Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Maior desastre ambiental da Ásia Central deixou mais de 90% do Mar de Aral desaparecer, transformou o fundo em deserto salgado e agora Uzbequistão tenta reverter estrago com 1,7 milhão de hectares recuperados

Maior desastre ambiental da Ásia Central deixou mais de 90% do Mar de Aral desaparecer, transformou o fundo em deserto salgado e agora Uzbequistão tenta reverter estrago com 1,7 milhão de hectares recuperados

3 min de leitura

Maior desastre ambiental da Ásia Central deixou mais de 90% do Mar de Aral desaparecer, transformou o fundo em deserto salgado e agora Uzbequistão tenta reverter estrago com 1,7 milhão de hectares recuperados

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 12/09/2026 às 10:00

Atualizado em 12/09/2026 às 10:06

Ciência e Tecnologia

Canal

Assista o vídeo
Imagem: Ilustração

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Após perder mais de 90% da superfície, o antigo Mar de Aral virou deserto salgado. O Uzbequistão já plantou saxaul e outras espécies resistentes em 1,7 milhão de hectares para estabilizar o solo e reduzir tempestades de poeira na região

O Uzbequistão já cobriu cerca de 1,7 milhão de hectares do antigo Mar de Aral com saxaul e outras espécies resistentes ao sal. O objetivo é estabilizar o solo do Aralkum e reduzir tempestades de poeira em uma região transformada após o desaparecimento de mais de 90% da superfície do lago.

Assista o vídeo

Desvio de rios fez o Mar de Aral perder mais de 90% da superfície

O Mar de Aral já foi o quarto maior lago do planeta. A transformação começou nos anos 1960, quando engenheiros soviéticos desviaram os rios Amu Daria e Sir Daria para irrigar plantações de algodão no deserto da Ásia Central.

Os dois rios alimentavam o lago havia milhares de anos. Com menos água doce chegando ao sistema, a evaporação passou a superar a reposição e o Mar de Aral perdeu mais de 90% de sua superfície ao longo das décadas seguintes.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Logística e Transporte

Passageiro que usa o Aeroporto de Brasília entra no horizonte de R$ 1,2 bilhão em obras, com novo terminal internacional, edifício-garagem e 10 aeroportos regionais na concessão

Passageiros de Brasília entram no horizonte de uma concessão repactuada com R$ 1,2 bilhão em obras, novo terminal internacional, edifício-garagem e a inclusão de dez aeroportos regionais.
O edital publicado para…

Paulo Nogueira

0

O recuo das águas deixou exposto um enorme fundo salgado, posteriormente transformado no deserto de Aralkum. O solo reúne sal e resíduos de pesticidas utilizados durante décadas nas lavouras de algodão.

Quando ventos fortes atingem a região, esse material pode ser levantado em tempestades de poeira capazes de atravessar fronteiras e alcançar países vizinhos.

Mar de Aral: Saxaul fixa o solo onde quase não há água

A estratégia adotada pelo Uzbequistão não pretende reconstruir o antigo ecossistema aquático. O saxaul, arbusto do gênero Haloxylon, é usado principalmente para manter o solo no lugar e reduzir o transporte de sal e poeira pelo vento.

A planta suporta condições extremas graças às raízes profundas e à tolerância à seca e à salinidade. Também consegue crescer em uma região com chuva muito limitada e temperaturas superiores a 42°C durante o verão.

O resultado visual também é diferente de uma floresta convencional. O saxaul cresce como arbusto aberto, espalhando raízes pelo terreno para ajudar na fixação do solo exposto.

O plantio, porém, enfrenta dificuldades. Experimentos citados no material-base apontam sobrevivência entre 20% e 30% quando as sementes são colocadas diretamente no solo salino.

Em parcelas-piloto utilizando mudas cultivadas em recipientes, a sobrevivência chegou a até 78%. Poços com profundidade de até 500 metros também fornecem água durante os primeiros anos de desenvolvimento das plantas.

Área recuperada chega a 1,7 milhão de hectares

A cobertura do antigo leito já alcança aproximadamente 1,7 milhão de hectares, considerando saxaul e outras espécies tolerantes ao sal, como o tamarisco.

O trabalho integra um esforço mais amplo de recuperação de terras degradadas na Ásia Central. Entre as iniciativas citadas está o RESILAND CA+, programa financiado pelo Banco Mundial e presente nos cinco países da região.

No Uzbequistão, o programa mobiliza US$ 153 milhões para estabilizar áreas degradadas. Uma das metas é reduzir as tempestades de poeira em Karacalpaquistão, região especialmente afetada pelo desaparecimento do lago.

Segundo os dados apresentados no material-base, a proporção de terras degradadas no Uzbequistão caiu de cerca de 30% para 25% do território em poucos anos.

Plantio tenta conter o deserto, não recriar o lago

O saxaul não devolve água ao Mar de Aral. Na porção uzbeque, o antigo lago é considerado, na prática, irrecuperável como o corpo d’água existente antes dos anos 1960.

No Cazaquistão, uma represa conseguiu recuperar uma pequena fração do extremo norte. No território uzbeque, porém, a estratégia descrita concentra-se na estabilização do deserto formado onde antes existia água.

O objetivo é limitar a dispersão de sal e poeira, proteger áreas afetadas pelas tempestades e permitir que vegetação resistente volte a ocupar partes do antigo fundo do lago.

Esta matéria foi elaborada exclusivamente com base nas informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://olhardigital.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

Sair da versão mobile