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Menina de 3 anos diz aos pais que ouve “monstros” dentro da parede do quarto, família inicialmente culpa desenho animado e câmera térmica revela colônia com até 70 mil abelhas; retirada expõe mais de 45 kg de favos e deixa cerca de US$ 20 mil em danos sem cobertura do seguro

Menina de 3 anos diz aos pais que ouve “monstros” dentro da parede do quarto, família inicialmente culpa desenho animado e câmera térmica revela colônia com até 70 mil abelhas; retirada expõe mais de 45 kg de favos e deixa cerca de US$ 20 mil em danos sem cobertura do seguro

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Menina de 3 anos diz aos pais que ouve “monstros” dentro da parede do quarto, família inicialmente culpa desenho animado e câmera térmica revela colônia com até 70 mil abelhas; retirada expõe mais de 45 kg de favos e deixa cerca de US$ 20 mil em danos sem cobertura do seguro

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 05/09/2026 às 22:34

Curiosidades

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Menina de 3 anos ouve zumbido na parede por meses e família encontra cerca de 70 mil abelhas e 45 kg de favos dentro do quarto

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O zumbido começou em setembro de 2023, quando Saylor tinha três anos e passou a dizer que havia “monstros” perto do armário. Meses depois, uma câmera térmica revelou uma estrutura de mais de 1,8 metro dentro da parede de seu quarto, onde dezenas de milhares de abelhas haviam construído uma colmeia que se estendia pela cavidade da casa em Charlotte, na Carolina do Norte.

Durante meses, Ashley Massis Class e o marido tentaram convencer a filha de três anos de que não havia monstros escondidos no quarto. A menina, chamada Saylor, insistia que escutava um ruído vindo da parede, principalmente à noite. A explicação só apareceu depois que dois apicultores não encontraram nada e um terceiro decidiu apontar uma câmera térmica diretamente para a parede.

Ali estava uma colônia gigantesca de abelhas. No relato atualizado publicado pelo The Guardian em abril de 2026, Ashley afirmou que as sucessivas remoções chegaram a aproximadamente 70 mil abelhas, além de mais de 100 libras, cerca de 45 quilos, de favos. Os reparos posteriores custaram US$ 20 mil e não foram cobertos pelo seguro residencial.

O caso havia sido noticiado ainda durante as operações de retirada, em abril e maio de 2024, quando as estimativas variavam entre 50 mil e 65 mil insetos. A contagem maior apareceu posteriormente, depois que novas levas de abelhas foram retiradas da estrutura.

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Saylor dizia que havia monstros no armário e os pais criaram até um “spray” para afastá-los

Os primeiros relatos começaram em setembro de 2023. Saylor tinha três anos e começou a apresentar dificuldade para dormir. Ela dizia aos pais que havia monstros perto do armário e que conseguia ouvir um zumbido dentro da parede.

Menina começou a ouvir zumbidos na parede meses antes da descoberta das 70 mil abelhas. (Foto: Matt Ramey)

A família tinha uma explicação aparentemente simples. A menina gostava de Monstros S.A., animação em que criaturas entram nos quartos das crianças durante a noite. Ashley e o marido transformaram a situação em brincadeira e entregaram à filha uma garrafa de água que chamavam de “spray contra monstros”.

Não resolveu. Nos meses seguintes, a menina continuou reclamando e passou a evitar o próprio quarto. Em fevereiro, já estava novamente dormindo no quarto dos pais.

A casa da família em Charlotte tinha mais de 100 anos. Segundo reportagem contemporânea do Washington Post, Ashley e o marido haviam comprado o imóvel cerca de três anos antes como um projeto de reforma. Mesmo vivendo em uma construção antiga, nenhum dos dois escutava o mesmo som descrito pela filha.

Dois apicultores não encontraram o problema até uma câmera térmica ser apontada para a parede

A situação mudou quando Ashley começou a perceber um grande número de abelhas na parte externa da residência, próximo ao sótão e à chaminé. Uma empresa de controle de pragas identificou que se tratava de abelhas e recomendou procurar um profissional especializado.

Os dois primeiros apicultores chamados pela família não localizaram uma colmeia dentro da residência. O terceiro, identificado em reportagens de 2024 como Curtis Collins, acompanhou o caminho dos insetos e percebeu que eles estavam entrando pela região do sótão e seguindo em direção às tábuas do piso. Logo abaixo estava justamente o quarto de Saylor.

Collins inicialmente passou uma câmera térmica pelo piso do sótão, sem encontrar uma concentração clara. Depois decidiu testar a parede do quarto.

A imagem mudou completamente. Segundo Ashley, a tela mostrou uma grande concentração de calor que ocupava uma área vertical da parede. No relato de 2026, ela descreveu a forma como tendo mais de seis pés de altura, acima de 1,8 metro, com um contorno que lembrava uma pessoa usando cartola.

Reportagens publicadas enquanto a retirada ainda ocorria mencionaram uma área de aproximadamente 8 a 9 pés, ou cerca de 2,4 a 2,7 metros. A colmeia ocupava praticamente toda a altura disponível dentro da cavidade.

