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Jovem de 25 anos de SC aceita proposta de emprego na Ásia, passa por Tailândia, Camboja, Vietnã e China e, segundo a família, acaba retido no Laos após sofrer agressões e restrição de liberdade; agora parentes tentam arrecadar US$ 3,5 mil para viabilizar sua volta ao Brasil
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 09/09/2026 às 14:49
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Luciano, nascido no Uruguai e criado em Imbituba, embarcou em fevereiro de 2024 para uma vaga oferecida pela internet e, segundo a mãe, Miriam, ficou sem contato no início de julho até ser localizado preso no Laos. Ele e outros dois jovens brasileiros precisam pagar US$ 3.500 cada para voltar
Luciano, de 25 anos, morador de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, está preso no Laos, no Sudeste Asiático, depois de aceitar o que a família descreve como uma falsa promessa de emprego no exterior. Segundo a mãe, Miriam, ele relatou abusos, agressões e privação de liberdade no local de trabalho, e agora precisa de US$ 3.500, cerca de R$ 19,5 mil, para conseguir voltar ao Brasil.
As informações foram publicadas pelo ND Mais em 9 de setembro de 2026, em reportagem de Rubens Felipe, com base no relato da família do jovem.
Proposta chegou pela internet há cerca de dois anos: corretor, intérprete e telemarketing na Tailândia
Há cerca de dois anos, Luciano recebeu uma proposta de trabalho enviada pela internet. Segundo a denúncia da família, a oferta prometia vagas para atuar como corretor, intérprete e em serviços de telemarketing na Tailândia.
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A família conta que o jovem recebeu a oferta como uma “oportunidade para mudar de vida”.
Nascido no Uruguai, criado no litoral catarinense
Luciano nasceu no Uruguai e foi criado no Litoral de Santa Catarina, conforme o ND Mais.
Imbituba, no Sul do estado, era a cidade onde morava quando aceitou a proposta.
Fevereiro de 2024: embarque e passagem por Tailândia, Camboja, Vietnã e China
Em fevereiro de 2024, o jovem embarcou para o continente asiático.
Além da Tailândia, Luciano passou pelo Camboja, pelo Vietnã e pela China, segundo a reportagem.
Um ano e meio de contato, depois 20 dias de silêncio
Durante um ano e meio, Luciano manteve contato constante com a família.
No início de julho, a comunicação foi interrompida. A família ficou 20 dias sem notícias.
Mãe acionou embaixadas e descobriu o filho preso no Laos
Após os 20 dias sem contato, a mãe, Miriam, acionou diversas embaixadas.
Foi assim que descobriu que o filho estava preso no Laos, acompanhado de outros homens recrutados pelo mesmo esquema, conforme o ND Mais.
“Mãe, eu não queria estar mais aqui”: relato de horas extras, confinamento e espancamentos
Em relatos à mãe, Luciano detalhou a rotina no local de trabalho. “Nesse lugar faziam trabalhar horas a mais, ele não podia sair para a rua, não deixavam descer para o primeiro piso. Eles eram espancados, sofriam abusos, diferentes tipos de agressões”, relatou Miriam.
“Ele falou bem assim para mim: ‘mãe, eu não queria estar mais aqui, eu queria sair daqui, mas eles não me deixavam’”, contou a mãe.
Cenários e bandeiras davam falsa credibilidade ao esquema
A estrutura contava até com cenários e bandeiras para transmitir falsa credibilidade às vítimas durante o recrutamento e as operações, segundo a reportagem.
O aparato ajudava a sustentar a aparência de emprego legítimo diante de quem era recrutado.
Parte dos brasileiros voltou em julho; Luciano e dois jovens seguem retidos
Parte dos brasileiros retidos no local conseguiu retornar ao país ainda no mês de julho.
Luciano e outros dois jovens continuam no Laos, de acordo com o ND Mais.
US$ 3.500 por pessoa: a taxa cobrada pelas autoridades locais
Para serem liberados e voltarem para casa, os três precisam pagar uma taxa cobrada pelas autoridades locais no valor de US$ 3.500 por pessoa, cerca de R$ 19,5 mil na cotação atual.
Sem condições financeiras para arcar com o custo, a mãe organizou vaquinhas online e doações para arrecadar o montante.
“É bem difícil, mas não é impossível”: vaquinhas seguem abertas em setembro de 2026
Assista o vídeo
Em 9 de setembro de 2026, a família de Luciano seguia arrecadando os US$ 3.500 necessários para a liberação e o retorno dele ao Brasil.
“É bem difícil, sabe? Mas não é impossível. Com a união de todos, eu acredito que Deus vai dar vitória, tanto para ele quanto para os outros jovens que estão lá juntos”, desabafou Miriam.
Na sua opinião, o que mais falta para proteger jovens brasileiros de propostas de emprego como a que levou Luciano ao Laos: alerta das autoridades, checagem das ofertas pela internet ou apoio consular mais rápido? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

