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Huawei lança no país relógio de R$ 3.999 que infla uma bolsa de ar no pulso para medir a pressão arterial, e o Watch D3 chega com monitoramento de 24 horas

Huawei lança no país relógio de R$ 3.999 que infla uma bolsa de ar no pulso para medir a pressão arterial, e o Watch D3 chega com monitoramento de 24 horas

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Huawei lança no país relógio de R$ 3.999 que infla uma bolsa de ar no pulso para medir a pressão arterial, e o Watch D3 chega com monitoramento de 24 horas

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 25/09/2026 às 13:12

Atualizado em 25/09/2026 às 13:13

Ciência e Tecnologia

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O Huawei Watch D3 mostra na tela a pressão sistólica e a diastólica medidas com a bolsa de ar da pulseira. Foto: Huawei/Divulgação

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O Watch D3 tem tela de 1,92 polegada, 11,3 mm de espessura e um modo que mede a pressão até durante o sono; na página brasileira, a Huawei trata as leituras como referência e avisa em nota que o produto não é dispositivo médico.

O Watch D3, relógio que a Huawei lançou no Brasil por R$ 3.999, esconde na pulseira uma bolsa de ar que infla para medir a pressão arterial, de dia e até durante o sono.

O lançamento foi na quinta-feira, 24 de setembro, num evento da marca chinesa em São Paulo. No mesmo evento, a Huawei apresentou o Watch GT 7, o GT 7 Pro, o Watch 6 e o Watch 6 Pro.

A função que mais chama atenção é a de 24 horas. Pela página oficial do Watch D3, o usuário inicia um plano de automonitoramento e o relógio segue medindo, inclusive enquanto a pessoa dorme.

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Na mesma página, uma nota de rodapé registra que “este produto não é um dispositivo médico”. As medições, escreve a Huawei, servem apenas como referência.

Como uma bolsa de ar mede a pressão no pulso

A bolsa fica dentro da pulseira, e a Huawei a chama de airbag mecânico. Ela trabalha junto com um sensor de pressão que a marca descreve como “de alta precisão” e com o TruSense, o sistema de sensores da empresa.

O Watch D3 no pulso, em foto de divulgação da Huawei. Foto: Huawei/Divulgação

Na medição, a bolsa enche e pressiona o pulso. O sensor capta as variações de pressão provocadas pela pulsação, e o relógio converte essas variações em leituras de pressão arterial, conforme a descrição oficial.

O nome técnico do processo, segundo a Huawei, é método oscilométrico. A tela mostra a sistólica e a diastólica, o par de números que muita gente chama de máxima e mínima, ao lado da frequência cardíaca.

Na geração nova, a bolsa ficou mais estreita. A mudança, afirma a fabricante, deixa o relógio mais confortável no pulso.

O modo de 24 horas mede até durante o sono

O recurso de 24 horas leva o nome de um exame conhecido: Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial, o MAPA. Segundo a Huawei, o plano pode começar a qualquer hora do dia.

Durante a noite, o relógio infla sozinho e mede sem exigir a postura de medição, informa a página. No fim, o aplicativo reúne as médias da sistólica e da diastólica de dia, de noite e nas 24 horas, além da frequência cardíaca.

A página do Watch D3 destaca a diretriz da Sociedade Europeia de Hipertensão para esse tipo de acompanhamento. O texto recomenda medições a cada 15 a 30 minutos ao longo de 24 horas, com pelo menos 70% de leituras válidas.

A mesma diretriz, registra a página, fixa um mínimo de 20 leituras de dia e 7 à noite. É a referência que a Huawei põe ao lado do MAPA do relógio.

96 medições no modo cheio, 7 no modo leve

O teste de bateria da Huawei, detalha a nota oficial, usa o MAPA com intervalos de 15 minutos. São quatro medições por hora, e a conta fecha assim: 4 x 24 = 96 vezes que a bolsa de ar enche no pulso em um dia.

No intervalo mais longo da diretriz, de 30 minutos, seriam 2 x 24 = 48 medições. Ainda assim, é bolsa enchendo de meia em meia hora, madrugada adentro.

