Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Menina de 9 anos escreve uma carta em 1998, coloca o bilhete dentro de uma garrafa e joga no lago; 26 anos depois, a mensagem reaparece na mesma escola justamente quando sua própria filha completa 9 anos e chega à 4ª série

Menina de 9 anos escreve uma carta em 1998, coloca o bilhete dentro de uma garrafa e joga no lago; 26 anos depois, a mensagem reaparece na mesma escola justamente quando sua própria filha completa 9 anos e chega à 4ª série

8 min de leitura

Menina de 9 anos escreve uma carta em 1998, coloca o bilhete dentro de uma garrafa e joga no lago; 26 anos depois, a mensagem reaparece na mesma escola justamente quando sua própria filha completa 9 anos e chega à 4ª série

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 01/09/2026 às 13:10

Curiosidades

Canal

Assista o vídeo
Menina de 9 anos escreve uma carta em 1998, coloca o bilhete dentro de uma garrafa e joga no lago; 26 anos depois, a mensagem reaparece na mesma escola justamente quando sua própria filha completa 9 anos e chega à 4ª série

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Carta lançada por menina de 9 anos em lago canadense em 1998 reaparece 26 anos depois na escola onde sua filha, também de 9 anos, estudava.

Em 1998, Makenzie Morris tinha 9 anos e cursava a 4ª série na St. John the Baptist Catholic Elementary School, em Belle River, na província canadense de Ontário, quando participou de um trabalho escolar sobre os Grandes Lagos. Ela digitou uma carta, colocou o papel dentro de uma garrafa plástica, ajudou a vedá-la com cera e lançou o recipiente nas águas que chegam ao Lake St. Clair. Vinte e seis anos depois, já usando o sobrenome Van Eyk e sendo mãe de dois filhos, Makenzie recebeu uma ligação da mesma escola informando que sua mensagem havia sido encontrada.

A coincidência foi ainda maior. A garrafa foi localizada em 2024 por River Vandenberg, um aluno do jardim de infância da própria St. John the Baptist, enquanto explorava a margem do lago com a avó. Quando o bilhete voltou para a escola e foi lido para uma turma da 4ª série, estava na sala Scarlet Van Eyk, filha de Makenzie, também com 9 anos e estudando exatamente na mesma série que a mãe cursava quando escreveu a mensagem. Ao ouvir o nome de solteira da autora, Scarlet percebeu que aquela voz de uma criança de 1998 era a da própria mãe.

Tudo começou com uma aula sobre os Grandes Lagos em 1998

A mensagem não nasceu como uma tentativa romântica de mandar um segredo para um desconhecido do outro lado do mundo. Ela fazia parte de uma atividade preparada pelo professor Roland St. Pierre, que ensinava a turma de Makenzie na St. John the Baptist Catholic Elementary School.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Os estudantes haviam estudado os Grandes Lagos e lido “Paddle-to-the-Sea”, obra infantil de Holling Clancy Holling sobre a viagem de uma pequena canoa esculpida que percorre as águas da região até alcançar o oceano.

Assista o vídeo

Inspirado pela história, St. Pierre propôs que as crianças produzissem suas próprias mensagens. Cada estudante deveria se apresentar e escrever sobre aquilo que havia aprendido durante as aulas.

Depois, as cartas seriam colocadas dentro de recipientes e lançadas à água, transformando um conteúdo estudado em sala de aula em uma experiência que poderia continuar muito depois do fim da atividade.

Makenzie digitou a carta em um dos primeiros computadores da escola

Makenzie contou à ABC News que a carta foi digitada no primeiro laboratório de informática da escola. O professor Roland St. Pierre recordou que os alunos usaram computadores Commodore 64 para preparar os textos.

Hoje, o equipamento é associado às primeiras décadas da computação doméstica. Naquele momento, entretanto, fazia parte de uma novidade que começava a entrar no ambiente escolar.

Após imprimir os trabalhos, os estudantes enrolaram as folhas, colocaram os papéis dentro das garrafas e vedaram as tampas usando cera.

