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Jeep ressuscita “Cherokee raiz” para bater de frente com os SUVs modernos: ícone volta após sair de linha com 210 cv híbridos, tração 4×4, mais de 800 km de autonomia, visual quadradão e 50 anos de história nas costas

Jeep ressuscita “Cherokee raiz” para bater de frente com os SUVs modernos: ícone volta após sair de linha com 210 cv híbridos, tração 4×4, mais de 800 km de autonomia, visual quadradão e 50 anos de história nas costas

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Jeep ressuscita “Cherokee raiz” para bater de frente com os SUVs modernos: ícone volta após sair de linha com 210 cv híbridos, tração 4×4, mais de 800 km de autonomia, visual quadradão e 50 anos de história nas costas

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 03/09/2026 às 00:45

Atualizado em 03/09/2026 às 00:53

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SUV Hibrido 4×4 Jeep Cherokee /Divulgação

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Jeep Cherokee retorna como SUV híbrido 4×4, supera 800 km de autonomia, entrega 212 cv e recupera o visual quadrado que marcou sua história.

Depois de desaparecer da linha norte-americana, um dos nomes mais conhecidos da Jeep está novamente nas concessionárias dos Estados Unidos. O Jeep Cherokee 2026 recupera uma história iniciada em 1974, abandona completamente a receita mecânica da geração anterior e reaparece com motor 1.6 turbo associado a dois motores elétricos, tração 4×4 de série e autonomia superior a 800 quilômetros com um único tanque. A transformação é profunda, mas a Jeep decidiu fazer justamente o contrário no desenho: olhar para trás e recuperar as formas retas e robustas que ajudaram a tornar o Cherokee reconhecível.

O retorno também marca a estreia de um novo conjunto híbrido da Stellantis. Nos Estados Unidos, a fabricante informa 210 hp de potência combinada e 230 lb-ft de torque. Há uma diferença de unidade importante para o público brasileiro: no material oficial divulgado pela Stellantis no Brasil, o mesmo conjunto aparece com 212 cv e 31,8 kgfm.

A marca também confirma consumo estimado de 15,7 km/l e mais de 800 km de autonomia. O Cherokee já chegou ao mercado norte-americano e foi mostrado ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, embora aquela apresentação não tenha representado confirmação de lançamento comercial no país.

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Paulo Nogueira

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Cherokee volta depois de deixar uma lacuna importante na linha da Jeep

O nome Cherokee atravessou diferentes gerações, tamanhos e propostas desde sua estreia na década de 1970. Na geração mais recente antes da interrupção, o SUV chegou ao ano-modelo 2023 e depois deixou de fazer parte da linha regular norte-americana.

Agora ele retorna como modelo 2026.

Não se trata de uma atualização profunda do carro anterior. O novo Cherokee foi redesenhado praticamente a partir de uma folha em branco, com nova arquitetura visual, novo conjunto híbrido, dimensões maiores e uma proposta claramente posicionada no disputado mercado de SUVs médios dos Estados Unidos.

SUV Hibrido 4×4 Jeep Cherokee /Divulgação

A própria Jeep foi explícita ao apresentar o modelo em agosto de 2025: a intenção era recuperar espaço no maior segmento do mercado norte-americano.

Isso explica por que o retorno recebeu tanta importância dentro da estratégia da fabricante.

Nome Cherokee nasceu há mais de 50 anos e ajudou a construir a história dos SUVs

O primeiro Cherokee apareceu em 1974, inicialmente como uma versão de duas portas derivada do Wagoneer.

Era um veículo muito diferente dos SUVs urbanos atuais. A proposta combinava espaço para família, capacidade fora de estrada e uma carroceria fechada mais prática que os modelos Jeep menores daquela época.

Ao longo das décadas seguintes, o nome passou por diferentes gerações, mas uma delas se tornou particularmente marcante: o Cherokee XJ, conhecido pelas formas retas, carroceria compacta e enorme presença nos Estados Unidos e em diversos outros mercados.

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O novo modelo não copia literalmente aquele carro. A estratégia foi recuperar elementos que façam o consumidor lembrar imediatamente de um Cherokee.

Por isso aparecem laterais mais verticais, linhas retas, dianteira alta, faróis praticamente quadrados e a tradicional grade Jeep de sete fendas.

Visual arredondado dá lugar novamente ao Cherokee quadrado

A geração anterior adotava faróis estreitos e uma carroceria bastante arredondada, solução que dividiu opiniões entre fãs mais tradicionais da marca.

No Cherokee 2026, essa linguagem foi abandonada. A fabricante afirma que o desenho foi criado olhando para 50 anos da história do modelo.

Na dianteira, os conjuntos ópticos ganham formato retangular, contornado por luzes diurnas em LED. A grade continua usando as sete fendas tradicionais da Jeep.