Para quem acha isso demais, a marca oferece o Estudo de MAPA com Interrupção Mínima. Ele pede só sete medições diárias: “quatro leituras ativas durante o dia e três automáticas durante a noite”.

Dividindo 96 por 7, o resultado é cerca de 13,7. O modo leve infla a bolsa quase 14 vezes menos que o modo cheio de 15 em 15 minutos.

O estudo roda pelo aplicativo HUAWEI Research e não vale para menores de idade nem para grávidas, de acordo com as notas oficiais. A Huawei acrescenta que o recurso não se destina a uso médico.

O que a lista da Anvisa mostra, e o selo europeu

O arquivo público de produtos para saúde da Anvisa, na versão atualizada às 19h de 24 de setembro, mostra que não há nenhum registro com o nome Watch D3.

Com a Huawei Device como fabricante, a lista registra dois softwares de classe II, ambos vigentes e em nome de uma importadora de produtos médicos. Um é um “monitor ambulatorial de pressão arterial de pulso”, publicado em 29 de outubro de 2024.

O outro é um “aplicativo de ECG”, de 20 de novembro de 2023. Os dois registros são anteriores ao D3, e nenhum deles leva o nome do relógio novo.

No topo, a página brasileira do relógio fala em monitoramento da pressão “de grau médico”. A nota de rodapé presa a essa frase afirma que o produto não é um dispositivo médico e que as medições não devem guiar tratamento.

A mesma página exibe o selo “Certificado pela CE-MDR como Dispositivo Médico”, referência ao regulamento europeu de dispositivos médicos. A Huawei mostra, assim, uma certificação europeia e, no Brasil, apresenta as leituras como referência.

Antes e depois do treino, o relógio dá sinal

Na rua ou na academia, o relógio também mede a pressão em torno do exercício. Se a leitura antes do treino vier muito alta, o aparelho sugere adiar a atividade intensa, afirma a Huawei.

Depois, a checagem pode ser feita em até dois minutos após o fim do treino. A função cobre corrida, caminhada e ciclismo, ao ar livre ou em ambiente fechado, segundo a página, e depende do aplicativo Huawei Saúde no celular.

O resto da lista que a Huawei promete acompanhar

A pressão é a estrela, mas não vem sozinha. A página detalha um aplicativo de eletrocardiograma batimento a batimento e a análise de arritmia por onda de pulso, com alertas de fibrilação atrial a partir de um sensor óptico.

Entram também o sono, pelo algoritmo TruSleep 5.0, o registro de 12 emoções no aplicativo e um resumo chamado Health Glance, com 13 itens. A oferta muda de país para país, explica a Huawei.

A ficha técnica mostra de onde saem os dados. Há sensor óptico de frequência cardíaca, sensor de ECG, sensor de temperatura, barômetro, sensor de pressão diferencial e um conjunto de nove eixos, com acelerômetro, giroscópio e magnetômetro.

Duas pulseiras na caixa, uma para cada tamanho de pulso

A bolsa de ar precisa do tamanho certo. Segundo a ficha técnica, a pulseira M serve para pulsos de 13 a 16 cm de circunferência, e a L, de 16,1 a 21 cm.

Fora da faixa de 13 a 21 cm, a precisão da leitura pode ser afetada, conforme a Huawei. Por isso a caixa traz as duas pulseiras com bolsa de ar e uma régua para medir o pulso.

A pulseira L já vem montada no relógio, junto com uma pulseira curta. Completam o kit, detalha a ficha, o carregador sem fio, com cabo, e os guias de uso e de segurança.

Sete regras de postura na hora de medir

Para a medição avulsa, a fabricante resume a postura em sete itens. Pulso e palma ficam estendidos, o relógio na altura do coração, o cotovelo apoiado e os pés no chão, sem cruzar.

A pessoa deve estar sentada, relaxada e calada, sem apertar a bolsa de ar. Qualquer desvio pode mudar o resultado, segundo a página.

Mexer o braço ou tremer também atrapalha. E o relógio molhado precisa secar antes de medir, seja depois de lavar as mãos, de tomar chuva ou de qualquer atividade na água, informa a fabricante.

