parte de cerca de R$ 90 mil, oferece versão e:HEV, 253 Nm, até 27,8 km/l e bancos modulares Ultra Seat.

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Honda City Hatchback tailandês parte de cerca de R$ 90 mil, oferece versão e:HEV, 253 Nm, até 27,8 km/l e bancos modulares Ultra Seat.

A Honda está mostrando na Tailândia que ainda existe espaço para um automóvel familiar baixo, versátil e sofisticado em meio à expansão global dos SUVs. O City Hatchback 2026 foi renovado naquele mercado e segue disponível tanto com motorização VTEC Turbo quanto com o sistema híbrido e:HEV, além de manter a solução de bancos modulares que transforma completamente o espaço interno. A atual oferta promocional começa em 579 mil baht e vai até 749 mil baht na configuração híbrida RS.

O caso chama ainda mais atenção quando comparado ao Brasil. O City Hatchback continua vendido por aqui em 2026, mas utiliza exclusivamente o conhecido 1.5 flex aspirado de 126 cv associado ao câmbio CVT. A Honda brasileira não oferece atualmente o conjunto e:HEV nem o VTEC Turbo disponíveis na Tailândia. Ou seja, o Brasil não perdeu o hatch, mas permanece sem justamente as configurações mecânicas mais diferentes da família.

City Hatchback parte de 579 mil baht na Tailândia

O primeiro número que chama atenção é o preço. A página oficial da Honda tailandesa anuncia atualmente o City Hatchback por 579 mil baht na configuração S, dentro de uma condição especial de lançamento válida até 30 de setembro de 2026.

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Na cotação consultada nesta apuração, em que cada baht correspondia aproximadamente a R$ 0,154986, os 579 mil baht equivalem a cerca de R$ 89.737. Trata-se apenas de conversão cambial direta, sem impostos brasileiros, frete, homologação ou qualquer custo de importação.

City Hatchback parte de 579 mil baht na Tailândia

Portanto, não significa que um City Hatchback tailandês poderia ser comercializado no Brasil por R$ 90 mil. O valor serve apenas para mostrar o posicionamento do carro em seu mercado de origem.

A comparação chama atenção porque a Tailândia mantém uma oferta ampla de hatches tradicionais mesmo enquanto SUVs ganham espaço em praticamente todos os grandes mercados.

Honda oferece quatro versões, três delas híbridas

A gama atual está organizada de maneira incomum. A configuração de entrada S custa 579 mil baht, enquanto o primeiro híbrido, denominado e:HEV V, parte de 629 mil baht.

Acima dele aparecem o e:HEV SV por 699 mil baht e o e:HEV RS por 749 mil baht. Na cotação utilizada nesta reportagem, somente o e:HEV V equivale aproximadamente a R$ 97,5 mil antes de qualquer tributação brasileira.

Isso significa que a maior parte da atual gama tailandesa do hatch é formada por versões eletrificadas.

A própria Honda apresenta o City Hatchback no país como parte de uma estratégia que mantém simultaneamente VTEC Turbo e e:HEV, oferecendo duas abordagens mecânicas dentro de uma carroceria tradicional de cinco portas.

Sistema e:HEV coloca dois motores elétricos ao lado do 1.5

A configuração mais interessante tecnicamente utiliza o sistema híbrido e:HEV. Segundo a Honda Thailand, o conjunto combina um motor 1.5 de quatro cilindros e 16 válvulas com dois motores elétricos, bateria de íons de lítio e transmissão elétrica do tipo E-CVT.

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A lógica do sistema é diferente daquela encontrada em híbridos simples nos quais o motor elétrico funciona apenas como apoio ocasional ao propulsor a combustão.

No e:HEV da Honda, a propulsão elétrica assume papel central em grande parte das situações de uso. O motor a gasolina pode funcionar como gerador de energia e também participar diretamente da movimentação em situações específicas de eficiência.

É uma solução que permite preservar respostas rápidas em baixa velocidade sem depender exclusivamente do motor térmico.

Motor elétrico entrega até 253 Nm

O número divulgado pela Honda para o torque máximo do motor elétrico é de 253 Nm. Convertido, corresponde a aproximadamente 25,8 kgfm.