As laterais também são muito mais verticais. Na traseira, as lanternas receberam inspiração nos tradicionais galões militares de combustível, outro elemento histórico frequentemente utilizado pela marca.

O resultado é um SUV muito mais próximo, visualmente, da ideia clássica de um Jeep do que o Cherokee que deixou o mercado anteriormente.

Novo Cherokee ficou maior por fora e ganhou 30% mais porta-malas

O crescimento não aconteceu apenas visualmente. Segundo a Jeep, o Cherokee 2026 é mais comprido, largo e alto que seu antecessor.

O comprimento total chega a 4.778 mm, enquanto a distância entre os eixos é de 2.869 mm. A largura da carroceria é de aproximadamente 1.898 mm, e a altura chega a 1.715 mm.

Essas dimensões colocam o Cherokee claramente dentro do universo dos SUVs médios. A ampliação teve reflexo direto no espaço para bagagens.

SUV Hibrido 4×4 Jeep Cherokee /Divulgação

A Jeep afirma que o novo modelo oferece 30% mais capacidade de carga atrás da segunda fileira quando comparado ao Cherokee anterior.

São 33,6 pés cúbicos com os bancos em posição normal e 68,3 pés cúbicos quando a segunda fileira é rebatida.

Motor 1.6 turbo trabalha ao lado de dois motores elétricos

A principal revolução está escondida sob a carroceria quadrada. Em vez de simplesmente recuperar um dos antigos motores a combustão, a Stellantis criou para o Cherokee um sistema híbrido 1.6 turbo de quatro cilindros.

O conjunto é formado pelo motor a combustão, dois motores elétricos e uma bateria de alta tensão. A bateria trabalha com 400 volts e capacidade de aproximadamente 1,08 kWh.

Não é um híbrido plug-in. Isso significa que o proprietário não precisa estacionar o Cherokee diante de uma tomada para carregar a bateria.

A energia é recuperada durante a própria utilização do veículo, inclusive por meio da frenagem regenerativa.

Ficha técnica do Jeep Cherokee 2026

A nova geração utiliza o mesmo conjunto híbrido em todas as versões norte-americanas. A transmissão eletrônica de variação contínua e o sistema Jeep Active Drive I também aparecem de série em toda a gama.

ItemJeep Cherokee 2026Motorização1.6 turbo, 4 cilindros, híbrido HEVSistema híbridoMotor a combustão + 2 motores elétricosPotência combinada210 hp nos EUA / 212 cv no material brasileiroTorque combinado31,8 kgfmBateria híbrida400 V, 1,08 kWhRecarga externaNãoTransmissãoEletrônica de variação contínua, EVTTraçãoJeep Active Drive I 4×4 de sérieModos de terrenoAuto, Sport, Snow e Sand/MudAutonomia estimadaMais de 800 km por tanqueConsumo combinado divulgado no Brasil15,7 km/lCapacidade de reboque nos EUA3.500 lbComprimento4.778 mmEntre-eixos2.869 mmLargura da carroceria1.898 mmAltura1.715 mmAltura livre do solo204 mmÂngulo de entrada19,6°Ângulo de saída29,4°Ângulo central18,8°Lugares5Tela multimídia12,3 polegadasPainel de instrumentos10,25 polegadas

Tração 4×4 é de série até na versão mais simples

Uma decisão importante diferencia o Cherokee de diversos SUVs que usam apenas a aparência aventureira.

Todas as versões recebem o sistema Jeep Active Drive I 4×4.

O sistema consegue desconectar o eixo traseiro quando não existe necessidade de tração integral, reduzindo perdas mecânicas e ajudando no consumo.

Quando as condições exigem, a atuação 4×4 ocorre automaticamente. O motorista também tem o Selec-Terrain, com quatro modos: Auto, Sport, Snow e Sand/Mud.

Cada configuração modifica parâmetros do veículo para lidar com situações diferentes, como neve, lama ou areia.

A distância livre do solo é de 204 mm, enquanto os ângulos declarados são de 19,6 graus na entrada, 18,8 graus no centro e 29,4 graus na saída.

Autonomia passa dos 800 km sem precisar colocar o carro na tomada

Talvez o número mais interessante para quem pretende usar o Cherokee em viagens seja a autonomia.

A Jeep fala em mais de 500 milhas com um tanque nos Estados Unidos, enquanto o material divulgado oficialmente no Brasil apresenta a marca como mais de 800 km.

O consumo combinado informado aos brasileiros é de 15,7 km/l. A característica mais importante é que esses números são obtidos em um híbrido convencional.

SUV Hibrido 4×4 Jeep Cherokee /Divulgação

Não existe obrigação de carregar a bateria externamente.

