Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Lituânia inicia maior expansão da história de seu principal porto, prepara 100 hectares de nova área e leva projeto acima de € 1 bilhão para ampliar cargas e mobilidade militar no Báltico

Lituânia inicia maior expansão da história de seu principal porto, prepara 100 hectares de nova área e leva projeto acima de € 1 bilhão para ampliar cargas e mobilidade militar no Báltico

15 min de leitura

Lituânia inicia maior expansão da história de seu principal porto, prepara 100 hectares de nova área e leva projeto acima de € 1 bilhão para ampliar cargas e mobilidade militar no Báltico

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 01/09/2026 às 22:39

Atualizado em 01/09/2026 às 22:51

Portos e Estaleiros

Canal

Imagem ilustrativa.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Porto de Klaipėda começa preparação do terreno antes de erguer quebra-mares de € 24,5 milhões; autoridade prevê quase € 600 milhões entre 2026 e 2029 e busca investidores privados para construir novos terminais em uma área estratégica do Báltico.

A Lituânia começou a tirar do papel a maior expansão já realizada no Porto de Klaipėda, principal porta marítima do país e maior porto dos Estados Bálticos. As equipes iniciaram a preparação da área sul, onde surgirá um novo complexo portuário de aproximadamente 100 hectares, enquanto o investimento total, somando recursos públicos e capital esperado dos futuros operadores, deverá ultrapassar € 1 bilhão. Segundo a Klaipėda State Seaport Authority, os primeiros trabalhos já começaram e a construção dos novos quebra-mares deve avançar no outono europeu de 2026.

A dimensão financeira coloca o empreendimento entre os maiores projetos de investimento atualmente em desenvolvimento na Lituânia.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Portos do Arco Norte já escoam 46,12% do milho exportado pelo Brasil, enquanto embarques do cereal crescem 10,53% em 2026

O Arco Norte respondeu por 46,12% do milho exportado pelo Brasil entre janeiro e julho de 2026, enquanto os embarques nacionais do cereal cresceram 10,53% e chegaram a 9,8 milhões…

Paulo Nogueira

0

Somente a autoridade portuária planeja direcionar quase € 600 milhões à expansão dentro de seu programa de investimentos de 2026 a 2029.

Além disso, empresas privadas deverão financiar parte da futura infraestrutura e instalar terminais na nova área.

Portanto, o projeto combina construção marítima, dragagem e desenvolvimento territorial com uma futura rodada de investimentos privados.

E há uma segunda dimensão que ganhou força depois da invasão russa da Ucrânia: mobilidade militar.

O próprio CEO da autoridade portuária, Algis Latakas, afirma que a expansão pretende fortalecer não apenas competitividade e atração de investidores, mas também necessidades de mobilidade militar relevantes para a Lituânia e toda a região.

Porto de Klaipėda começa pelo terreno antes de avançar sobre o mar

A primeira etapa já entrou em execução.

Equipes começaram a preparar o terreno na região sul do porto, onde a futura extensão será construída nos próximos anos.

Depois dessa preparação, começa a parte marítima.

A autoridade prevê iniciar ainda no outono de 2026 a construção dos quebra-mares do sul.

Essas estruturas formarão a primeira grande obra física do novo complexo.

Assim, a expansão segue uma sequência clara:

preparação da área → construção dos quebra-mares → criação de terrenos e cais → chegada dos futuros operadores e terminais.

Esse detalhe é importante porque o novo porto ainda não está pronto.

O projeto apenas entrou na fase de obras.

Quebra-mares custarão € 24,5 milhões

A empresa Tilsta venceu a licitação para construir os novos quebra-mares.

O contrato assinado com a autoridade portuária vale € 24,5 milhões, sem IVA.

Essas estruturas terão uma função básica de engenharia marítima.

Elas deverão proteger a área portuária contra a ação direta de ondas e criar condições mais controladas para operações futuras.

Entretanto, Klaipėda atribui ao projeto também uma função ambiental.

Os novos quebra-mares deverão ajudar a limitar a entrada de água salgada na Lagoa da Curlândia, ecossistema conectado ao porto.

Assim, uma estrutura normalmente associada apenas a proteção marítima entra também na estratégia ambiental do empreendimento.

Projeto completo deve superar € 1 bilhão

Os € 24,5 milhões representam apenas uma pequena parte da expansão.

Imagem ilustrativa.

A autoridade portuária planeja aproximadamente € 600 milhões para o projeto dentro do programa de investimentos de 2026 a 2029.

Depois, entram os futuros investidores.

