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Japão orienta famílias a manter água, comida e banheiro de emergência para pelo menos 35 usos por pessoa durante uma semana caso terremotos, apagões e falhas no abastecimento deixem casas sem água, energia, gás e esgoto

Japão orienta famílias a manter água, comida e banheiro de emergência para pelo menos 35 usos por pessoa durante uma semana caso terremotos, apagões e falhas no abastecimento deixem casas sem água, energia, gás e esgoto

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Japão orienta famílias a manter água, comida e banheiro de emergência para pelo menos 35 usos por pessoa durante uma semana caso terremotos, apagões e falhas no abastecimento deixem casas sem água, energia, gás e esgoto

Escrito por Ana Alice

Publicado em 16/09/2026 às 16:46

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Destruição em Ofunato mostra o impacto de terremotos no Japão e ajuda a explicar por que famílias mantêm estoques domésticos de emergência. (Imagem: U.S. Navy / Matthew M. Bradley)

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Orientações oficiais mostram como emergências podem comprometer necessidades básicas dentro de casa e transformar tarefas simples em problemas sanitários, exigindo planejamento prévio, reservas domésticas e alternativas para períodos em que água, energia, saneamento e outros serviços essenciais permaneçam temporariamente indisponíveis.

Famílias no Japão são orientadas a manter água, alimentos e banheiros portáteis suficientes para atravessar vários dias sem serviços básicos, incluindo uma reserva sanitária calculada para pelo menos 35 utilizações por pessoa durante uma semana inteira.

Nas recomendações divulgadas pelo Government Online, portal oficial do governo japonês, o dimensionamento considera cinco a seis utilizações diárias por morador, quantidade que deve ser multiplicada pelo número de pessoas da residência e pelo período de sete dias.

Banheiro de emergência pode exigir dezenas de usos por morador

Traduzido para uma situação doméstica, esse parâmetro representa entre 35 e 42 utilizações para apenas uma pessoa, enquanto uma família formada por quatro integrantes precisaria manter pelo menos 140 usos seguindo a referência mínima indicada pelas autoridades.

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Embora costume receber menos atenção que água ou comida, o banheiro portátil ganha importância quando o abastecimento é interrompido, já que sanitários convencionais podem deixar de funcionar adequadamente mesmo em imóveis que continuam seguros e habitáveis após uma emergência.

Outro risco aparece quando dejetos permanecem acumulados em instalações sem condições adequadas, situação que, segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, pode favorecer bactérias, insetos, odores e problemas relacionados à higiene durante períodos prolongados.

Há ainda uma consequência menos evidente: para evitar sanitários inadequados, algumas pessoas podem reduzir voluntariamente o consumo de alimentos ou líquidos, comportamento apontado pelas autoridades como capaz de contribuir para desidratação, piora nutricional e outros problemas de saúde.

Ajuda leva papel higiênico a abrigo no Japão após terremoto, item essencial quando água, esgoto e serviços básicos ficam comprometidos. (Imagem: U.S. Navy / Dylan McCord)

Higiene e iluminação entram no estoque doméstico

Por essa razão, a preparação recomendada não termina na compra do banheiro portátil, mas inclui sacos de armazenamento, papel higiênico, lenços umedecidos, desinfetantes, produtos de limpeza, iluminação independente e materiais destinados a controlar odores enquanto os serviços permanecem interrompidos.

Seguindo a mesma lógica de consumo, o Government Online também orienta a calcular o papel higiênico para cinco ou seis utilizações diárias por pessoa e cita, como referência prática, aproximadamente oito rolos de 30 metros para quatro moradores.

Durante um apagão, a falta de iluminação pode tornar o problema sanitário ainda mais difícil, motivo pelo qual lanternas e luminárias portáteis aparecem entre os itens indicados para permitir o uso do ambiente sem depender diretamente da rede elétrica.

Esse planejamento sanitário integra uma preparação doméstica mais abrangente, na qual alimentos, água potável, banheiros portáteis e papel higiênico devem ser suficientes para pelo menos três dias e, sempre que possível, para aproximadamente uma semana.

Moradores recebem suprimentos de emergência no Japão após terremoto, com alimentos e água destinados às comunidades mais afetadas. (Imagem: U.S. Navy / Alexander Tidd)

Falhas simultâneas podem alterar toda a rotina da casa

Entre os serviços considerados nesse planejamento estão eletricidade, gás, abastecimento de água, rede de esgoto e comunicações, cuja interrupção simultânea pode modificar atividades rotineiras dentro da residência mesmo quando não existe necessidade imediata de evacuação dos moradores.

Na parte alimentar, a recomendação oficial prioriza produtos consumidos normalmente e incentiva o estoque rotativo, sistema em que a família compra quantidades um pouco maiores, consome primeiro os itens mais antigos e repõe continuamente aquilo que utiliza.

Em vez de separar grandes volumes exclusivamente para situações extremas, esse método incorpora a preparação à rotina da casa e permite renovar alimentos e outros produtos essenciais regularmente, reduzindo desperdícios e evitando que toda a reserva ultrapasse o prazo de validade.

Quando o assunto é água, os materiais oficiais japoneses incluem a manutenção de uma reserva potável entre os recursos básicos, enquanto o volume e a duração do estoque devem acompanhar o período de autonomia planejado para os moradores da residência.

Água, comida e cobertores são preparados para envio a Sendai, no Japão, durante operação de socorro após terremoto e tsunami devastador. (Imagem: U.S. Air Force / Osakabe Yasuo)

Planejamento também envolve comunicação e deslocamento

Além dos recursos armazenados, o Government Online recomenda que as famílias combinem previamente pontos de encontro, identifiquem locais de evacuação próximos e estabeleçam formas alternativas de comunicação para situações em que seus integrantes estejam separados no momento de uma emergência.

Também aparecem entre os itens indicados documentos de identificação, baterias externas para celulares, lanternas de LED, contatos de emergência, medicamentos de uso contínuo e informações médicas, recursos úteis tanto para permanecer em casa quanto para um eventual deslocamento.

Quem depende regularmente de medicamentos precisa ainda manter acessíveis registros de tratamentos e informações de saúde, medida que pode facilitar a comunicação com profissionais ou serviços de atendimento caso consultas, deslocamentos e estruturas habituais sejam afetados por um desastre.

Fora das residências, a mesma estratégia alcança escolas e locais de trabalho, onde as orientações contemplam recursos para atender pessoas que precisem permanecer temporariamente nesses ambientes e planejamento para situações em que o retorno imediato para casa não seja possível.

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Número de moradores muda o tamanho da reserva sanitária

Mais do que estabelecer um número isolado, a recomendação permite adaptar a reserva à composição de cada residência, porque cinco utilizações por dia durante sete dias correspondem a 35 usos por pessoa, quantidade que cresce proporcionalmente conforme aumenta o número de moradores.

Em uma casa com quatro pessoas, por exemplo, a referência mínima chega a 140 utilizações durante uma semana, enquanto a adoção do limite superior de seis usos diários elevaria essa necessidade para 168 utilizações no mesmo intervalo.

Esse cálculo coloca o saneamento no mesmo planejamento de outras necessidades básicas, evitando que a preparação fique restrita apenas a comida, água ou energia e deixando disponível uma alternativa caso os sanitários convencionais parem de funcionar temporariamente.

Você manteria em casa uma reserva de banheiros portáteis suficiente para todos os moradores durante uma semana caso uma interrupção de água e esgoto tornasse os sanitários convencionais inutilizáveis por vários dias após uma emergência de grande porte?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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