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JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, aprova acordo para criar com a Viva a maior processadora de couro do mundo, com 31 fábricas, mais de 11 mil funcionários em seis países e capacidade superior a 20 milhões de unidades por ano, em operação que ainda depende do aval do Cade
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 17/09/2026 às 10:16
Atualizado em 17/09/2026 às 10:50
Economia
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A JBS aprovou acordo com a Viva para criar a JBS Viva, maior processadora de couro do mundo, com 31 fábricas, mais de 11 mil funcionários em seis países e capacidade acima de 20 milhões de unidades por ano. Cada lado terá 50%, e o Cade ainda precisa aprovar a operação
A JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e a processadora de couro Viva assinaram um acordo para criar a maior empresa de processamento de couro do mundo. Batizada de JBS Viva, a companhia terá 31 fábricas, mais de 11 mil funcionários e capacidade para processar mais de 20 milhões de unidades de couro por ano.
As informações foram publicadas pelo portal ND Mais em 17 de setembro de 2026,com base no fato relevante divulgado pela JBS ao mercado.
Negócio anunciado em novembro de 2025 foi aprovado pelo conselho da JBS
O acordo entre JBS e Viva foi anunciado em novembro de 2025. Nesta semana, a operação recebeu a aprovação do Conselho de Administração da JBS.
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A decisão foi comunicada ao mercado por meio de fato relevante, o que formaliza o avanço da negociação.
JBS Viva terá 31 fábricas e mais de 11 mil funcionários
A nova companhia vai somar 31 fábricas e mais de 11 mil funcionários.
A capacidade de processamento prevista é de mais de 20 milhões de unidades de couro por ano, o que coloca a JBS Viva como a maior do setor no mundo.
Mercado global de couro movimenta US$ 476 bilhões por ano
A operação amplia os negócios dos irmãos Batista em um mercado que movimenta cerca de US$ 476 bilhões por ano no mundo, segundo a consultoria Mordor Intelligence.
De acordo com a mesma consultoria, o setor cresce até 7% ao ano.
JBS e acionistas da Viva terão 50% da nova empresa cada
Pelo acordo, a JBS ficará com 50% das ações da JBS Viva, participação obtida com a contribuição de ações da subsidiária JBS Couros.
Os outros 50% ficarão com os acionistas da Viva, a Vanz Holding e a Viposa Participações.
Comando da JBS Viva será dividido entre os sócios
O Conselho de Administração da JBS Viva terá participação igualitária entre a JBS e os acionistas da Viva. A JBS vai indicar o presidente do conselho e o diretor financeiro.
Os acionistas da Viva, por sua vez, vão escolher o diretor-presidente e o diretor de operações da nova companhia.
JBS vai fornecer couro cru e comprar aparas para gelatina e colágeno
A JBS Viva ficará responsável pelo processamento de peles e pela comercialização do couro.
A JBS vai fornecer couro cru à nova empresa e, depois, comprar aparas e raspas que sobram do processamento para usar nas indústrias de gelatina, colágeno e produtos relacionados.
Fábrica de Cactus, no Texas, fica fora do negócio
Nem todos os ativos das duas empresas entram na operação. Ficaram de fora as atividades e os ativos de colágeno e gelatinados, além de algumas operações de couro.
Entre as exclusões estão ativos, estoques e atividades da fábrica da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos, e ativos da divisão de couros da JBS na Alemanha, no Uruguai e no México. Também ficam fora ativos da Viva que hoje não são usados nas operações de couro.
Brasil exporta US$ 1,2 bilhão em couro por ano
O Brasil registra cerca de US$ 1,2 bilhão em exportações de couro por ano. O país fica atrás da Itália, que movimenta aproximadamente US$ 2,7 bilhões no comércio internacional do produto.
O couro brasileiro chega a cerca de 80 países, e a cadeia produtiva nacional reúne pelo menos 240 empresas de curtimento e acabamento.
Móveis estofados ficam com 40% do couro no mercado brasileiro
No mercado interno, aproximadamente 40% do couro vai para a fabricação de móveis estofados. O setor automotivo responde por cerca de 36%.
Calçados e outros produtos, como bolsas e cintos, representam aproximadamente 19% do consumo.
Arame liso e menos marcas de fogo aumentam o aproveitamento do couro
A cadeia do couro tem adotado mudanças para aproveitar melhor a matéria-prima. Uma delas é a troca de cercas de arame farpado por arame liso, que reduz marcas na pele dos animais, além da redução do uso de marcas de fogo.
Tecnologias aplicadas ao processamento também ajudam a aumentar o aproveitamento e o valor do couro.
Viva nasceu da fusão entre a catarinense Viposa e a paranaense Vancouros
A Viva é resultado da fusão entre a Viposa, de Santa Catarina, e a Vancouros, do Paraná. A negociação durou cinco anos e foi concluída em 2024, depois da aprovação do Cade.
A empresa surgiu com capacidade para processar sete milhões de unidades de couro por ano e faturamento de R$ 3,1 bilhões.
JBS Couros foi criada em 2009 e lançou cerca de 2 mil produtos
A JBS Couros foi criada em agosto de 2009 para concentrar a atuação do grupo nesse mercado. A empresa usa principalmente couro bovino vindo das operações de abate da própria JBS.
Desde a criação, a divisão lançou cerca de 2 mil produtos, voltados principalmente a moda e lifestyle. A JBS Couros também desenvolveu o conceito KindLeather, que considera a rastreabilidade da matéria-prima, o reaproveitamento de resíduos e o uso de produtos químicos considerados mais sustentáveis.
Criação da JBS Viva depende de aprovação do Cade
A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento das condições previstas no acordo.
Com o aval, a JBS Viva vai operar em seis países: Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

