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Menina de 9 anos arrecada US$ 24 mil após seguro negar braço biônico, mas desconhecido aparece e paga a prótese inteira; quando descobre que todo o dinheiro havia sobrado, ela decide usá-lo para dar o mesmo braço a outro menino de 9 anos que vendia limonada para realizar o sonho
Escrito por Ana Alice
Publicado em 16/09/2026 às 04:45
Atualizado em 16/09/2026 às 04:46
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Uma campanha criada para comprar uma prótese biônica acabou tomando outro rumo quando um desconhecido pagou pelo equipamento, deixando milhares de dólares disponíveis e colocando uma decisão inesperada nas mãos de uma menina de 9 anos.
O objetivo de Remi Bateman parecia simples de explicar, mas caro de alcançar. Nascida sem o antebraço e a mão esquerdos, ela queria uma prótese capaz de fazer algo que os modelos usados desde bebê não conseguiam: abrir e fechar os dedos, segurar objetos e ajudá-la em tarefas tão comuns quanto cortar a própria comida ou arrumar o cabelo.
Quando a família descobriu que o braço biônico custaria cerca de US$ 24 mil e que o plano de saúde havia negado a cobertura, decidiu recorrer a uma campanha de arrecadação.
Em poucos dias, desconhecidos doaram o suficiente para pagar o equipamento. Só que, antes de o dinheiro ser usado, outra pessoa resolveu assumir toda a conta.
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Foi então que surgiu uma pergunta inesperada: o que uma menina faria com mais de US$ 24 mil arrecadados para uma prótese que já estava paga?
A resposta acabou levando o dinheiro a outra criança que enfrentava praticamente o mesmo problema. E a história não parou ali.
Atualizações posteriores mostram que a arrecadação continuou crescendo e passou de US$ 50 mil, permitindo que o projeto ajudasse outras crianças a receber braços biônicos depois de negativas de cobertura.
Remi usava prótese desde os seis meses
Remi, que vive em Utah, nasceu sem a parte inferior do braço esquerdo. Desde os seis meses de idade, utilizava uma prótese de silicone coberta pelo seguro de saúde da família.
O equipamento ajudava em algumas situações, mas tinha limitações importantes. A mão era rígida, moldada em formato fechado, e não permitia movimentos independentes dos dedos.
Mesmo assim, Remi levava uma rotina ativa. Andava de bicicleta e patinete e queria ganhar mais autonomia em tarefas que normalmente exigem as duas mãos.
Foi nesse contexto que sua mãe, Jami Bateman, encontrou nas redes sociais o trabalho da Open Bionics, empresa responsável pelo chamado Hero Arm.
Braço biônico permite movimentos dos dedos
A prótese utiliza impressão 3D e sensores que detectam movimentos musculares no membro residual. Esses sinais permitem controlar diferentes posições da mão, incluindo movimentos usados para segurar objetos.
A família marcou uma consulta e viajou até uma clínica da empresa em Denver, no Colorado.
Durante os testes, Remi conseguiu executar movimentos que não fazia com sua prótese anterior, entre eles segurar utensílios e utilizar as duas mãos em atividades cotidianas.
O entusiasmo esbarrou rapidamente no preço.
O Hero Arm custava aproximadamente US$ 24 mil, e os Bateman esperavam que o plano de saúde ajudasse a cobrir a despesa.
Segundo a família, porém, a Select Health rejeitou a solicitação e classificou o equipamento como não sendo “medicamente necessário”.
Jami afirmou que houve duas tentativas de recurso, também negadas. Procurada pelo Washington Post na época, a operadora citou regras de privacidade e não comentou especificamente a situação médica de Remi.
Campanha arrecadou mais de US$ 24 mil em poucos dias
Sem a cobertura, a família decidiu contar a história publicamente.
Em dezembro de 2024, o caso ganhou espaço na imprensa local e uma campanha começou a receber doações.
Segundo a CBS News, em apenas quatro dias a arrecadação ultrapassou os US$ 24 mil necessários para comprar o braço biônico.
Parecia que o problema estava resolvido.
Então Andy Schoonover, CEO da CrowdHealth, viu a história nas redes sociais. A empresa trabalha com um modelo de financiamento coletivo voltado a despesas médicas, e Schoonover entrou em contato com os Bateman.
Ele informou que pagaria diretamente o custo do Hero Arm de Remi.
A família, portanto, estava diante de uma situação que não havia previsto: o braço estava garantido e dezenas de milhares de dólares continuavam disponíveis na campanha.
Remi decidiu usar o dinheiro para ajudar outras crianças
Jami perguntou à filha o que gostaria de fazer com o valor.
Remi decidiu que queria ajudar outras crianças a conseguir o mesmo tipo de prótese.
A Open Bionics ajudou a família a conhecer casos semelhantes. Entre eles estava o de Tyraun “Taj” Johnson, criança de Maryland que nasceu com formação parcial da mão esquerda.
Assim como Remi, Taj buscava uma solução que pudesse ampliar sua capacidade de realizar tarefas do cotidiano.
A família havia consultado especialistas da Johns Hopkins Medicine e considerava o Hero Arm uma possível alternativa.
O problema voltou a se repetir. Segundo a mãe do menino, Kaitlin Skinner, o plano de saúde também negou a cobertura da prótese.
Taj vendia limonada para tentar comprar o próprio braço
Sem os recursos necessários para pagar o equipamento, a família começou a montar barracas de limonada para arrecadar dinheiro.
Depois de aproximadamente quatro meses, Taj havia conseguido juntar cerca de US$ 1.500.
Era um esforço considerável para uma criança, mas ainda muito distante dos milhares de dólares necessários para adquirir o braço.
Foi nesse ponto que o dinheiro arrecadado para Remi ganhou um novo destino.
Os Bateman entraram em contato com a família de Taj e ofereceram usar parte das doações para pagar seu Hero Arm.
A reação do menino apareceu quando ele viu um vídeo de Remi utilizando a prótese para segurar um garfo.
Segundo sua mãe, Taj ficou emocionado. Entre as coisas que ele mais queria fazer com o novo braço estava praticar esportes.
As duas crianças acabaram se conhecendo
Remi e Taj acabaram se encontrando pessoalmente em Nova York.
Taj havia viajado com a mãe para uma consulta com Daniel Green, especialista em próteses de membros superiores ligado à Open Bionics.
Durante a visita, Remi e Jami apareceram de surpresa.
A conversa entre os dois rapidamente saiu do campo médico. Remi chegou a brincar que, caso se encontrassem novamente usando os braços robóticos, poderiam parecer o Homem de Ferro.
Arrecadação passou de US$ 50 mil
O que inicialmente seria uma campanha destinada a uma única prótese continuou recebendo dinheiro mesmo depois desse encontro.
Uma atualização publicada posteriormente pela Scholastic informou que os Bateman arrecadaram mais de US$ 50 mil no total e ajudaram a financiar braços biônicos para três outras crianças, incluindo beneficiários de Maryland, Flórida e até do Peru.
A própria Open Bionics também publicou atualizações sobre a repercussão do caso e destacou que a campanha continuou sendo utilizada para apoiar outras crianças depois que o braço de Remi foi pago por terceiros.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

