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Karoon encontra falha elétrica em equipamento instalado há menos de três meses e reduz previsão de produção de petróleo no Brasil
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 29/09/2026 às 16:19
Atualizado em 29/09/2026 às 16:20
Petróleo e Gás
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Karoon reduz projeção de produção de Baúna após falha elétrica no poço SPS-92 e prepara intervenção para substituir sistema de cabos.
A Karoon Energy reduziu sua previsão de produção de petróleo no campo offshore de Baúna, no Brasil, após identificar uma falha elétrica no poço SPS-92 em setembro de 2026. O problema foi localizado em um cabo de alimentação instalado há menos de três meses e levou a companhia a realizar um desligamento controlado em 22 de setembro. Com a necessidade de substituir o sistema defeituoso, a operadora estima o adiamento de aproximadamente 3.500 barris diários de produção até a recuperação da capacidade operacional do equipamento.
A situação também obrigou a petroleira, listada na Bolsa de Valores da Austrália (ASX), a rever suas estimativas para o encerramento do ano. Apesar da redução temporária da produção, a empresa informou que, até o momento, não espera alterações nas reservas de petróleo do campo de Baúna em decorrência da ocorrência.
Karoon reduz expectativa de produção para 2026
O impacto da falha levou a companhia a diminuir a projeção anual do projeto Baúna. Anteriormente, a estimativa era produzir entre 6 milhões e 6,7 milhões de barris em 2026, mas a nova faixa passou para 5,4 milhões a 5,7 milhões de barris.
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Segundo a operadora, o limite inferior da previsão também considera a possibilidade de uma conversão para injeção de gás, caso essa medida venha a ser necessária. A revisão permanece concentrada no empreendimento brasileiro, sem mudanças na estimativa de produção do projeto Who Dat.
Com os ajustes, as perspectivas divulgadas pela empresa são:
- Baúna: produção prevista entre 5,4 milhões e 5,7 milhões de barris em 2026;
- Who Dat: projeção de produção mantida;
- Produção total da Karoon: expectativa de 6,6 milhões a 7,2 milhões de barris de óleo equivalente no ano.
A diferença entre o adiamento da produção e uma eventual perda de reservas é importante. Segundo a avaliação atual da companhia, o volume afetado poderá voltar a ser produzido após a recuperação do poço, embora o cronograma ainda dependa da execução dos reparos.
Bomba continua funcionando de maneira conservadora
O problema identificado pela Karoon está relacionado a uma das três fases elétricas do cabo que alimenta a bomba submersível elétrica, conhecida pela sigla ESP. A conclusão foi obtida após testes e análises realizados nos dias seguintes à identificação das anormalidades no sistema de monitoramento.
Depois da interrupção controlada, a companhia informou que o equipamento passou a operar de forma conservadora, utilizando duas fases elétricas. A medida busca preservar a segurança das operações enquanto a empresa organiza a intervenção necessária para recuperar o funcionamento pleno do poço.
Antes da ocorrência, o SPS-92 apresentava desempenho compatível com as expectativas da operadora. Segundo a CEO e diretora administrativa Carri Lockhart, o resultado vinha sendo favorecido pelo aumento da pressão do reservatório após a retomada das atividades de injeção de água.
Operadora prepara intervenção com plataforma offshore
A recuperação integral do SPS-92 exigirá a substituição do sistema de cabos defeituoso, procedimento que dependerá de uma intervenção no poço com utilização de plataforma. A Karoon informou que já identificou uma opção adequada de equipamento para realizar o serviço, mas ainda precisa concluir diferentes etapas preparatórias.
Entre as providências estão a obtenção das licenças necessárias, a contratação dos serviços e a disponibilização dos equipamentos que serão utilizados na operação. Por isso, a empresa ainda não estabeleceu uma data definitiva para concluir os trabalhos e restabelecer a produção plena.
A falha ocorreu pouco tempo depois da instalação do novo conjunto elétrico. Para Carri Lockhart, a situação é especialmente decepcionante considerando que o sistema havia entrado em operação menos de três meses antes do problema.
Karoon avalia recuperação de custos por meio de seguros
Paralelamente ao planejamento da intervenção, a Karoon está investigando a causa principal da falha e avaliando as possibilidades de recuperação financeira relacionadas à garantia dos equipamentos e às coberturas de seguro contratadas.
Com base em sua avaliação atual e em uma manifestação preliminar não vinculativa dos consultores de seguros, a companhia considera possível obter compensação parcial pela perda de receita associada à produção adiada. Também existe a expectativa de recuperar uma parcela substancial dos gastos com reparo e intervenção.
Entretanto, esses valores ainda não estão garantidos. Eventuais reembolsos dependerão das condições contratuais, das franquias aplicáveis e da confirmação definitiva de cobertura pelas seguradoras.
Fonte
Offshore Energy
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

