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Maior mosaico romano do mundo é revelado após 2.000 anos em galerias subterrâneas sob as Termas de Trajano, perto do Coliseu, tem mais de 15 metros, figuras em tamanho real e ainda permanece parcialmente enterrado: “Ainda estamos escavando”
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 11/09/2026 às 09:24
Atualizado em 11/09/2026 às 09:26
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Descoberto sob as Termas de Trajano, o Grande Mosaico tem mais de 9,75 metros de altura e 15,85 metros de extensão, com cenas detalhadas de uma possível cidade portuária romana próxima ao Coliseu em Roma
Um mosaico romano do século I d.C., com mais de 9,75 metros de altura e 15,85 metros de extensão, será finalmente apresentado ao público em Roma. Conhecido como Grande Mosaico, o conjunto fica sob as Termas de Trajano, próximo ao Coliseu, e ainda está sendo escavado.
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Grande Mosaico pode ser o maior mosaico romano de parede já encontrado
A obra foi identificada inicialmente na década de 1990, mas só foi totalmente desenterrada neste ano. Segundo o arqueólogo Francesco Pacetti, os trabalhos ainda não determinaram onde exatamente o mosaico termina.
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“Acreditamos que seja o maior mosaico de parede já encontrado no mundo romano, e ainda estamos escavando para descobrir onde ele termina”, afirmou Pacetti.
O painel tem mais de 9,75 metros de altura e percorre mais de 15,85 metros de uma parede subterrânea. Junto ao afresco conhecido como “A Cidade Pintada”, o material forma um grande complexo decorativo preservado no local.
Obra mostra figuras humanas e uma cidade portuária detalhada
Mesmo com partes desaparecidas, o Grande Mosaico mantém cenas elaboradas. Há figuras em tamanho real posicionadas ao redor de pilares, além de elementos azuis e brancos e fragmentos de pedras preciosas empregados para reproduzir o efeito da luz.
Na parte superior aparecem cenas teatrais com figuras em movimento. O nível inferior retrata uma cidade portuária fortificada, com teatro, templo, praças públicas, estátuas douradas e bairros representados em elevado nível de detalhe.
As construções aparecem de maneira tão precisa que é possível identificar até as molduras individuais das janelas.
Pacetti afirmou que ainda não é possível determinar se a paisagem representa uma cidade que realmente existiu ou uma composição idealizada.
“Pode ser um lugar real ou uma cidade idealizada, não temos certeza”, disse o arqueólogo.
Mosaico pode ter pertencido a residência de luxo ou à Domus Aurea
Especialistas consideram que a decoração pode ter pertencido a uma residência particular de alto padrão. Outra possibilidade apontada é uma ligação com a Domus Aurea, o luxuoso palácio construído pelo imperador Nero.
O conjunto acabou soterrado em 109 d.C., quando o imperador Trajano destinou o terreno à construção das Termas de Trajano, um complexo de banhos públicos com cerca de 6 hectares.
Visitantes poderão entrar em galeria subterrânea perto do Coliseu
Apesar das escavações continuarem, o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, defendeu a abertura da área ao público. “Era importante não esperar mais para abrir o local”, afirmou.
Durante o período inicial de testes, as visitas serão limitadas a grupos de até 15 pessoas. A medida permitirá observar como a frágil estrutura responde à umidade gerada pela presença de visitantes dentro da galeria subterrânea.
Claudio Parisi Presicce, secretário de cultura de Roma, afirmou que, caso a cidade costeira representada no mosaico corresponda a um lugar real, sua identificação teria importância excepcional.
Esta matéria foi elaborada com base em informações publicadas pelo The Independent e pelo The Times de Londres, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://nypost.com/2026/0
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

