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Maior nave espacial do mundo finalmente entra em órbita, dará seis voltas ao redor da Terra, passará sobre o Brasil e inaugura nova fase para a SpaceX

Maior nave espacial do mundo finalmente entra em órbita, dará seis voltas ao redor da Terra, passará sobre o Brasil e inaugura nova fase para a SpaceX

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Maior nave espacial do mundo finalmente entra em órbita, dará seis voltas ao redor da Terra, passará sobre o Brasil e inaugura nova fase para a SpaceX

Escrito por Carla Teles

Publicado em 28/09/2026 às 12:05

Atualizado em 28/09/2026 às 12:40

Ciência e Tecnologia

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A maior nave espacial do mundo, Starship da SpaceX, tenta entrar em órbita com satélites Starlink enquanto Super Heavy passa por novo teste. Imagem: SpaceX/Reprodução

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A maior nave espacial do mundo, a Starship, fará nesta segunda-feira sua primeira tentativa de entrar em órbita, em missão que pode durar quase 10 horas, completar seis voltas ao redor da Terra, lançar 26 satélites Starlink e testar tecnologias decisivas para os planos de reutilização da SpaceX no futuro.

A maior nave espacial do mundo, a Starship, entra nesta segunda-feira em uma etapa que a SpaceX ainda não conseguiu alcançar em seus testes anteriores: tentar permanecer efetivamente em órbita da Terra. Se a sequência planejada funcionar, a espaçonave poderá passar quase 10 horas no espaço, completar seis voltas ao redor do planeta e liberar 26 satélites Starlink.

A missão foi detalhada pela CNN Brasil em 27 de setembro de 2026, com lançamento previsto para uma janela de 75 minutos aberta às 9h15 no horário de Brasília. A fonte descreve o conjunto Starship como parte do foguete mais potente já construído e afirma que esta será sua primeira tentativa de alcançar uma órbita completa.

Starship tenta romper limite que marcou todos os voos anteriores

Vídeo: Reprodução/G1

Até agora, os testes da Starship seguiram trajetórias suborbitais. Isso significa que a nave atingia grandes velocidades e altitudes, mas permanecia em um caminho previamente calculado para retornar à atmosfera sem completar uma volta ao redor da Terra.

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A mudança desta missão é justamente a tentativa de ligar novamente os motores depois de verificações em voo e colocar a espaçonave em órbita. Se a manobra funcionar, a Starship deixará de seguir apenas uma trajetória suborbital e entrará em queda livre contínua ao redor do planeta.

Missão pode durar quase 10 horas e completar seis voltas

Os voos anteriores normalmente duraram pouco mais de uma hora. O novo teste amplia radicalmente essa duração: a Starship poderá permanecer em órbita por quase 10 horas.

Durante esse período, o plano é completar seis voltas ao redor da Terra e colocar em órbita um lote de 26 satélites Starlink. A missão continua classificada como voo de teste, apesar de prever pela primeira vez o lançamento de satélites operacionais.

26 satélites Starlink entram no teste orbital

A carga representa outra mudança importante. A SpaceX pretende liberar uma nova geração de satélites Starlink, usados na rede global de internet da companhia.

O lançamento desses equipamentos depende justamente da capacidade da maior nave espacial do mundo de executar uma trajetória orbital estável. Para a SpaceX, alcançar esse estágio aproximaria a Starship de missões comerciais e operacionais mais complexas.

Entrar em órbita também cria um risco que antes não existia

A trajetória suborbital utilizada nos testes anteriores funcionava como uma espécie de proteção. Mesmo que a SpaceX perdesse completamente o controle da nave, ela já estava em um caminho que terminaria com a reentrada na atmosfera.

Em órbita, essa lógica muda. Uma Starship sem controle poderia permanecer como um objeto de grande porte viajando pelo espaço, aumentando o risco de aproximações perigosas com satélites ou outros equipamentos orbitais.

Nave deve voar a cerca de 275 quilômetros de altitude

A SpaceX prevê que a Starship opere a aproximadamente 275 quilômetros de altitude durante essa etapa. É uma região abaixo das principais estações espaciais tripuladas.

A Estação Espacial Internacional orbita a aproximadamente 400 quilômetros, enquanto a estação chinesa Tiangong opera acima dos 340 quilômetros. Mesmo assim, a possibilidade de perda de controle faz parte das preocupações discutidas para a missão.