Nada de piscina, sauna ou banho quente com ele

Piscina está fora. Segundo a Huawei, o relógio deve sair do pulso antes de nadar, mergulhar ou fazer snorkel, e antes de qualquer atividade com imersão prolongada.

A lista segue com banho quente, sauna, fonte termal, surfe, esqui aquático, passeio de lancha, rafting e até lavagem de carro. Dano por líquido nesses casos fica fora da garantia, informa a página.

Sabonete líquido, xampu, protetor solar e álcool em gel também devem ficar longe. Água que entra no aparelho pode causar falha na medição ou esvaziamento lento da bolsa de ar, registra o aviso oficial.

Mais fino que o Watch D2

O antecessor, o Watch D2, é a régua que a Huawei usa para o modelo novo. De acordo com os dados de laboratório da marca, o D3 tem 15% menos espessura, 9% menos peso total e pulseira 7,5 g mais leve.

O Watch D3 de perfil; a Huawei informa 11,3 mm no ponto mais fino do corpo. Foto: Huawei/Divulgação

O corpo mede 46,5 x 41 x 11,3 mm e pesa cerca de 40 g sem a pulseira, conforme a ficha. Os 11,3 mm são medidos no ponto mais fino, sem contar a área do sensor.

Se 11,3 mm equivalem a 15% menos, o D2 ficava perto de 13,3 mm: a conta é 11,3 dividido por 0,85. São cerca de 2 mm a menos de relógio sobre o pulso.

A caixa é de liga de alumínio, e a tela AMOLED de 1,92 polegada tem 408 x 480 pixels e brilho máximo de 3.000 nits. A área de tela em relação ao corpo cresceu 6,4% sobre o D2, afirma a Huawei.

Três cores, duas delas com couro compósito

São três versões no Brasil, mostra a página. A Moca Dourado tem pulseira de couro compósito cor de areia, e a Dourado vem com couro compósito branco.

As versões Moca Dourado, com pulseira cor de areia, e Dourado, com pulseira branca. Foto: Huawei/Divulgação

A Preta usa pulseira de HNBR, uma borracha sintética. A página é direta com quem tem alergia a náilon, fluoroelastômero ou HNBR: “Não utilize”.

As três saem pelo mesmo preço sugerido de R$ 3.999, sem diferença entre as cores, segundo o anúncio da Huawei no evento.

Bateria de até 6 dias, e o que entra nessa conta

A Huawei promete até 6 dias de bateria no uso típico. O número vem de um teste, explica a fabricante, com seis medições de pressão arterial e cinco eletrocardiogramas por dia, frequência cardíaca sempre ligada e sono monitorado à noite.

O mesmo teste inclui oxigenação do sangue e estresse monitorados, 90 minutos de exercício por semana e 30 minutos de tela acesa por dia. Com o MAPA ligado a cada 15 minutos, segundo a ficha, as mesmas condições rendem até 1 dia.

A recarga é sem fio, numa base SuperCharger, e a página indica 75 minutos para carregar. O carregador tem porta USB-C.

Ligações pelo Bluetooth, NFC e mais de 100 modos de treino

Longe da pressão, o D3 funciona como um relógio inteligente comum. Atende e recusa chamadas pelo Bluetooth, mostra o histórico de ligações e dá acesso à agenda, às notas e a uma lanterna.

O Watch D3 é pareado ao celular pelo aplicativo de saúde da Huawei, no Android ou no iPhone. Foto: Huawei/Divulgação

A ficha inclui NFC, com serviços que variam por país, e Bluetooth 6.0. São mais de 100 modos de treino, com golfe e esportes na neve, e um minitreino para os intervalos do dia, conforme a Huawei.

O relógio conversa com Android e iPhone pelo aplicativo Huawei Saúde. Quem compra ganha 3 meses grátis do Huawei Health+, segundo a página, a assinatura da marca com treinos, meditações guiadas e músicas para dormir.

Comunidade de Saúde: a pressão de um parente no seu pulso

A função mais familiar do Watch D3 se chama Comunidade de Saúde. Conforme a página, dá para montar um grupo com parentes e receber no pulso alertas em tempo real sobre eles.

