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Indian Oil investe US$ 256 milhões em gasoduto de 425 km para ligar dois estados da Índia e levar gás a regiões ainda pouco atendidas
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 25/09/2026 às 09:15
Atualizado em 25/09/2026 às 09:20
Petróleo e Gás
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O projeto conectará o terminal de gás natural liquefeito de Kochi à rede existente em Thoothukudi, com capacidade prevista de 6,84 milhões de metros cúbicos por dia
A Indian Oil decidiu investir 24,49 bilhões de rúpias, cerca de US$ 255,6 milhões, em um gasoduto que atravessará o sul da Índia. A tubulação partirá de Kochi, no estado de Kerala, passará pela região de Kanyakumari e chegará a Thoothukudi, em Tamil Nadu. Com a aprovação do investimento, a empresa deu um passo decisivo para conectar o terminal de gás natural liquefeito de Kochi a consumidores e redes mais ao sul, conforme matéria publicada pela Reuters no dia 21 de setembro de 2026.
O traçado terá 424,65 quilômetros e capacidade projetada de 6,84 milhões de metros cúbicos por dia. Esse número indica quanto a estrutura foi dimensionada para transportar; não significa que todo esse volume circulará assim que o gasoduto entrar em operação. A parcela destinada ao transporte em regime de acesso comum será de 1,71 milhão de metros cúbicos diários.
Um terminal em Kochi ganhará uma ligação com a rede do sul indiano
A função do gasoduto é criar uma saída terrestre para o gás que chega ao terminal de Kochi na forma liquefeita. Depois de voltar ao estado gasoso, o combustível poderá seguir pela nova tubulação até áreas de consumo em Kerala e no sul de Tamil Nadu. Em Thoothukudi, a conexão prevista é com um gasoduto da própria Indian Oil, segundo o órgão regulador indiano.
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Essa ligação importa porque a existência de um terminal, por si só, não garante que o gás alcance todos os compradores interessados. É preciso ter tubulações, pontos de entrega e redes de distribuição ao longo do caminho. O regulador aponta como possíveis beneficiários indústrias, usinas de energia e sistemas de distribuição urbana, além de consumidores comerciais e residenciais atendidos por essas redes. O alcance efetivo dependerá da implantação do projeto e da demanda contratada.
O desafio de conectar oferta e consumo aparece em outros mercados. No Brasil, ele também está presente nas discussões sobre acesso ao gás para a indústria e nos planos de expansão da infraestrutura de gás natural. No caso indiano, a nova rota pretende atender localidades que hoje têm acesso limitado à malha de transporte.
Autorização veio em abril; investimento recebeu aval em setembro
O projeto passou por etapas distintas. Em outubro de 2024, o órgão regulador abriu a concorrência para a ligação entre Kochi, Kanyakumari e Thoothukudi. Em abril de 2026, concedeu à Indian Oil autorização para construir, operar e ampliar a tubulação. O anúncio de setembro marcou a aprovação do investimento pela empresa, no valor divulgado pela Reuters. Autorização regulatória e verba aprovada representam avanços concretos, mas não equivalem a um gasoduto pronto.
A capacidade de 6,84 milhões de metros cúbicos por dia também ajuda a entender a escala da aposta. Parte desse espaço foi reservada ao transporte em regime de acesso comum, mecanismo previsto para permitir que outros agentes usem a infraestrutura nas condições aplicáveis. Já o volume efetivamente movimentado dependerá de fatores como conclusão da obra, disponibilidade de gás e contratação do serviço.
O interesse por rotas de transporte de gás acompanha projetos energéticos em diferentes países. Na Índia, a consequência mais imediata da decisão é tirar a ligação entre Kerala e Tamil Nadu da fase de autorização e colocá-la entre os investimentos aprovados da Indian Oil. A oferta adicional aos consumidores virá quando a infraestrutura estiver construída e em condições de operar.
Fonte
Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

