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Menina encontra no início dos anos 1980, no Congo, um diamante bruto de 890 quilates em uma pilha de entulho, pedra que rende 15 gemas, com a maior delas recortada até 303,10 quilates, e o achado vira o maior diamante internamente sem falhas já graduado pelo GIA, vendido por US$ 12,4 milhões

Menina encontra no início dos anos 1980, no Congo, um diamante bruto de 890 quilates em uma pilha de entulho, pedra que rende 15 gemas, com a maior delas recortada até 303,10 quilates, e o achado vira o maior diamante internamente sem falhas já graduado pelo GIA, vendido por US$ 12,4 milhões

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Menina encontra no início dos anos 1980, no Congo, um diamante bruto de 890 quilates em uma pilha de entulho, pedra que rende 15 gemas, com a maior delas recortada até 303,10 quilates, e o achado vira o maior diamante internamente sem falhas já graduado pelo GIA, vendido por US$ 12,4 milhões

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 08/09/2026 às 20:18

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Cristal encontrado entre resíduos de mineração originou 15 diamantes e passou por duas grandes etapas de lapidação; a maior gema perdeu mais de 100 quilates no segundo corte, preservou sua classificação de clareza e chegou ao mercado internacional décadas depois.

O Golden Canary reúne três etapas de uma mesma história gemológica: um cristal bruto de cerca de 890 quilates, a primeira lapidação que produziu 15 diamantes e um novo corte que deixou a maior pedra com 303,10 quilates. Nessa forma, a gema foi reconhecida pelo Gemological Institute of America (GIA) como o maior diamante Internally Flawless já graduado pela instituição.

O achado ocorreu no início dos anos 1980, na atual República Democrática do Congo. Uma menina brincava perto de material descartado da mineração quando encontrou a pedra em uma pilha de entulho que não havia sido considerada prioritária para a procura de diamantes.

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O cristal pesava aproximadamente 890 quilates e passou anos sendo estudado antes da lapidação. O objetivo era aproveitar um cristal bruto de dimensões incomuns sem remover mais material do que o necessário, ao mesmo tempo em que se preservavam características de cor, clareza e formato.

Do cristal bruto ao Incomparable

A primeira etapa de corte resultou em 15 diamantes acabados. A maior porção ficou com 407,48 quilates, recebeu lapidação em formato de escudo e tornou-se conhecida como Incomparable Diamond.

O GIA classificou essa gema como Fancy Deep Brownish Yellow, Internally Flawless. A designação reúne a intensidade e a tonalidade da cor amarela com um grau de clareza no qual não são observadas inclusões internas nas condições de avaliação usadas pelo instituto.

A transformação também mostra por que o peso de um diamante bruto não corresponde diretamente ao peso de uma única gema pronta. Parte do material é retirada para definir proporções e acabamento, e o cristal original pode ser dividido quando essa solução permite aproveitar melhor suas características.

O Incomparable ganhou projeção pública depois da lapidação. A pedra foi exibida no National Museum of Natural History, do Smithsonian Institution, nos Estados Unidos, e apareceu posteriormente em outras exposições.

Décadas mais tarde, a maior gema voltou à bancada de lapidação. O Incomparable, ainda com 407,48 quilates, foi recortado para melhorar simetria, brilho, forma e apresentação da cor, o que reduziu seu peso em mais de uma centena de quilates.

Dessa segunda intervenção nasceu o Golden Canary, agora com 303,10 quilates e formato de pera. Mesmo após a retirada de material, o GIA manteve a graduação Fancy Deep Brownish Yellow e Internally Flawless.

A mudança de 407,48 para 303,10 quilates representa uma redução de 104,38 quilates na maior gema. Esse cálculo considera apenas a segunda lapidação, sem incluir o material já separado quando o cristal bruto de cerca de 890 quilates foi transformado nas 15 pedras acabadas.

O nome também acompanhou a mudança de formato. A pedra de 407,48 quilates ficou conhecida internacionalmente como Incomparable, enquanto a versão menor e em pera passou a ser chamada Golden Canary, referência associada à coloração amarela profunda registrada em sua graduação.

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Golden Canary chega ao leilão

Em 2022, o diamante chegou ao mercado de leilões já com a nova forma. A Sotheby’s ofereceu o Golden Canary em sua venda Magnificent Jewels, em Nova York, com estimativa inicial entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões.

A casa de leilões apresentou a pedra como o maior diamante classificado como Flawless ou Internally Flawless já graduado pelo GIA. O resultado final ficou abaixo da faixa estimada: US$ 12,4 milhões.

O valor se referia à gema de 303,10 quilates, não ao cristal bruto encontrado no Congo nem à versão anterior de 407,48 quilates. A distinção é importante porque as três medidas correspondem a momentos diferentes do mesmo material ao longo de décadas de corte e recorte.

Na escala do GIA, a graduação Internally Flawless indica que não são identificadas inclusões internas sob ampliação de dez vezes por um avaliador especializado. Isso não significa, necessariamente, ausência de qualquer característica externa na superfície da pedra.

O Golden Canary preservou essa classificação mesmo depois do segundo corte. Com 303,10 quilates, passou a ocupar o registro do instituto como o maior diamante internamente sem falhas já graduado por ele e permaneceu entre as maiores gemas polidas conhecidas.

A trajetória documentada conecta o achado casual à peça vendida décadas depois: do bruto de cerca de 890 quilates saíram 15 gemas, a maior chegou primeiro a 407,48 quilates e, após nova lapidação, assumiu a forma de pera e o peso com que foi levada a leilão.

O último recorte sacrificou mais de 100 quilates da maior pedra, mas preservou a graduação de cor e clareza registrada pelo GIA. Foi nessa configuração final que o Golden Canary foi negociado por US$ 12,4 milhões e permaneceu associado ao recorde de maior diamante Internally Flawless já graduado pela instituição.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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