Somando os aportes esperados das empresas que ocuparão e operarão a nova área, a administração calcula um desenvolvimento superior a € 1 bilhão.

Por isso, seria incorreto dizer que o governo já contratou uma única obra de € 1 bilhão. O valor representa o desenvolvimento completo estimado, incluindo capital privado futuro.

A parte diretamente prevista no programa de investimento do porto fica próxima dos € 600 milhões.

Nova área portuária terá aproximadamente 100 hectares

O tamanho físico ajuda a dimensionar a transformação.

O projeto prevê uma nova área portuária de cerca de 100 hectares.

Isso equivale aproximadamente a 1 milhão de metros quadrados.

A área deverá receber novos terminais e operadores, criando espaço adicional para movimentação portuária.

Além disso, a autoridade ficará responsável por elementos fundamentais da infraestrutura, incluindo desenvolvimento do terreno, construção dos cais e outras obras essenciais.

Já os futuros operadores deverão contribuir com parte do financiamento e instalar estruturas necessárias às próprias atividades.

Portanto, Klaipėda não pretende simplesmente construir um enorme terminal único.

A administração cria uma nova plataforma portuária capaz de receber diferentes empreendimentos.

Governo procura operadores internacionais para ocupar nova área

Mesmo antes de concluir a expansão física, a autoridade começou a preparar a ocupação comercial.

Em maio, Klaipėda anunciou que realizaria uma licitação internacional para selecionar os operadores da futura área de 100 hectares.

Para estruturar esse processo, contratou a Ernst & Young Baltic.

O acordo de consultoria vale € 868 mil.

A EY deverá ajudar na preparação de documentos, cálculos econômicos e condições legais, financeiras e comerciais.

Além disso, o objetivo consiste em atrair o maior número possível de candidatos internacionais.

Com isso, a Lituânia tenta garantir demanda empresarial antes mesmo de concluir toda a infraestrutura física.

Futuras empresas também entrarão no financiamento

O modelo separa responsabilidades.

A autoridade portuária deverá realizar as grandes obras estruturais.

Entre elas estão desenvolvimento do solo e construção dos cais.

Enquanto isso, futuros operadores e arrendatários contribuirão para financiar parte da infraestrutura e instalar seus próprios terminais. Essa combinação permite diluir o investimento.

Além disso, cria incentivo para que empresas privadas planejem operações desde a fase de desenvolvimento.

Um modelo semelhante de capital público e privado aparece em novos portos pelo mundo. Em Bangladesh, por exemplo, um novo terminal de US$ 550 milhões ocupará 59,15 acres, terá cais de 613 metros e adicionará mais de 800 mil TEUs de capacidade anual, projeto também acompanhado recentemente pela Roberta Souza.

Em Klaipėda, porém, a escala territorial planejada é ainda maior.

Porto já movimentou quase 700 mil TEUs em seis meses

A expansão acontece enquanto a movimentação cresce. No primeiro semestre de 2026, Klaipėda processou quase 700 mil TEUs.

Além disso, as cargas conteinerizadas somaram 7,2 milhões de toneladas. Esse volume ficou 12% acima do mesmo período de 2025. Segundo o porto, três fatores ajudaram nesse avanço.

Primeiro, o trânsito marítimo cresceu.

Além disso, Klaipėda ganhou um novo serviço marítimo de longa distância com conexão direta à Ásia.

Por fim, as rotas de curta distância continuaram aumentando.

Assim, o porto amplia infraestrutura justamente quando recebe mais contêineres.

Klaipėda alcançou 44% do mercado portuário dos países bálticos

O crescimento também apareceu em participação de mercado.

No primeiro semestre de 2026, Klaipėda foi o único porto marítimo dos Estados Bálticos a aumentar o volume total de cargas, segundo a própria autoridade.

Consequentemente, sua participação regional chegou a 44%.

Quando a comparação considera países, somando Klaipėda ao Terminal de Petróleo de Būtingė, a Lituânia passou a representar mais de 54% de toda a movimentação de cargas dos Estados Bálticos.

Portanto, a expansão de € 1 bilhão não tenta recuperar um porto em declínio.

Ela busca ampliar um ativo que já ganha participação regional.

Porto movimentou 35 milhões de toneladas em 2024

A importância econômica aparece também nos dados históricos.

Em 2024, Klaipėda movimentou aproximadamente 35 milhões de toneladas de cargas. Naquele momento, isso representava quase 40% do mercado portuário regional.

Desde então, a participação continuou crescendo.

