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Marcio Bittar afirma que respeito a Bocalom dificultou definição sobre apoio a Mailza

Marcio Bittar afirma que respeito a Bocalom dificultou definição sobre apoio a Mailza

Fotos: Sérgio Vale

O senador Márcio Bittar (PL), candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Acre, foi sabatinado nesta terça-feira (1º) durante a série de entrevistas promovida pelo ac24horas. Durante a entrevista, o parlamentar explicou os motivos que, segundo ele, fizeram com que demorasse a declarar apoio à chapa majoritária encabeçada pela governadora Mailza Assis (PP), candidata à reeleição.

Bittar afirmou que uma das principais dificuldades foi o histórico de divergências e dificuldades para reproduzir, nas eleições municipais, as alianças formadas nas disputas majoritárias contra o PT e partidos de esquerda.

“Primeiro, eu passei pelo aprendizado que vivi nas eleições municipais. Naqueles vinte e poucos anos em que nós disputamos eleições contra o PT, havia aquela polarização. Quando saía a campanha majoritária para o governo e para o Senado, vinha a eleição municipal. E nós nunca conseguíamos reproduzir aquela aliança”, explicou.

Segundo o senador, essa dificuldade fez com que ele tivesse cautela antes de definir seu posicionamento para a eleição de 2026.

Bittar também citou situações vividas em eleições anteriores, nas quais aliados que estiveram juntos em uma disputa acabaram concorrendo entre si posteriormente.“Eu vivi muito isso em todas as eleições municipais. Agora, eu vivi isso na eleição geral. Porque todo mundo sabe que meu adversário é o PT, é o PCdoB, é a esquerda”, afirmou.

Disputa pelo governo

Ao comentar o cenário atual, Bittar avaliou que a esquerda estaria fragilizada eleitoralmente no Acre e que a disputa pelo governo do Estado acabou envolvendo nomes com os quais mantém relações políticas construídas ao longo dos anos.

“Hoje, para o governo do Estado, do ponto de vista eleitoral, a esquerda ainda está fragilizada. Está fora do jogo. Então, a disputa acaba ficando entre três pessoas com quem eu tenho história”, declarou.

O senador reconheceu que esse cenário também contribuiu para tornar mais difícil a definição de seu posicionamento.“Isso foi difícil. Isso foi um elemento que dificultou”, disse.

PL priorizava disputa pelo Senado

Bittar lembrou ainda que, logo após as eleições municipais de 2024, afirmou em entrevistas que a prioridade do PL no Acre seria a disputa pelo Senado Federal.“Eu disse duas coisas várias vezes. A prioridade do PL, não porque sou eu, a prioridade do PL do Acre é a disputa do Senado. A prioridade nacional do PL para o Acre, do Bolsonaro, do filho dele e tal, é o Senado”, afirmou.

Na avaliação do senador, também havia interesse em manter a aliança política que saiu vitoriosa nas eleições municipais de 2024, especialmente em municípios como Rio Branco e Cruzeiro do Sul.“Se dependesse de mim, eu queria a manutenção da aliança vitoriosa em 2024, principalmente em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Brasiléia”, afirmou.

Bocalom também foi considerado

Outro fator apontado por Bittar foi a possibilidade de Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco e candidato ao governo, integrar o mesmo campo político.

O senador afirmou que, enquanto Bocalom avaliava sua candidatura, não poderia, na condição de liderança do PL, impedir que ele colocasse seu nome à disposição do eleitorado.“Eu tinha que ter respeito pelo Bocalom. Houve um momento em que até pessoas do próprio governo achavam que o candidato poderia ser o Bocalom. Eu não podia, como líder do PL, vetar o Bocalom do direito de pôr o nome, de ir para a rua”, explicou.

Bittar destacou ainda a relação de amizade e a trajetória política construída com o ex-prefeito.“Quando o Bocalom decidiu ser candidato, o direito dele, pela amizade que tenho por ele, pela história que nós temos juntos, quando ele decidiu que, de qualquer maneira, era candidato, eu me senti liberado para anunciar a manutenção da aliança, que era a que eu vinha dizendo que era a mais coerente”, afirmou.

Bittar defende coerência política

Ao justificar sua preferência pela manutenção da aliança, o senador também fez uma comparação com o grupo político que esteve ao lado de Marcus Alexandre (MDB) na eleição municipal de 2024.

Sem fazer críticas pessoais aos integrantes desse grupo, Bittar classificou a composição como uma aliança que reunia partidos e lideranças de esquerda.“Até porque o Republicanos, com todo respeito, nada contra, esteve em 2024 com o Marcus, que também não tenho nada pessoal contra. Mas era uma aliança da esquerda, com o PT, com o PCdoB, com a Marina, com o Jorge, com o Lula”, afirmou.

Para Bittar, a escolha pela manutenção da aliança formada em torno de seu campo político seria, portanto, uma questão de coerência eleitoral.“A coerência da minha equipe era, sim, a aliança com o PL e com o Brasil”, concluiu.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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