O senador Márcio Bittar (PL), candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Acre, foi sabatinado nesta terça-feira (1º) pelo ac24horas e criticou a atuação da acreana Marina Silva na área ambiental. Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que a ex-ministra do Meio Ambiente não teria realizado obras ou projetos ambientais relevantes no Acre.
Bittar chegou a desafiar Marina a apresentar ações concretas de recuperação ambiental realizadas no estado.“É um desafio à Marina provar que ela tem uma obra ambiental no Acre. Me dê um quilômetro de mata ciliar que a Marina, para a turma dela, para as obras dela, recuperou. Não tem nenhum”, afirmou.
O senador também questionou a existência de projetos de recuperação de áreas degradadas e de igarapés no estado.“Me dê um quilômetro de igarapé assoreado que foi recuperado. Nenhum. Me dê quantos hectares de terra degradada do pequeno produtor foram recuperados. Então, que programa ela desenvolveu para recuperar o solo degradado da Amazônia? Nenhum”, declarou.
Saneamento básico
Bittar também direcionou críticas à atuação ambiental de Marina Silva ao abordar o saneamento básico no Acre.
Segundo o senador, apesar de o estado ser a terra natal da ex-ministra, ainda existem problemas significativos relacionados ao tratamento de esgoto e à infraestrutura de saneamento.“O maior flagelo ambiental da Amazônia não é o desmatamento. Não confundir desmatamento com queimada. O maior flagelo ambiental da Amazônia é a falta desse alinhamento básico, que é o flagelo ambiental e a saúde pública”, afirmou.
Bittar citou ainda a situação do saneamento nos municípios acreanos e questionou quais ações teriam sido realizadas por Marina para enfrentar o problema.“O Acre, por exemplo, terra natal da Marina, não tem 12% dos municípios com esgoto tratado. Mais de 50% das casas do Acre não têm água tratada. O que ela fez?”, questionou.
Na entrevista, o senador também criticou organizações não governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia e recebem recursos estrangeiros. Bittar afirmou que não questiona a atuação de pessoas que trabalham nessas entidades, mas colocou em dúvida os interesses por trás do financiamento internacional.“Eu não estou dizendo que nas ONGs não existem jovens muito bem-intencionados. O que eu afirmo, com conhecimento de causa, é que o dinheiro que movimenta essas ONGs, quem banca esses recursos, não está fazendo isso por interesse ambiental”, declarou.
Bittar citou como exemplo a Organização de Pesquisa e Inovação Sustentável (OPIS), mencionando recursos recebidos pela entidade e questionando a origem do financiamento.
Segundo o senador, parte dos recursos destinados a organizações que atuam na Amazônia tem origem no Fundo Amazônia, financiado principalmente por países estrangeiros.“A Noruega vive de petróleo e não quer concorrente”, afirmou.
Críticas a ações judiciais contra obras
Bittar também citou ações judiciais envolvendo obras de infraestrutura no Acre como argumento para questionar a atuação de organizações ambientais.
Segundo ele, entidades como a OPIS e a SOS Amazônia já ingressaram na Justiça contra obras de infraestrutura no estado.“Qual foi o serviço prestado por essa ONG? Entrar na Justiça brasileira contra a ponte de Rodrigues Alves e contra a ponte de unidade da BR-364. A mesma coisa fez a SOS Amazônia”, afirmou.
Ao concluir, Bittar voltou a questionar a existência de resultados concretos das organizações financiadas por recursos estrangeiros.“Eu afirmo para vocês: a preocupação das ONGs que recebem milhões de recursos estrangeiros não é ambiental. E, como prova, pergunto: cadê uma obra ambiental desse contexto?”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