SpaceX pode desistir da órbita nos primeiros minutos

A entrada em órbita não acontecerá automaticamente após o lançamento. A empresa planeja avaliar os sistemas da nave antes de autorizar a queima de motor necessária para mudar sua trajetória.

A SpaceX informou que dedicará aproximadamente 20 minutos às verificações da espaçonave e de seus sistemas de backup. Caso apareça qualquer sinal de funcionamento inadequado, a empresa poderá cancelar a tentativa orbital e manter a Starship em trajetória suborbital.

Super Heavy também será colocado à prova novamente

Antes de a Starship seguir sozinha, o foguete Super Heavy será responsável pelo impulso inicial. No teste anterior, realizado em julho, apenas oito de seus 13 motores previstos para uma etapa próxima ao pouso simulado conseguiram reacender.

A SpaceX afirma ter realizado alterações de hardware e software para aumentar a confiabilidade do sistema. Nesta missão, o Super Heavy deverá novamente realizar um pouso de treinamento sobre o oceano, e não retornar à torre em terra firme.

Reentrada será um dos momentos mais difíceis do voo

Depois das seis voltas previstas, a Starship deverá deixar a órbita, atravessar novamente a atmosfera e tentar realizar uma descida controlada no Oceano Pacífico, próximo à costa do Chile.

Nesse retorno, o veículo poderá enfrentar temperaturas acima de 1.370 °C. O escudo térmico instalado no exterior da nave terá a função de proteger sua estrutura durante uma reentrada muito mais agressiva do que aquelas realizadas em trajetórias suborbitais.

Escudo térmico ainda é uma peça crítica para os planos da SpaceX

Imagens de voos anteriores mostraram sinais de carbonização no revestimento térmico da Starship. Para tornar o veículo reutilizável, a empresa precisa controlar esse desgaste e garantir que a nave suporte repetidas entradas na atmosfera.

A missão orbital aumenta a exigência sobre esse sistema, porque velocidades maiores significam aquecimento mais intenso durante a reentrada. Por isso, o desempenho do escudo será acompanhado de perto nesta nova etapa.

Reutilização completa é o objetivo que pode mudar o custo dos lançamentos

A visão de longo prazo da SpaceX não termina em colocar a maior nave espacial do mundo em órbita. O projeto foi concebido para que tanto a Starship quanto o Super Heavy possam pousar e voltar a voar.

Hoje, foguetes ou partes importantes deles ainda são descartados em muitas missões. A companhia acredita que reutilizar o conjunto inteiro poderia reduzir drasticamente o custo de transportar cargas para o espaço e alterar a economia do setor de lançamentos.

Lua e Marte dependem de tecnologias que ainda precisam ser demonstradas

A Starship já está inserida nos planos da Nasa para futuras missões à Lua. A SpaceX também trabalha com a visão de Elon Musk de utilizar o veículo em missões de longo prazo até Marte.

Antes disso, porém, existem etapas técnicas complexas. Uma delas é reabastecer uma Starship em órbita terrestre com propelentes mantidos abaixo de -162 °C, transferência que poderá precisar ser repetida diversas vezes em uma única missão lunar e nunca foi realizada dessa maneira.

Nova fase também pode mexer com toda a indústria espacial

A SpaceX pretende aumentar de maneira significativa a frequência de voos da Starship no futuro. Musk já falou em lançamentos mensais, depois mais frequentes, enquanto a empresa prepara novas estruturas na Flórida e planeja expansão na Louisiana.

Ao mesmo tempo, a companhia indicou que pretende reduzir gradualmente a utilização do Falcon 9 à medida que a capacidade da Starship crescer. Essa transição já provoca discussões no mercado porque o Falcon 9 é hoje um dos principais veículos utilizados para colocar cargas comerciais em órbita.

Primeira órbita pode definir o próximo capítulo da Starship

Depois de 13 voos de teste desde 2023, a missão desta segunda-feira representa uma mudança de escala. A Starship deixa de testar apenas trechos de voo e passa a tentar demonstrar que consegue funcionar durante horas em ambiente orbital, liberar satélites e retornar pela atmosfera.

Se a sequência completa for realizada, a maior nave espacial do mundo terá vencido um dos obstáculos mais importantes para os planos da SpaceX. Mas o teste também colocará à prova motores, sistemas de navegação, escudo térmico, reentrada e controle orbital em condições mais exigentes do que as enfrentadas anteriormente.

Você acredita que a Starship conseguirá completar as seis voltas e retornar com segurança, ou ainda existem etapas demais para dar errado nesta missão? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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