Além disso, Klaipėda é descrito pelo Nordic Investment Bank como principal porta marítima da Lituânia e maior porto dos países bálticos. Esse papel transforma qualquer expansão em projeto de interesse nacional.

Uma interrupção ou falta de capacidade não afetaria apenas uma cidade portuária. Ela atingiria cadeias de importação, exportação e logística do país.

Cargas de petróleo cresceram 12%

O porto não depende exclusivamente de contêineres.

No primeiro semestre de 2026, Klaipėda movimentou 2,3 milhões de toneladas de derivados de petróleo. Isso representou avanço de 12%, ou aproximadamente 242 mil toneladas adicionais em relação ao mesmo período anterior.

O crescimento veio principalmente de exportações mais fortes.

Portanto, mesmo em uma expansão frequentemente associada a contêineres, o setor energético continua relevante.

A variedade de cargas também reduz a dependência de um único mercado.

GNL cresceu 37% em um ano

O segmento de gás apresentou aumento ainda maior.

A movimentação de gás natural liquefeito chegou a quase 1,6 milhão de toneladas nos primeiros seis meses de 2026. Isso significa alta de 37% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo o porto, a demanda regional permaneceu estável e os fluxos destinados à Ucrânia aumentaram.

Esse dado reforça a dimensão geopolítica de Klaipėda.

Após a invasão russa, infraestrutura de energia e transporte na região báltica passou a assumir uma função ainda mais estratégica.

Assim, aumentar capacidade portuária significa também aumentar alternativas logísticas para países do entorno.

Ro-Ro chega a 3,4 milhões de toneladas

As operações de ferry também cresceram. O segmento Ro-Ro, utilizado principalmente para veículos e cargas sobre rodas, movimentou quase 3,4 milhões de toneladas no primeiro semestre. O avanço foi de 4%.

Além disso, 173.505 veículos de carga passaram pelo porto. No mesmo período de 2025, haviam sido 169.280.

As principais rotas conectam Klaipėda à Alemanha e à Suécia.

Portanto, o porto funciona não apenas como terminal marítimo de longa distância. Ele também integra a rede logística regional europeia.

46 navios foram reparados ou modernizados em apenas seis meses

Existe ainda uma indústria naval relevante dentro do complexo.

Nos primeiros seis meses de 2026, 46 embarcações passaram por reparos ou modernizações em Klaipėda.

O número representa aumento de 31% em relação ao mesmo período anterior.

Assim, a área portuária gera receita não apenas com cargas.

Estaleiros e empresas de manutenção também utilizam a infraestrutura.

Essa diversificação ajuda a explicar por que a expansão cria oportunidades para operadores de diferentes segmentos.

A indústria marítima global passa por investimentos igualmente grandes. No Brasil e no exterior, por exemplo, FPSOs gigantes com capacidade conjunta de 450 mil barris por dia mostram como estaleiros, portos e cadeias marítimas precisam acompanhar equipamentos cada vez maiores.

Porto também prepara logística para energia eólica offshore

Klaipėda não olha apenas para cargas tradicionais.

O programa de investimentos apoiado pelo Nordic Investment Bank cita explicitamente a diversificação para logística de energia eólica offshore e operações de energia verde.

Isso pode criar demanda por áreas de montagem, armazenamento e movimentação de equipamentos gigantes. Fundações, torres, pás e cabos offshore exigem espaços portuários específicos.

Além disso, esses componentes podem pesar centenas ou milhares de toneladas.

A escala pode ser observada no Baltica 2, na Polônia, onde 111 fundações de até 100 metros e aproximadamente 1.900 toneladas foram instaladas para um parque eólico offshore de 1,5 GW.

Klaipėda pretende aproveitar justamente esse novo mercado marítimo no Báltico.

Expansão também entra no planejamento de mobilidade militar

Um dos elementos mais incomuns da comunicação oficial é a referência explícita à defesa.

Algis Latakas afirma que o projeto ajudará a atender necessidades de mobilidade militar relevantes para a Lituânia e a região.

Isso não significa que a nova área se transformará exclusivamente em base militar.

A função principal continua comercial.

Entretanto, portos com maior capacidade podem movimentar veículos, equipamentos e suprimentos com mais eficiência quando governos ou forças aliadas precisam deles.

A posição geográfica torna esse detalhe particularmente relevante.

A Lituânia faz fronteira com Letônia, Polônia, Belarus e o enclave russo de Kaliningrado.

Além disso, integra a OTAN e a União Europeia.

Portanto, infraestrutura civil pode assumir valor estratégico durante crises.