Esse torque aparece imediatamente quando o sistema elétrico é solicitado, uma característica típica de motores elétricos e particularmente útil em arrancadas e retomadas urbanas.

Não é correto, entretanto, simplesmente somar potência e torque do motor a combustão com os valores dos motores elétricos como se todos alcançassem seus picos exatamente no mesmo instante. Em sistemas híbridos, o gerenciamento eletrônico determina como cada fonte participa da propulsão.

A Honda concentra sua comunicação principalmente no torque do motor elétrico e na eficiência do conjunto.

Consumo anunciado chega a 27,8 km/l

Outro número de grande impacto é o consumo. A fabricante declara 27,8 km/l para o City Hatchback e:HEV, resultado obtido segundo o padrão UN R101 relacionado à homologação utilizada naquele mercado.

Isso não deve ser comparado diretamente aos números brasileiros do Inmetro como se fossem produzidos pelo mesmo ciclo de testes. Procedimentos de medição, condições e critérios podem variar entre mercados.

Honda City Hatchback tailandês parte de cerca de R$ 90 mil, oferece versão e:HEV, 253 Nm, até 27,8 km/l e bancos modulares Ultra Seat.

Mesmo assim, o dado mostra o objetivo central do sistema: reduzir fortemente o consumo urbano sem transformar o City em um veículo totalmente elétrico que precise ser recarregado na tomada.

O proprietário abastece o tanque normalmente e a eletrônica administra motor a combustão, motores elétricos e bateria durante a utilização.

VTEC Turbo mantém outra receita que o Brasil também não recebe

A Tailândia oferece ainda o VTEC Turbo, enquanto o City brasileiro utiliza um motor aspirado.

No material técnico oficial da geração anterior à atualização de 2026, a Honda especificava o 1.0 VTEC Turbo com 122 cv, utilizado em conjunto com a linha City Hatchback tailandesa.

A página atual continua identificando a gama como “e:HEV / Turbo”, embora não repita nessa seção pública todos os números técnicos do 1.0.

City Hatchback brasileiro entrega 126 cv

No Brasil, o conjunto conhecido entrega 126 cv a 6.200 rpm, independentemente de gasolina ou etanol. O torque chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, ambos a 4.600 rpm.

A transmissão é automática CVT e a tração é dianteira.

Não se trata de uma mecânica ultrapassada ou necessariamente inferior. É uma configuração orientada a simplicidade, eficiência e funcionamento linear, mas mostra que a estratégia regional da Honda é bastante diferente.

Enquanto o comprador tailandês pode escolher entre turbo e híbrido, o brasileiro encontra atualmente apenas o 1.5 aspirado flex.

Brasil continua vendendo o City Hatchback em 2026

A Honda mantém uma página oficial ativa para o City Hatchback ano/modelo 2026/2026 no Brasil. A gama contempla versões como LX, EX, EXL, Touring e Touring Sport, dependendo da configuração comercial disponível.

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A própria fabricante lista o City Hatchback entre os modelos atualmente oferecidos junto de WR-V, HR-V, Civic, ZR-V, Accord e CR-V.

Bancos Ultra Seat transformam completamente o espaço interno

A versatilidade talvez seja o recurso que mais aproxima o City Hatchback de carros familiares maiores sem aumentar suas dimensões externas.

Na Tailândia, a Honda chama o conjunto de Ultra Seat e destaca a possibilidade de modificar a configuração da cabine de várias maneiras. O site atual apresenta quatro modos de utilização destinados a diferentes tipos de objeto e passageiros.

A solução permite não apenas rebater o encosto traseiro, mas também modificar o aproveitamento vertical da cabine.

Objetos altos podem ocupar o espaço atrás dos bancos dianteiros, enquanto cargas compridas podem utilizar praticamente toda a extensão útil disponível.

É uma proposta que tenta entregar flexibilidade de minivan dentro de uma carroceria hatch.

Tailândia recebe tela de 10 polegadas e câmera multivisão

A atualização tailandesa também trouxe um pacote tecnológico mais sofisticado.

