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Leitor abre livro que sequer era de Tolkien, vê carta desconhecida do escritor cair entre as páginas e descobre mensagem enviada pelo criador de “O Senhor dos Anéis” após férias marcadas por frio e neve
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 03/09/2026 às 13:08
Curiosidades
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Escrita em 1963, a correspondência agradecia a Wilfrid e Nora, casal cuja companhia e gentileza transformaram uma viagem desagradável e cara em uma lembrança especial para J.R.R. Tolkien e sua esposa, Edith.
Uma carta desconhecida de J.R.R. Tolkien, criador de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, foi encontrada por acaso dentro de um livro que sequer havia sido escrito pelo autor britânico.
O documento apareceu quando caiu entre as páginas de uma obra pertencente a uma família sem qualquer vínculo conhecido com Tolkien ou com o casal ao qual a mensagem havia sido destinada.
Escrita à mão em 1963, a carta era endereçada a Wilfrid e Nora, pessoas que Tolkien e sua esposa, Edith, conheceram durante férias marcadas por gastos elevados, problemas de saúde, ventos gelados e neve.
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Apesar das condições desagradáveis da viagem, o escritor agradeceu a companhia e a gentileza do casal, responsáveis, segundo ele, por tornar aqueles dias memoráveis.
A correspondência foi autenticada por especialistas e, décadas depois de ter sido escrita, acabou vendida por 1.700 libras a um comprador anônimo durante um leilão realizado no Reino Unido.
Carta de Tolkien caiu de um livro que não tinha relação com o escritor
A descoberta ocorreu na residência de uma família cuja identidade não foi divulgada. O documento estava escondido entre as páginas de um livro e simplesmente caiu quando a obra foi manuseada.
O detalhe que tornou o episódio ainda mais intrigante foi a ausência de qualquer ligação evidente entre o volume e o universo criado pelo escritor. Conforme explicou Adrian Rathbone, representante da casa de leilões Richard Winterton, não se tratava sequer de um livro de Tolkien.
Além disso, os proprietários do exemplar não eram parentes de Wilfrid e Nora, os destinatários da correspondência. Também não existia uma conexão conhecida entre a família responsável pelo achado e o autor britânico.
Sem informações que explicassem o caminho percorrido pelo documento, permaneceu o mistério sobre como uma carta pessoal escrita em 1963 havia terminado dentro daquela obra.
A família levou o material a uma sessão de avaliação. Diante da importância do nome envolvido e da falta de informações sobre a procedência, especialistas foram chamados para examinar a escrita.
A caligrafia foi considerada compatível com a de Tolkien, facilmente reconhecida por leitores familiarizados com seus manuscritos e com os mapas publicados em obras como “O Hobbit”.
Segundo Rathbone, diferentes especialistas avaliaram o documento e confirmaram sua autenticidade. A descoberta transformou um livro aparentemente comum no esconderijo involuntário de uma peça da história literária.
Viagem desagradável aproximou Tolkien de Wilfrid e Nora
Na carta, Tolkien se dirigiu aos destinatários de maneira afetuosa e falou sobre as férias que havia passado ao lado da esposa. A experiência, entretanto, estava longe de ter sido tranquila.
O escritor mencionou que ele e Edith não estavam bem de saúde. Tolkien afirmou que já se recuperava, enquanto a esposa ainda enfrentava um problema incômodo na garganta.
O mau tempo também marcou aqueles dias. A correspondência fazia referência a ventos gelados e à neve, circunstâncias que aumentaram o desconforto durante a viagem.
Tolkien classificou as férias como desagradáveis e caras. Ainda assim, fez questão de registrar que a companhia e a gentileza de Wilfrid e Nora haviam transformado a experiência em uma recordação especial.
O escritor também demonstrou preocupação com o retorno dos amigos. Ele esperava que a viagem do casal para casa tivesse sido menos desconfortável do que as condições de frio e neve pareciam anunciar.
A mensagem foi assinada em nome de Ronald e Edith Tolkien. “Ronald” era o nome pelo qual pessoas próximas costumavam chamar o escritor, cujo nome completo era John Ronald Reuel Tolkien.
Com poucas linhas, a carta revelou um lado pessoal do autor: mesmo diante de férias frustrantes, gastos inesperados e problemas de saúde, ele decidiu agradecer às pessoas que tornaram aquele período mais suportável.
Fotografia e cartão de Natal acompanhavam a correspondência
A carta não foi o único material encontrado dentro do livro. Junto ao documento estavam preservados um cartão de Natal e uma fotografia relacionada ao encontro ocorrido durante a viagem.
Na imagem, Tolkien aparecia ao lado de Wilfrid e Nora, reforçando a ligação entre o escritor e o casal mencionado na mensagem. O conjunto ajudou a contextualizar a correspondência e sua origem.
No pós-escrito, Tolkien chegou a pedir desculpas por pequenas falhas de impressão presentes no cartão, observação que acrescentou outro detalhe pessoal ao material encontrado.
A peça foi levada à Richard Winterton Auctioneers, casa de leilões localizada em Lichfield, no condado inglês de Staffordshire. Inicialmente, a expectativa era de que o documento alcançasse entre 300 e 400 libras.
Contudo, o interesse dos colecionadores fez o valor subir consideravelmente. Em janeiro de 2012, a carta foi arrematada por um comprador anônimo pela internet por 1.700 libras, quantia equivalente, na época, a aproximadamente US$ 2.700.
Mesmo depois da autenticação e da venda, nenhuma explicação definitiva surgiu sobre a trajetória do documento. Não se sabe quando a carta deixou as mãos de Wilfrid e Nora, quem a colocou dentro do livro ou como o exemplar chegou à família que o possuía.
Assim, uma mensagem particular enviada pelo criador de “O Senhor dos Anéis” permaneceu escondida durante décadas em uma obra sem relação com ele, até cair inesperadamente entre as mãos de um leitor e revelar uma lembrança preservada desde 1963.
E você, o que faria se encontrasse uma carta desconhecida de J.R.R. Tolkien escondida entre as páginas de um livro antigo?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