Guerra mudou valor estratégico dos portos europeus

A expansão ocorre em um ambiente geopolítico diferente daquele de uma década atrás.

Desde 2022, governos europeus passaram a observar com maior atenção portos, ferrovias, rodovias, energia e telecomunicações.

Essas redes não sustentam apenas crescimento econômico. Elas também determinam resiliência.

Um porto capaz de receber mais carga consegue criar rotas alternativas caso outro corredor enfrente interrupções.

Além disso, oferece capacidade logística para situações emergenciais.

Essa lógica também apareceu recentemente no Golfo, onde conflitos levaram países a acelerar investimentos em oleodutos, terminais e corredores terrestres para reduzir dependência de gargalos marítimos.

Assim, Klaipėda combina competitividade econômica e segurança regional dentro do mesmo projeto.

Novos quebra-mares também protegerão a Lagoa da Curlândia

A expansão enfrenta, entretanto, um desafio ambiental delicado.

Klaipėda fica na ligação entre o Mar Báltico e a Lagoa da Curlândia.

Mudanças na geometria do porto podem alterar circulação de água.

Por isso, a autoridade destaca que os futuros quebra-mares terão também a função de reduzir o fluxo de água salgada para a lagoa.

Esse objetivo precisa coexistir com a ampliação de navegação e capacidade.

Portanto, a engenharia não pode considerar apenas o tamanho dos navios.

Ela também precisa avaliar correntes, sedimentos e comportamento ambiental do estuário.

Banco nórdico abriu linha de € 55,5 milhões para outros investimentos portuários

A expansão sul não acontece isoladamente.

Em maio de 2026, o Nordic Investment Bank (NIB) assinou uma linha de crédito de € 55,5 milhões com a autoridade portuária.

Esse financiamento apoia outro programa de infraestrutura estimado em aproximadamente € 111 milhões.

Entre os investimentos aparecem:

melhorias na navegação e acessos portuários, instalações para passageiros e cruzeiros, modernização de ativos, fornecimento elétrico em terra para navios, sistemas de radar, cibersegurança e infraestrutura de hidrogênio verde.

Portanto, Klaipėda moderniza várias frentes simultaneamente.

A expansão sul é a maior delas, mas não a única.

Navios poderão desligar motores e receber eletricidade do cais

O programa paralelo inclui shore power, ou fornecimento de eletricidade em terra.

Quando uma embarcação está atracada, normalmente continua precisando de energia para sistemas a bordo.

Em navios convencionais, motores auxiliares podem permanecer funcionando.

Com shore power, o navio consegue conectar-se à rede elétrica do porto.

Assim, reduz a necessidade de queimar combustível durante a estadia no cais.

O objetivo é diminuir emissões locais e ruído.

Entretanto, a fonte não apresenta nesta atualização um percentual específico de redução.

Portanto, seria incorreto inventar uma economia de combustível.

Klaipėda já abriu primeira estação de hidrogênio verde da Lituânia

A estratégia de energia limpa também vai além da eletrificação dos cais.

Em junho, o porto inaugurou a primeira estação de hidrogênio verde da Lituânia, conforme seu calendário oficial de projetos relacionados.

Além disso, uma embarcação de coleta de resíduos movida a hidrogênio verde começou a operar.

Essas iniciativas possuem escala muito menor que a expansão sul.

Ainda assim, demonstram a direção escolhida pela administração.

Klaipėda quer crescer como porto comercial e, ao mesmo tempo, se posicionar como plataforma para combustíveis marítimos de menor emissão.

Capacidade adicional poderá receber navios maiores

O NIB destaca que o conjunto de melhorias permitirá acomodar embarcações maiores e aumentar a capacidade de movimentação de cargas.

Entretanto, a fonte específica da expansão sul não divulga um tamanho máximo de navio ou uma quantidade adicional exata de TEUs.

Por isso, a matéria não deve atribuir ao novo projeto uma capacidade de contêineres que ainda não foi anunciada.

Esse cuidado diferencia Klaipėda de projetos que já possuem especificações fechadas.

No Porto de Oakland, por exemplo, uma obra de US$ 642 milhões pretende ampliar áreas de manobra para receber navios de aproximadamente 400 metros e até 19 mil TEUs.

Em Klaipėda, a consequência divulgada é mais ampla: aumentar espaço, capacidade e competitividade, sem número final de TEUs ainda informado.

Porto cresceu mesmo em cenário de guerra, sanções e tarifas

Algis Latakas destacou outro aspecto dos resultados de 2026.