Makenzie ainda se lembrava desse processo décadas depois. A etapa de mergulhar as tampas na cera permaneceu entre as recordações mais fortes que ela guardou daquela atividade escolar.

A turma caminhou até a água e lançou as garrafas

Com os textos preparados, professor e alunos deixaram a sala. Segundo St. Pierre, a turma caminhou até um píer na extremidade do Belle River, curso d’água ligado ao Lake St. Clair, e cada criança jogou sua garrafa.

Makenzie tinha apenas 9 anos. Na carta, ela se identificou com o nome que usava naquela época, Makenzie Morris, informou que frequentava a St. John the Baptist School e que estava na 4ª série da turma do professor St. Pierre.

Também explicou que sua mensagem tratava da água dos Grandes Lagos e mencionou o livro “Paddle-to-the-Sea”.

No fim do texto, deixou uma instrução particularmente importante: se alguém encontrasse a mensagem, deveria entrar em contato com a escola.

Esse pedido só seria atendido de forma extraordinária mais de um quarto de século depois.

Uma das mensagens foi encontrada poucas semanas depois

O experimento não ficou completamente sem resposta em 1998. St. Pierre contou à ABC News que, algumas semanas depois do lançamento, a escola recebeu notícia de que uma das garrafas havia aparecido em Tecumseh, a cerca de 10 milhas, aproximadamente 16 quilômetros, de Belle River.

Depois disso, o professor não recebeu outras novidades relevantes relacionadas ao projeto.

O tempo passou.

A turma terminou a 4ª série. Os estudantes cresceram. Roland St. Pierre se aposentou. Makenzie tornou-se adulta, casou-se e passou a usar o sobrenome Van Eyk.

A garrafa lançada quando ela tinha 9 anos permaneceu desaparecida. Até 2024.

Um menino do jardim de infância encontrou a garrafa 26 anos depois

Quem finalmente encontrou o recipiente foi River Vandenberg. River era aluno do jardim de infância exatamente na St. John the Baptist Catholic Elementary School. Ele estava explorando a região da margem do Lake St. Clair com a avó quando encontrou a garrafa perto de um píer.

Dentro havia um papel enrolado.

A carta não trazia uma data claramente indicada, segundo os relatos sobre a descoberta. Mas continha pistas muito mais úteis: nome, escola, série, professor e pedido para entrar em contato com a instituição.

O menino levou a descoberta para a escola mencionada pela própria autora. Era a mesma escola de onde o bilhete havia saído 26 anos antes.

A mensagem voltou para a sala de aula onde a filha da autora estudava

A cadeia de coincidências poderia ter terminado ali. Mas havia outra ligação improvável escondida dentro da escola.

Em 2024, Scarlet Van Eyk, filha de Makenzie, também frequentava a St. John the Baptist.

Scarlet tinha 9 anos. E, assim como a mãe em 1998, cursava a 4ª série.

Menina de 9 anos escreve uma carta em 1998, coloca o bilhete dentro de uma garrafa e joga no lago; 26 anos depois, a mensagem reaparece na mesma escola justamente quando sua própria filha completa 9 anos e chega à 4ª série

Quando uma professora levou a mensagem para a turma e começou a lê-la, não revelou imediatamente quem era a autora. Scarlet escutou o conteúdo junto dos colegas até que, no final, apareceu o nome Makenzie Morris.

A menina reconheceu o nome de solteira da mãe.

Segundo Scarlet, sua reação foi de completo espanto. Enquanto os colegas tentavam descobrir quem era aquela Makenzie citada no papel antigo, ela percebeu que sabia a resposta: era sua mãe.

A escola ligou para Makenzie em 25 de outubro

Makenzie soube oficialmente da descoberta por meio de uma ligação que, inicialmente, provocou uma reação muito diferente.

Em 25 de outubro de 2024, a secretária da escola telefonou e perguntou se ela tinha alguns minutos para conversar.

Como mãe de duas crianças matriculadas na instituição, Makenzie imediatamente imaginou que pudesse ter acontecido algo com seus filhos.

A funcionária então esclareceu que se tratava de uma boa notícia. A escola havia encontrado uma carta escrita por ela.