Alerta da Comunidade de Saúde na tela do Watch D3, em imagem de divulgação com a interface em inglês. Foto: Huawei/Divulgação

No grupo, cada um acompanha a pressão arterial, o resumo de saúde, a frequência cardíaca, os passos do dia e a qualidade do sono dos outros, tudo num lugar só, destaca a Huawei.

GT 7, GT 7 Pro e Watch 6, os outros lançamentos do evento

Quem dividiu o evento com o D3 foi a linha Watch GT 7, a mais barata do dia. O GT 7 sai por R$ 2.299 e o GT 7 Pro, por R$ 2.699, de acordo com os preços sugeridos da Huawei.

O forte dos dois é a bateria. O GT 7 Pro e o GT 7 de 46 mm prometem até 21 dias em uso moderado e 12 dias em uso típico; o GT 7 de 41 mm, 14 e 7 dias, destaca a marca.

Ambos têm mais de 110 modos de treino, proteção IP69 e resistência 5 ATM, e a marca afirma que aceitam até mergulho livre, o oposto do D3. O Pro tem caixa de liga de titânio, moldura de cerâmica e eletrocardiograma.

Na conta direta, o D3 custa R$ 1.700 a mais que o GT 7: R$ 3.999 menos R$ 2.299. É cerca de 74% acima do preço do relógio de bateria longa.

O Watch 6, pelo mesmo preço do D3, e o Watch 6 Pro, por R$ 4.999, completaram a apresentação. O destaque da linha é o sensor X-TAP, na lateral: apertado por três segundos, ele gera um relatório com 14 indicadores, explica a fabricante.

RelógioPreço sugeridoBateria, pela HuaweiDestaqueWatch D3R$ 3.999até 6 dias no uso típicobolsa de ar na pulseiraWatch GT 7R$ 2.299até 21 dias (46 mm) ou 14 dias (41 mm), uso moderadoIP69 e 5 ATMWatch GT 7 ProR$ 2.699até 21 dias, uso moderadotitânio, cerâmica e ECGWatch 6R$ 3.9997 ou 11 dias, conforme tamanho e configuraçãosensor X-TAPWatch 6 ProR$ 4.9997 ou 11 dias, conforme tamanho e configuraçãocerâmica (43 mm) ou titânio (46 mm)

Para quem o D3 faz sentido, e quem deve falar com o médico antes

Conforme a descrição da Huawei, o D3 mira quem quer acompanhar a pressão ao longo do tempo, com gráfico de tendência no celular e alertas da família. A troca tem custo: bateria menor que a dos GT 7 e um relógio que precisa sair do pulso na água.

A própria fabricante lista limites. “Este aparelho não foi validado” para recém-nascidos nem para grávidas, diz o texto, e não deve ser usado em atendimento de emergência.

Pessoas com arritmia, arteriosclerose ou problemas nos rins, entre outras condições, devem consultar o médico antes de usar, porque a precisão da leitura pode ser afetada, segundo as precauções da página.

Para as leituras de pressão arterial, a regra vem da própria Huawei, em letras maiúsculas: nunca ajustar a medicação com base nelas e “SEMPRE consulte seu médico”.

Outras medidas de relógios de pulso já passaram por teste. Um estudo de laboratório com marcas populares mostrou erros na contagem de calorias, número que muita gente também confere no pulso.

O que ainda depende de atualização e de mercado

Parte do pacote não sai de fábrica. Os lembretes inteligentes, a Comunidade de Saúde e alguns modos de treino chegam por atualização do sistema, conforme as notas da Huawei.

O estudo de sete medições diárias só funciona em determinados mercados, informa a empresa, e a Comunidade de Saúde exige o aplicativo Huawei Saúde na versão mais recente antes do primeiro uso.

Para quem compra, o primeiro passo é medir o pulso com a régua da caixa e escolher entre a pulseira M e a L do Watch D3. “Selecione a bolsa de ar adequada para a circunferência do seu pulso”, pede a página.

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Huawei


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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