O advogado e candidato ao Senado pelo Democracia Cristã (DC), Júnior Feitoza, participou, nesta quinta-feira (3), da sabatina promovida pelo ac24horas e apresentou propostas para a segurança pública. Segundo ele, o enfrentamento à criminalidade deve combinar ações de prevenção, educação, geração de emprego e fortalecimento das forças de segurança.
Feitoza afirmou que a falta de oportunidades para os jovens contribui para o avanço das facções criminosas. “Se você pegar o orçamento do Estado do Acre ou do governo do Brasil para a juventude, não tem nada. O que os governos têm feito para a juventude? Só tem aí as facções que atraem a nossa juventude”, declarou.
Para o candidato, a geração de emprego e renda deve ser uma das principais estratégias de prevenção à criminalidade. “O primeiro combate à criminalidade é as pessoas terem um emprego, é as pessoas poderem voltar a trabalhar”, afirmou.
Feitoza também defendeu o fortalecimento das polícias por meio de investimentos em tecnologia e inteligência. Na avaliação dele, o combate ao crime organizado precisa considerar a atuação de facções que ultrapassam as fronteiras estaduais e nacionais.“Precisamos fortalecer as polícias com tecnologia cada vez mais. Mais inteligência, mais policiais, tanto civis como militares”, disse.
Reforço nas fronteiras
Outro ponto destacado pelo candidato foi a necessidade de ampliar a fiscalização nas fronteiras do Acre com a Bolívia e o Peru. Feitosa defendeu uma atuação mais efetiva do governo federal e das Forças Armadas no controle das áreas fronteiriças.“As nossas fronteiras não têm uma vigilância efetiva. Nós precisamos fortalecer o Exército”, afirmou.
Segundo Feitoza, o caráter transnacional das organizações criminosas exige uma atuação integrada entre diferentes instituições e níveis de governo.“As organizações criminosas não são mais locais, elas são transnacionais. O crime não está somente no Brasil; está na Bolívia, no Peru, no Equador e em outros países”, declarou.
Na avaliação do candidato, a União precisa assumir maior responsabilidade no combate ao crime organizado e no controle das fronteiras.“A União precisa, o governo federal precisa assumir as fronteiras”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

