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Jovem de 26 anos bate a van em uma cerca, acorda desorientada no meio do deserto e passa 12 dias tentando sobreviver sozinha, lembrando da família para continuar caminhando até ser encontrada por uma agricultora que passava pela região e acabar resgatada com vida
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 14/09/2026 às 14:54
Atualizado em 14/09/2026 às 14:55
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Carolina Wilga, alemã que tinha 26 anos, bateu a van numa cerca no interior da Austrália, sofreu concussão e ficou 12 dias perdida entre 29 de junho e 11 de julho de 2025, até ser encontrada pela agricultora Tania Henley. Em setembro de 2026, ela contou à 7News como sobreviveu.
Carolina Wilga tinha 26 anos quando desviou das luzes de outro carro, bateu a van em uma cerca no interior remoto da Austrália e, com uma concussão, só voltou a ter consciência caminhando no meio da noite. Ela ficou 12 dias perdida, entre 29 de junho e 11 de julho de 2025, até ser encontrada pela agricultora Tania Henley perto da Reserva Natural de Karroun Hill. Foi a lembrança da mãe e da família, segundo ela, que a fez continuar andando.
As informações são de reportagem de Gina Kalsi publicada pela revista PEOPLE em 4 de setembro de 2026, a partir de entrevista de Wilga ao canal australiano 7News, exibida na sexta-feira, 4 de setembro, um ano depois do resgate. Hoje com 27 anos, a mochileira alemã reencontrou Henley por videochamada durante a gravação.
Última vez vista em 29 de junho de 2025, ao sair de Beacon, a 320 km de Perth
Wilga não era vista nem dava notícias desde 29 de junho de 2025, quando saiu de Beacon, uma cidade pequena a cerca de 320 quilômetros a leste de Perth, dirigindo o próprio veículo. Ela viajava pelo país como mochileira havia dois anos.
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Quase duas semanas se passaram sem qualquer sinal dela, até o resgate em 11 de julho, conforme a PEOPLE.
Luzes de outro carro, desvio e batida na cerca: “momento irracional de medo”
Wilga contou à 7News que dirigia pelo interior da Austrália quando, de repente, viu as luzes de outro carro à sua frente. Ela desviou e acabou batendo em uma cerca.
A mochileira descreveu a reação como um “momento irracional de medo“. Na época, tinha 26 anos.
Concussão apagou a memória, e ela acordou caminhando no meio da noite
O impacto causou uma concussão. A lembrança seguinte, segundo Wilga, era de já estar caminhando pelo interior da Austrália no meio da noite, sem saber como havia chegado ali.
“Uma teoria realista que eu tinha era que eu já havia morrido e que isto era o inferno”, disse ela na entrevista.
Medo de morrer de desidratação e o “pior pensamento”: pais sem resposta
Perdida, sozinha e com medo de morrer de desidratação, Wilga descreveu à 7News o que chamou de “o pior pensamento”: a ideia de que os pais nunca saberiam o que aconteceu com ela.
“Eles provavelmente nunca encontrarão meu corpo, então nunca poderão chegar a uma conclusão sobre o que aconteceu“, afirmou. “Eles nunca vão descobrir. E foi nesse momento que eu desabei completamente.”
“Fiz uma promessa à minha mãe de que caminharei até morrer”
Wilga classificou a jornada como “muito emocionante” e relatou ter tentado tirar a própria vida duas vezes durante os dias perdida, segundo a PEOPLE. A decisão de continuar lutando veio, conforme ela, ao pensar na mãe.
“Fiz uma promessa à minha mãe de que caminharei até morrer. Que não desistirei. Eu quero viver“, disse.
Lembranças da infância ajudaram a seguir, diz mochileira
A família ocupou os pensamentos de Wilga enquanto ela atravessava a área deserta. “Eu estava pensando em todas as lembranças mais felizes da minha infância e na minha família, e isso realmente me ajudou a superar isso”, contou.
Agricultora Tania Henley a encontrou perto de Karroun Hill, a 305 km ao norte de Perth
A fazendeira local Tania Henley encontrou Wilga perto da Reserva Natural de Karroun Hill, a cerca de 305 quilômetros ao norte de Perth, a cidade grande mais próxima, segundo o 7News.
Wilga disse que “não conseguia acreditar” ao ver outra pessoa pela primeira vez em 12 dias. Ela chegou a se perguntar se Henley era real.
Polícia descreveu “situação frágil” e picadas de mosquitos
O inspetor Martin Glynn, da polícia da Austrália Ocidental, descreveu Wilga como estando em uma “situação frágil” no momento do resgate, em entrevista ao Nine News. Segundo ele, a mochileira havia sido “devastada por mosquitos”.
Um ano depois, reencontro por videochamada: “um verdadeiro anjo”
Durante a entrevista à 7News, Henley e Wilga voltaram a se falar por videochamada. Henley disse estar feliz por ver Wilga “com uma aparência tão boa”.
Wilga chamou Henley de “um verdadeiro anjo” e afirmou que ela foi “gentil” em um momento de necessidade.
Aos 27 anos, Wilga contou a história à 7News em setembro de 2026
Facebook da Polícia da Austrália Ocidental; 7NEWS Austrália/YouTube
Um ano depois do resgate, Carolina Wilga, agora com 27 anos, relatou a experiência em entrevista exibida em 4 de setembro de 2026 e retomou o contato com a mulher que a encontrou. A van batida na cerca, a concussão e os 12 dias entre 29 de junho e 11 de julho de 2025 seguem como o registro de uma das buscas mais acompanhadas do interior da Austrália Ocidental naquele ano, conforme a cobertura da PEOPLE.
Para você, o que mais pesou na sobrevivência de Carolina Wilga: a decisão de continuar caminhando pela família ou o encontro com Tania Henley no 12º dia? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

