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Mãe solteira de 25 anos abandona a faculdade após ficar para trás entre trabalho, contas e cuidados com o filho, encontra pelo TikTok um programa de apoio para pais estudantes, volta a estudar com o menino ao lado e chega ao último ano com média 3,9 e quase US$ 10 mil em bolsas
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 11/09/2026 às 14:34
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Grace D’Amato largou as aulas depois de reprovar em matérias enquanto trabalhava e criava Matteo sozinha. Um vídeo publicado no TikTok de outra mãe solteira apresentou a ela o Wilson College e o Programa de Bolsas para Pais Solteiros, para onde se mudou com o filho, hoje com 6 anos
Grace D’Amato, de 25 anos, chegou ao último ano da faculdade com média de 3,9 depois de ter abandonado os estudos anos antes, quando a conta entre trabalho, deslocamento, boletos e os cuidados com o filho pequeno deixou de fechar. A virada veio de um vídeo no TikTok, que a apresentou a uma faculdade com programa específico para pais solteiros. Hoje ela mora na residência estudantil com Matteo, de 6 anos.
As informações foram publicadas pela revista PEOPLE em 10 de setembro de 2026, em reportagem exclusiva assinada por Ashley Vega. D’Amato falou à publicação sobre a interrupção dos estudos, o reencontro com a faculdade e a rotina atual ao lado do filho.
Primeira passagem pela faculdade foi descrita como ‘terrível’
D’Amato conta à PEOPLE que sua primeira experiência como estudante universitária e jovem mãe solteira foi “terrível”. Segundo ela, a conciliação entre um trajeto difícil para o trabalho, o emprego, os estudos, as contas e os cuidados com Matteo acabou cobrando um preço.
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Nas palavras dela: “Rapidamente fiquei para trás, comecei a reprovar nas matérias e, eventualmente, parei de frequentar as aulas para me concentrar no meu trabalho e nas contas”.
Jornada começou em faculdade comunitária de Nova Jersey
A trajetória universitária de Grace D’Amato começou em uma faculdade comunitária em Nova Jersey, seu estado natal. Segundo ela, o progresso foi mais lento por causa das responsabilidades como mãe.
Mesmo nesse ritmo, ela obteve o diploma de associado e se transferiu para uma instituição de ensino superior de quatro anos.
Falta de auxílio-moradia tornou a rotina cada vez mais difícil
Sem acesso a auxílio-moradia na nova instituição, D’Amato afirma que administrar tudo se tornou cada vez mais difícil.
Abandonar as aulas, porém, não significou desistir do diploma. Ela seguiu procurando uma faculdade que entendesse melhor a realidade de quem estuda e cria um filho ao mesmo tempo.
Vídeo de outra mãe no TikTok apresentou o Wilson College
A resposta apareceu no TikTok. Um vídeo de outra mãe apresentou a D’Amato o Wilson College e o Programa de Bolsas para Pais Solteiros, que ela diz nunca ter conhecido antes.
Inscrição imediata, entrevista com a diretora e mudança com Matteo
D’Amato se inscreveu imediatamente. Depois de ser aceita na faculdade, fez uma entrevista com a diretora do programa.
No semestre seguinte, mãe e filho se mudaram para a residência estudantil.
Autora do vídeo virou melhor amiga, e os filhos também
A mulher cujo vídeo apresentou a faculdade a D’Amato acabou se tornando sua melhor amiga, segundo a reportagem.
O filho dessa mulher, por sua vez, virou o melhor amigo de Matteo.
Matteo entrou na primeira série e a mãe, no último ano da faculdade
Grace D’Amato e Matteo começaram novos anos letivos ao mesmo tempo. O menino entrou na primeira série enquanto a mãe iniciava o último ano da faculdade.
Horários de trabalho e de aula passaram a seguir a rotina do menino
D’Amato diz que aprendeu a adaptar seus horários de trabalho e de aula à rotina de Matteo. Em algumas situações, chegou a levar o filho para a aula quando foi necessário.
Professores liberaram aulas por Zoom quando o filho ficou doente
O apoio, segundo ela, também veio dos professores, que permitiram sua participação nas aulas pelo Zoom quando Matteo estava doente. Assim ela não precisou escolher entre cuidar do filho e acompanhar os estudos.
Para D’Amato, essa compreensão fez diferença significativa na capacidade de ter sucesso tanto como aluna quanto como mãe.
Média de 3,9 e quase US$ 10 mil em bolsas no último semestre
graça d’amato
D’Amato afirma que hoje tem média de 3,9 e que recebeu quase US$ 10.000 em bolsas de estudo no último semestre.
As despesas educacionais, segundo ela, foram cobertas por uma combinação de bolsas, auxílios e empréstimos estudantis.
Tese de honra investiga acessibilidade para estudantes que são pais
O tema que quase interrompeu a formação dela virou objeto de estudo. A tese de honra de D’Amato trata da acessibilidade para estudantes que são pais e do que as faculdades podem fazer para apoiá-los melhor.
Ela também usa o TikTok para mostrar a outras mães que voltar a estudar enquanto se cria um filho é possível. Segundo D’Amato: “Espero que compartilhar minha experiência possa motivar outros estudantes que são pais e incentivar mais faculdades a criarem programas como o SPS”.
Apoio exigiu mudança para cerca de três horas e meia de casa
A busca por esse suporte teve um custo prático. Para encontrar o apoio de que precisava, D’Amato precisou se mudar para um local a cerca de três horas e meia de casa.
É justamente por isso, afirma ela, que a acessibilidade desse tipo de programa importa.
Crianças do programa recebem beca e capelo e caminham na formatura
Os anos conciliando maternidade e estudos devem culminar em breve na cerimônia de formatura, momento que D’Amato e Matteo vão dividir. As crianças do programa acompanham seus pais na solenidade e recebem becas e capelos próprios, uma tradição que reconhece o quanto elas vivenciaram a jornada universitária ao lado dos pais.
Sobre esse reconhecimento, D’Amato disse à PEOPLE: “Eles foram uma parte tão importante dessa jornada, então significa muito para mim que eles também sejam reconhecidos”. Ela acrescentou: “Sinceramente, não sei como vou conseguir passar pela formatura sem chorar o tempo todo.”
Na sua opinião, faculdades deveriam oferecer moradia e bolsas específicas para alunos que são pais e mães, ou esse tipo de apoio deve ficar a cargo de políticas públicas fora das instituições de ensino? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