O porto manteve crescimento apesar da combinação de guerra, sanções e tarifas que afeta o comércio regional.

Essa resiliência aparece em vários segmentos.

Contêineres cresceram.

Derivados de petróleo avançaram 12%.

GNL aumentou 37%.

Fertilizantes chegaram a 894 mil toneladas, alta de 14%.

Além disso, óleos e gorduras vegetais dispararam 58%, para 294 mil toneladas.

Assim, Klaipėda conseguiu ampliar participação mesmo com mudanças profundas no comércio do Báltico.

Nem todos os segmentos cresceram

Apesar do desempenho geral positivo, algumas cargas recuaram.

As exportações de grãos chegaram a quase 1,3 milhão de toneladas no primeiro semestre.

No ano anterior, haviam somado aproximadamente 1,4 milhão.

A madeira também apresentou queda de 153 mil toneladas.

Além disso, materiais de construção e minerais recuaram para 943 mil toneladas, contra mais de 1 milhão de toneladas um ano antes.

Portanto, a expansão não parte da premissa de crescimento uniforme em todas as cargas.

O porto aposta na diversificação para compensar oscilações entre setores.

Nova área tenta preparar Klaipėda para décadas de crescimento

Portos possuem um problema físico simples.

Quando cais, pátios e canais chegam perto do limite, não existe software capaz de criar terreno adicional.

É necessário construir.

A expansão sul responde justamente a essa limitação.

Com aproximadamente 100 hectares, o projeto abrirá espaço para novos terminais e atividades.

Além disso, futuros operadores poderão participar da construção da infraestrutura.

Assim, a autoridade tenta evitar que a área permaneça vazia depois da conclusão das grandes obras marítimas.

O objetivo é alinhar engenharia e demanda comercial.

Projeto transforma uma faixa costeira em ativo logístico nacional

A dimensão mais interessante da expansão aparece quando todos os números ficam lado a lado.

Klaipėda já movimentou quase 700 mil TEUs em apenas seis meses de 2026.

Sua participação entre portos dos Estados Bálticos chegou a 44%.

Agora, a autoridade prepara cerca de 100 hectares de nova área portuária.

Os primeiros quebra-mares possuem contrato de € 24,5 milhões.

Porém, a participação direta do porto no projeto deverá se aproximar de € 600 milhões entre 2026 e 2029.

Depois, o capital dos futuros operadores poderá elevar o empreendimento total para mais de € 1 bilhão.

Assim, uma obra que começa com máquinas preparando terreno no sul de Klaipėda pode terminar criando uma nova parcela inteira do principal porto lituano.

Maior expansão da história de Klaipėda começa com três objetivos simultâneos

A administração apresenta três grandes razões para o investimento.

A primeira é econômica.

Mais área permite receber investimentos, criar terminais e movimentar mais cargas.

A segunda é competitiva.

Klaipėda disputa fluxos marítimos com outros portos do Báltico e já alcançou 44% de participação regional.

A terceira é estratégica.

O governo considera o porto relevante para a mobilidade militar e para a resiliência logística do Báltico.

Por isso, o projeto de € 1 bilhão não representa simplesmente uma expansão comercial.

Ele combina porto, indústria, comércio, energia e segurança regional.

Klaipėda entra na fase em que planejamento vira concreto e pedra no mar

Durante anos, a expansão existiu principalmente em estudos e planejamento.

Agora, o cenário começa a mudar.

A preparação do terreno já começou. Depois, a Tilsta deverá iniciar a construção dos quebra-mares do sul.

Ao mesmo tempo, a autoridade prepara a seleção dos operadores que ocuparão aproximadamente 100 hectares.

O porto colocará perto de € 600 milhões no desenvolvimento durante seu programa 2026–2029, enquanto futuros investidores deverão levar o valor total para mais de € 1 bilhão.

Se a estratégia avançar como planejado, a Lituânia ganhará não apenas mais cais.

Ganhará nova capacidade logística em uma região onde cada terminal passou a ter peso econômico, energético e geopolítico muito maior.

E o momento escolhido não é casual.

Klaipėda já lidera o Báltico, movimentou quase 700 mil TEUs em seis meses, aumentou as cargas conteinerizadas em 12% e elevou sua fatia regional para 44%.

Agora, a maior expansão da história do porto tenta criar espaço físico para que esse crescimento continue.

O que você acha mais importante em um porto: capacidade de carga, tecnologia ou localização estratégica?

Fonte

Port of Klaipeda


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

Sair da versão mobile