Makenzie disse à ABC News que ficou muito surpresa. Encontrar um objeto depois de 26 anos já seria improvável; o fato de ele ter sido localizado por uma criança que frequentava a mesma escola tornou a situação ainda mais marcante.

O antigo professor também foi localizado e confirmou o projeto

A escola procurou ainda o homem que havia colocado toda a história em movimento.

Roland St. Pierre, já aposentado, recebeu uma mensagem da atual professora da 4ª série perguntando se Makenzie havia sido sua aluna.

Ao ver a carta, ele reconheceu imediatamente a atividade.

St. Pierre lembrou do estudo dos Grandes Lagos, da leitura de “Paddle-to-the-Sea”, da produção dos textos nos computadores e da caminhada da turma até a água.

Para ele, as coincidências iam além da própria sobrevivência do recipiente.

Scarlet estava na mesma série da mãe. River estudava na mesma escola. E havia ainda outro elo: St. Pierre contou que também havia sido professor do pai de River, o menino que encontrou a garrafa.

O objeto havia conseguido conectar diferentes gerações ligadas à mesma comunidade escolar.

O plástico sobreviveu 26 anos e acabou deixando outra lição

O estado da garrafa provocou espanto, mas também levou o antigo professor a enxergar a atividade de 1998 de outra maneira.

Segundo a Smithsonian Magazine, St. Pierre destacou que o fato de um recipiente plástico conseguir permanecer por 26 anos sem se decompor não é exatamente uma boa notícia.

O comentário adicionou à experiência uma aula ambiental que não havia sido planejada originalmente.

Em 1998, a atividade pretendia despertar a curiosidade dos alunos sobre água, deslocamento e a região dos Grandes Lagos.

Em 2024, a mesma garrafa servia também como demonstração da extraordinária persistência de resíduos plásticos no ambiente.

A Smithsonian observou que algumas das garrafas do projeto foram encontradas nos primeiros meses, enquanto outras permaneceram desaparecidas durante décadas.

No caso de Makenzie, não há documentação que permita reconstruir exatamente onde o recipiente passou cada um dos 26 anos.

Portanto, não é possível afirmar que tenha permanecido todo esse período continuamente flutuando pelo lago.

A própria carta revelou como a escola mudou em uma geração

Ao reencontrar o texto, Makenzie não recuperou apenas uma tarefa de infância.

A folha preservava a forma como uma menina de 9 anos escrevia, aquilo que estava estudando e até a tecnologia disponível em sua escola em 1998.

A autora já não lembrava exatamente tudo o que havia colocado no documento.

Ao mesmo tempo, alguns elementos da atividade continuavam claros em sua memória, especialmente a vedação das garrafas com cera.

O contraste entre as duas épocas ficou ainda mais evidente porque seus próprios filhos passaram a frequentar a mesma instituição. Além de Scarlet, então com 9 anos, Makenzie tinha o filho Huxley, de 6 anos, também matriculado na escola.

A experiência escolar da mãe havia literalmente retornado ao lugar de origem enquanto uma nova geração da família ocupava as mesmas salas.

Aos 9 anos, mãe e filha acabaram ligadas pela mesma sala de aula com 26 anos de diferença

Entre todas as coincidências da história, esta foi a que mais impressionou Makenzie.

Em 1998, ela tinha 9 anos quando escreveu a carta. Em 2024, Scarlet também tinha 9 anos quando ouviu o texto ser lido na escola.

As duas estavam na 4ª série da mesma instituição, separadas por 26 anos.

Makenzie disse ao Washington Post que ficou impressionada justamente com essa ironia temporal: ela tinha a idade da filha quando produziu a mensagem que, décadas depois, chegaria à sala onde Scarlet estudava.

Não era possível planejar esse encontro.

A garrafa poderia ter sido encontrada semanas depois, como aconteceu com outro recipiente da turma. Poderia ter aparecido em outra cidade, sido destruída ou simplesmente nunca ter sido localizada.

Em vez disso, voltou quando a filha da autora estava vivendo praticamente o mesmo momento escolar que havia dado origem à carta.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

Sair da versão mobile