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Mãe de 55 anos e filha de 27 recolhem mais de 8 mil garrafas de vidro abandonadas no litoral de Pernambuco e, depois de quase dois anos de coleta e limpeza, usam o material para erguer uma casa de sete cômodos que hoje recebe visitantes e hóspedes

Mãe de 55 anos e filha de 27 recolhem mais de 8 mil garrafas de vidro abandonadas no litoral de Pernambuco e, depois de quase dois anos de coleta e limpeza, usam o material para erguer uma casa de sete cômodos que hoje recebe visitantes e hóspedes

4 min de leitura

Mãe de 55 anos e filha de 27 recolhem mais de 8 mil garrafas de vidro abandonadas no litoral de Pernambuco e, depois de quase dois anos de coleta e limpeza, usam o material para erguer uma casa de sete cômodos que hoje recebe visitantes e hóspedes

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 12/09/2026 às 12:48

Atualizado em 12/09/2026 às 12:49

Curiosidades

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Edna Dantas e a filha Maria Gabrielly recolheram mais de 8 mil garrafas em Itamaracá (PE) e ergueram a Casa de Sal, moradia com sete cômodos.

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Edna Dantas, educadora socioambiental, e a filha Maria Gabrielly começaram a recolher garrafas nas praias de Itamaracá durante a pandemia. Cada recipiente foi lavado e separado antes de virar parede. Batizada de Casa de Sal, a residência hoje já recebe hóspedes pelo Airbnb, com diária de cerca de R$ 168

Mais de 8.000 garrafas de vidro deixadas por turistas nas praias de Itamaracá, em Pernambuco, viraram as paredes de uma casa com sete cômodos. Durante quase dois anos, Edna Dantas, de 55 anos, e a filha Maria Gabrielly, de 27, recolheram os recipientes descartados no litoral e transformaram o material em moradia. O projeto recebeu o nome de Casa de Sal.

As informações foram publicadas pelo TudoGostoso em 11 de setembro de 2026, em texto assinado por Joanna, com declarações dadas por Edna ao portal G1 e registros divulgados no perfil @casadesal.eco no Instagram.

Coleta começou na pandemia, diante do lixo acumulado nas praias

Edna Dantas e a filha Maria Gabrielly recolheram mais de 8 mil garrafas em Itamaracá (PE) e ergueram a Casa de Sal, moradia com sete cômodos.

A iniciativa nasceu durante a pandemia de Covid-19, quando o acúmulo de resíduos nas praias chamou a atenção das duas.

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Paulo Nogueira

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Em vez de esperar por uma solução, mãe e filha decidiram agir por conta própria e começaram a recolher o material.

Edna é educadora socioambiental e Maria Gabrielly trabalha com moda sustentável

Edna Dantas, de 55 anos, atua como educadora socioambiental. Maria Gabrielly, de 27, trabalha com moda sustentável.

Juntas, transformaram a coleta de lixo em um projeto de construção.

Cada garrafa foi recolhida, lavada e separada antes da obra

Edna Dantas e a filha Maria Gabrielly recolheram mais de 8 mil garrafas em Itamaracá (PE) e ergueram a Casa de Sal, moradia com sete cômodos.

O trabalho foi além de simplesmente juntar os recipientes. Cada garrafa precisou ser recolhida, lavada e separada antes de entrar na obra.

Garrafas entraram na vertical, no lugar dos tijolos

Os vidros foram posicionados na vertical e incorporados às paredes no lugar dos tijolos.

É esse arranjo que dá à Casa de Sal o aspecto que chama atenção de quem passa pelo local.

Paletes viraram divisórias e o telhado também usou descarte

Paletes reaproveitados ajudaram a formar divisórias dentro da casa.

Até o telhado recebeu materiais que seriam descartados, segundo a publicação.

Madeira e cimento completam a estrutura

A construção não é feita apenas de resíduos. A estrutura da casa também conta com materiais convencionais, como madeira e cimento.

Vidro é um dos resíduos mais baratos da reciclagem, diz Edna

Edna Dantas e a filha Maria Gabrielly recolheram mais de 8 mil garrafas em Itamaracá (PE) e ergueram a Casa de Sal, moradia com sete cômodos.

Segundo Edna, uma das vantagens do vidro é o baixo custo dentro da cadeia de reciclagem. Por ser pesado e ter pouco valor de revenda, o material muitas vezes nem chega a ser recolhido por catadores.

Em entrevista ao G1, ela explicou: “Dentro da cadeia da reciclagem, o vidro é um dos resíduos mais baratos. A garrafa PET vale mais porque é um material mais leve”. Para a educadora, o uso do vidro também reforça uma questão ambiental, já que, segundo ela, se uma garrafa não quebra, pode permanecer intacta por anos.

Luz atravessa as garrafas e cria reflexos coloridos

O resultado chama atenção principalmente pela iluminação. Durante o dia, a luz atravessa as garrafas e cria reflexos coloridos dentro dos cômodos.

Mãe e filha viveram meses em oficina de costura de 20 m²

Antes de concluírem a moradia, as duas passaram meses trabalhando e vivendo em uma pequena oficina de costura de apenas 20 metros quadrados.

Maria Gabrielly relata tentativas de homens de ensinar o trabalho

A construção trouxe outro desafio: provar que elas eram capazes de conduzir a própria obra. Segundo Maria Gabrielly, homens que visitavam o local frequentemente tentavam explicar como o trabalho deveria ser feito.

A resposta dela é direta: “Por trás desta casa existe técnica, gestão e visão”. Para as duas, a Casa de Sal passou a representar autonomia, sustentabilidade e uma crítica à maneira como o lixo é tratado nas áreas turísticas.

Fossa biodegradável substitui a rede de esgoto

A residência foi planejada para funcionar sem depender da rede de esgoto, já que o local não tem acesso ao sistema convencional.

Mãe e filha instalaram uma fossa biodegradável, que faz a filtragem dos dejetos e permite que o material tratado seja aproveitado na adubação.

Casa de Sal virou atração para visitantes de Itamaracá

A casa se tornou uma atração para quem visita a região e recebe viajantes interessados em conhecer o projeto de perto.

A proposta, segundo a reportagem, é oferecer uma experiência mais próxima da natureza e da comunidade local.

Quarto é alugado pelo Airbnb por cerca de R$ 168 a diária

Edna e Maria Gabrielly disponibilizam um dos quartos da casa para hospedagem pelo Airbnb, com diária de cerca de R$ 168.

Gabrielly resume o formato do atendimento aos visitantes: “A gente faz o que a gente chama de ‘ecovivência’. A gente recebe grupos para ‘ecovivenciar’ Itamaracá.”

Na sua opinião, construções como a Casa de Sal deveriam ser incentivadas por prefeituras de cidades turísticas como forma de destinar o lixo das praias, ou o problema precisa ser resolvido antes, com coleta e fiscalização? Deixe sua opinião nos comentários.

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casa de sal


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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