Apicultor abre a parede e milhares de abelhas começam a sair do quarto

Parede é aberta e revela colmeia gigante escondida dentro do quarto da menina. (Foto: Ashley Massis Class)

As abelhas haviam encontrado uma pequena abertura na parte superior da casa e avançado para dentro da estrutura. Uma vez no sótão, conseguiram descer por espaços internos até chegar à cavidade existente atrás da parede do quarto.

A ausência de isolamento naquele trecho criou um espaço vazio onde a colônia pôde se expandir. Collins estimou na época que as abelhas estavam instaladas ali havia aproximadamente oito ou nove meses, período compatível com setembro de 2023, quando Saylor começou a reclamar dos ruídos.

Para retirar a colmeia, foi necessário abrir a parede. Ashley permaneceu em outro andar com as crianças porque é alérgica a abelhas, enquanto o marido acompanhava o trabalho.

Assim que o acesso foi aberto, a quantidade de insetos surpreendeu até o profissional. Ashley contou ao Guardian que ouviu o apicultor pedir para que todos procurassem proteção. O marido saiu do quarto enquanto as abelhas começavam a ocupar o ambiente.

O procedimento foi feito com um equipamento de sucção desenvolvido para capturar os insetos sem simplesmente exterminar a colônia. As abelhas recolhidas eram colocadas em caixas para posterior transferência.

Mais de 45 kg de favos saíram da parede e mel cobriu livros, cobertores e brinquedos

A quantidade de material escondido atrás do revestimento revelou há quanto tempo a colônia vinha crescendo. Ao todo, foram retiradas mais de 100 libras de favos, aproximadamente 45 kg.

Em reportagem publicada durante os primeiros dias do trabalho, a CBS informou que o peso era tão grande que o material precisou ser acondicionado com várias camadas de sacos para ser retirado da residência. O enxame também havia atingido a instalação elétrica.

Mais de 45 kg de favos são retirados da parede e mel se espalha por livros, brinquedos e cobertores. (Foto: Matt Ramey)

Quando a parede foi aberta, o mel começou a escapar para dentro do quarto. Segundo Ashley, livros, brinquedos e cobertores acabaram cobertos.

A operação não poderia ser encerrada com uma única retirada. Muitas abelhas estavam fora da colmeia durante o dia e voltavam posteriormente para o mesmo ponto. Também havia insetos atraídos pelo mel deixado na estrutura.

No relato mais recente, Ashley afirmou que uma das etapas retirou aproximadamente 40 mil abelhas. Duas semanas depois, o apicultor voltou e removeu outras 20 mil. Mais duas semanas se passaram antes de uma terceira retirada, de aproximadamente 10 mil, levando o total informado posteriormente para cerca de 70 mil.

Foi então que os números maiores passaram a superar as estimativas divulgadas durante a cobertura inicial do caso, quando o serviço ainda estava em andamento.

Família mostra as caixas para a menina e ela reconhece o som que chamava de “monstros”

Depois de uma das extrações, os pais aproximaram Saylor das caixas onde as abelhas capturadas estavam reunidas e perguntaram se aquele era o barulho que ela vinha escutando.

A resposta foi imediata. Era exatamente o som que a menina chamava de monstros.

Quando viu Collins usando a roupa de proteção, Saylor também encontrou outra explicação para o que estava acontecendo. Para ela, o homem não era simplesmente um apicultor. Era o “caçador de monstros” encarregado de retirar aquilo que ela vinha tentando mostrar aos adultos havia meses.

Ashley contou posteriormente que a menina passou a esperar pelas visitas do profissional e perguntava se ele havia encontrado mais abelhas.

A remoção definitiva levou meses. Segundo o relato publicado pelo Guardian, somente em julho foi possível fechar o acesso utilizado pelos insetos. As abelhas capturadas foram levadas pelo apicultor para seu apiário.

Seguro não cobre os danos e família precisa financiar reparo de US$ 20 mil

Eliminar a colônia resolveu apenas parte do problema. A parede havia sido aberta, componentes da casa foram atingidos pelo mel e havia danos na instalação elétrica.

O custo final informado pela família ficou em cerca de US$ 20 mil. Ashley afirmou que o seguro residencial recusou a cobertura por considerar que aquele tipo de dano causado por pragas poderia ter sido evitado. A família precisou recorrer a um empréstimo para pagar o conserto.

O argumento da seguradora contrastou com a avaliação do profissional responsável pela retirada. De acordo com Ashley, o apicultor classificou o tamanho e a localização da colônia como uma ocorrência extremamente incomum em sua experiência.

Mesmo depois da reforma, Saylor não quis voltar ao antigo quarto. A família decidiu transformar o espaço em berçário para o irmão mais novo.

Ashley diz que ainda verifica ocasionalmente as paredes para saber se há algum sinal de retorno das abelhas. Saylor, por outro lado, aparentemente não desenvolveu medo dos insetos, apesar de ter passado meses dormindo ao lado de dezenas de milhares deles sem que os adultos soubessem.

E você, teria imaginado que um simples zumbido relatado por uma criança pudesse esconder uma colônia desse tamanho dentro da parede?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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