Para um consumidor que quer reduzir consumo mas mora em prédio sem carregador, por exemplo, a lógica é muito mais semelhante à de um automóvel convencional: abastecer combustível e dirigir normalmente.

O sistema gerencia sozinho a utilização dos motores elétricos e a recuperação de energia.

Cherokee consegue rebocar mais de 1,5 tonelada nos Estados Unidos

A Jeep também quis preservar a capacidade prática historicamente associada ao nome. Quando equipado adequadamente, o Cherokee 2026 possui capacidade máxima de reboque anunciada de 3.500 libras, algo em torno de 1,6 tonelada.

A fabricante o apresenta como líder de sua classe nesse quesito segundo os critérios utilizados para o mercado norte-americano.

Para isso, existe um pacote específico de reboque com recursos como monitoramento de ponto cego adaptado à presença de trailer.

É uma característica especialmente relevante nos Estados Unidos, onde pequenas embarcações, trailers recreativos e equipamentos rebocados fazem parte do uso cotidiano de muitos SUVs.

Não significa, entretanto, que toda unidade possa receber automaticamente qualquer reboque de 1,6 tonelada. A capacidade depende da configuração correta e das regras estabelecidas pelo fabricante.

Interior abandona o estilo antigo e recebe duas grandes telas

Se o exterior olha para os anos 1970 e 1980, a cabine faz exatamente o oposto. O painel de instrumentos digital possui 10,25 polegadas.

No centro está uma multimídia Uconnect 5 com 12,3 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O novo seletor de transmissão é rotativo, liberando mais espaço no console central.

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Dependendo da versão, o Cherokee ainda pode receber teto solar panorâmico de duas peças, bancos dianteiros ventilados, bancos traseiros aquecidos, carregamento de celular sem fio, sistema de áudio premium, câmera com visão de 360 graus e retrovisor interno digital.

Assim, a nostalgia ficou concentrada principalmente na carroceria.

Por dentro, o objetivo foi transformar o Cherokee em um SUV contemporâneo capaz de disputar compradores que já estão acostumados a grandes telas e sistemas conectados.

Cherokee passou pelo Brasil, mas isso não significou lançamento confirmado

O retorno do Cherokee chamou ainda mais atenção dos brasileiros porque o modelo foi exibido oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo em novembro de 2025.

A Jeep trouxe uma unidade Overland. A própria Stellantis descreveu o Cherokee como um dos modelos globais apresentados no evento para que a marca pudesse sentir a receptividade do público brasileiro.

No mesmo evento, o Avenger era tratado de maneira completamente diferente, pois já tinha produção e lançamento no Brasil confirmados para 2026.

Com o Cherokee, a fabricante não fez naquele comunicado uma confirmação equivalente de comercialização nacional.

Portanto, a presença física do SUV no Salão mostrou interesse da marca em expor o produto aos brasileiros, mas não deve ser transformada automaticamente em promessa de venda.

Produção foi transferida para o México

O novo Cherokee também mudou de endereço industrial. A geração 2026 começou a ser produzida na fábrica da Stellantis em Toluca, no México, para abastecer o mercado norte-americano.

O próprio sistema híbrido tem parte de sua produção concentrada nos Estados Unidos, com componentes do conjunto provenientes da operação de Dundee, no estado de Michigan.

O Cherokee retorna em um momento no qual a Stellantis tenta ampliar sua presença em modelos híbridos sem abandonar os consumidores que ainda não querem depender de infraestrutura externa de recarga.

Por isso, em vez de transformar imediatamente o Cherokee em um elétrico puro, a Jeep optou por uma solução intermediária: gasolina, turbo, eletrificação e 4×4 no mesmo conjunto.

Retorno tenta recuperar espaço no coração do maior mercado de SUVs da América

A escolha do Cherokee não é apenas nostálgica. Segundo a Jeep, o objetivo é recuperar participação no segmento de SUVs médios, considerado pela própria marca o maior segmento automotivo dos Estados Unidos.

É justamente nesse mercado que o novo carro precisa provar que um nome histórico ainda possui força comercial.

Desta vez, a estratégia reúne duas ideias aparentemente opostas. Por fora, formas quadradas e referências a cinco décadas de Cherokee.

SUV Hibrido 4×4 Jeep Cherokee /Divulgação

Por baixo da carroceria, um novo sistema híbrido com bateria de 400 volts, dois motores elétricos, recuperação de energia e gerenciamento eletrônico da tração integral.

O consumidor que conheceu os antigos Cherokee encontra a grade de sete fendas e uma silhueta novamente vertical.

Quem nunca teve contato com essas gerações recebe telas grandes, sistemas de condução semiautomatizada, conectividade e um trem de força eletrificado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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