A Honda destaca uma nova central multimídia de 10 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador de smartphone por indução e quadro de instrumentos TFT de 7 polegadas.

Há ainda sistema de câmera multivisão, retrovisor interno com escurecimento automático, saídas de ventilação traseiras e portas USB-C para quem viaja atrás.

Dependendo da versão, a apresentação também inclui elementos visuais específicos, como rodas de liga leve de 16 polegadas, iluminação ambiente e acabamento esportivo.

Honda Sensing mantém o hatch equipado como carro moderno

O City Hatchback tailandês também recebe o pacote Honda Sensing.

Entre as tecnologias listadas oficialmente aparecem frenagem para mitigação de colisão, controle de cruzeiro adaptativo com funcionamento em baixa velocidade, assistente de permanência em faixa, mitigação de saída de pista e farol alto automático.

Há ainda o sistema que alerta o motorista quando o veículo à frente começa a se movimentar.

A combinação ajuda a explicar por que a fabricante utiliza expressões como “premium sporty” ao promover o modelo naquele mercado.

Não se trata apenas de um hatch barato destinado ao transporte urbano. A Honda tenta posicioná-lo como automóvel compacto sofisticado, conectado e tecnologicamente avançado.

São 4,34 metros sem precisar assumir formato de SUV

O City Hatchback vendido no Brasil mede 4.343 mm de comprimento, 1.748 mm de largura e 1.498 mm de altura, com distância entre-eixos de 2.600 mm.

O porta-malas brasileiro possui capacidade declarada de 268 litros na configuração padrão, mas o Magic Seat permite aumentar a flexibilidade do espaço de maneiras que um número isolado não demonstra.

É justamente essa arquitetura que torna o City Hatchback interessante em uma época de SUVs.

O veículo consegue oferecer cinco portas, banco traseiro modular, espaço razoável para passageiros e grande flexibilidade de carga mantendo centro de gravidade e altura típicos de um automóvel baixo.

Honda não precisou transformar o City em SUV para vender versatilidade

A indústria descobriu que consumidores gostam de posição elevada de dirigir, aparência robusta e sensação de espaço dos SUVs. Isso fez diversas fabricantes reduzirem investimentos em hatches e sedãs tradicionais.

A Honda tailandesa, porém, mantém paralelamente City sedã, City Hatchback, WR-V, BR-V, HR-V e CR-V. Ou seja, o cliente continua podendo escolher um hatch sem ser obrigado a migrar para um crossover.

Essa variedade cria uma situação cada vez mais incomum: um automóvel baixo de cinco portas recebendo motorização híbrida, tecnologias de assistência, câmera multivisão e uma cabine extremamente configurável.

Não é uma tentativa de imitar um SUV. É justamente a preservação de outra fórmula.

Híbrido começa equivalente a menos de R$ 100 mil na conversão direta

A versão e:HEV V custa atualmente 629 mil baht na condição promocional divulgada pela Honda.

Na cotação consultada nesta apuração, isso representa aproximadamente R$ 97,5 mil em conversão puramente cambial.

O e:HEV SV sobe para 699 mil baht, enquanto o RS chega a 749 mil baht.

Novamente, esses valores não podem ser apresentados como “preços que o carro teria no Brasil”. Tributação, logística, homologação, margem comercial e política regional de produto tornam essa conversão meramente ilustrativa.

Mesmo assim, ela ajuda a revelar como a Honda posiciona seu híbrido no mercado tailandês: como uma alternativa relativamente acessível dentro da própria linha City.

Bateria híbrida recebe garantia de até 10 anos na Tailândia

A fabricante também tenta reduzir a preocupação do comprador com a bateria.

Na campanha vigente, a Honda Thailand informa garantia de 10 anos para a bateria híbrida, com condições específicas. O sistema híbrido completo possui cobertura de cinco anos sem limite de quilometragem, enquanto a bateria recebe extensão adicional até completar dez anos.

A fabricante chega a divulgar o preço de referência da bateria no mercado tailandês dentro das condições da campanha, uma transparência pouco comum em materiais promocionais.

As condições são específicas da Tailândia e não podem ser transferidas para outros países.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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