Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Menino de 13 anos cria três negócios, coloca os próprios pais para trabalhar e usa o lucro para pagar sozinho £12 mil por ano de escola particular, além de música e balé

Menino de 13 anos cria três negócios, coloca os próprios pais para trabalhar e usa o lucro para pagar sozinho £12 mil por ano de escola particular, além de música e balé

8 min de leitura

Menino de 13 anos cria três negócios, coloca os próprios pais para trabalhar e usa o lucro para pagar sozinho £12 mil por ano de escola particular, além de música e balé

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 13/09/2026 às 07:11

Curiosidades

Canal

Imagem ilustrativa.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Malaki Conteh começou a buscar formas de ganhar dinheiro ainda criança, vendendo plantas, e transformou a iniciativa em uma rotina empresarial incomum para sua idade. Aos 13 anos, administra três negócios ligados a alimentação e roupas, participa das decisões financeiras e usa os lucros para bancar sua escola de £12 mil por ano, além de aulas extracurriculares.

Aos 13 anos, Malaki Conteh enfrenta uma preocupação financeira que normalmente caberia aos seus pais: encontrar dinheiro suficiente para pagar uma educação particular que custa aproximadamente £12 mil por ano.

Entretanto, o adolescente britânico não depende exclusivamente da renda familiar para cobrir essa despesa. Segundo reportagem do The Times, Malaki desenvolveu seus próprios negócios e usa parte dos lucros para financiar a escola, aulas de música e balé, além de destinar dinheiro a iniciativas beneficentes.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Logística e Transporte

Motoristas da BR-277 ganham mais 4,5 quilômetros de terceira faixa entre Curitiba e o litoral, e trecho ampliado em São José dos Pinhais chega a 32 quilômetros

Motoristas que circulam entre Curitiba e o Porto de Paranaguá já usam mais 4,5 quilômetros de terceira faixa na BR-277, elevando para 32 quilômetros o total ampliado em São José…

Paulo Nogueira

0

O mais incomum é que sua experiência com dinheiro começou muito antes.

Aos 6 anos, Malaki já procurava maneiras de levantar recursos. Começou vendendo plantas e, com o passar dos anos, transformou pequenas iniciativas em empreendimentos mais estruturados.

Hoje, segundo o jornal britânico, ele está envolvido em três negócios, incluindo uma operação de comida caribenha e uma marca de roupas vendida pela internet.

Tudo começou quando ele tinha apenas 6 anos

A primeira motivação de Malaki não foi simplesmente acumular dinheiro.

Desde pequeno, ele demonstrava interesse pela música e pelo canto. Aos 6 anos, começou a procurar maneiras de levantar recursos e passou a vender plantas.

A experiência colocou o garoto em contato cedo com uma lógica bastante simples: encontrar algo que outras pessoas desejavam, vender e utilizar o dinheiro para financiar seus próprios objetivos.

Com o passar dos anos, porém, as iniciativas ficaram mais sofisticadas.

Em vez de permanecer apenas nas pequenas vendas, Malaki começou a participar da construção de negócios de verdade. Aos 13 anos, sua rotina já envolvia decisões sobre produtos, operação e dinheiro.

Casos de empreendedorismo nessa idade também aparecem no Brasil. O CPG mostrou como dois adolescentes de 12 e 13 anos em Manaus transformaram impressão 3D em negócio e chegaram a produzir um pedido de 800 bottons para a própria escola. Assim como Malaki, eles conciliam estudos com produção, clientes e planos de expansão.

Aos 13 anos, ele já está envolvido em três negócios

A pequena venda de plantas ficou para trás.

Segundo o The Times, Malaki atualmente participa de três empreendimentos. Entre eles está uma operação especializada em comida caribenha, com presença no sul de Londres e em Surrey, além de uma marca de roupas comercializada pela internet.

A reportagem chama atenção para outro detalhe: seus pais ajudam nas atividades empresariais, mas Malaki os trata como funcionários dentro da estrutura dos negócios.

Naturalmente, por ter apenas 13 anos, existe apoio familiar. Isso não significa que o adolescente opere sozinho todas as questões jurídicas e administrativas que uma empresa exige.

Ainda assim, segundo o relato apresentado pelo jornal, ele participa ativamente da rotina e das decisões financeiras.

Lucro ajuda a pagar £12 mil de escola por ano

É aqui que a história muda de escala.

Malaki estuda na Prebendal School, em Chichester, e o custo apresentado pela reportagem é de aproximadamente £12 mil anuais. O adolescente utiliza os resultados de seus negócios para ajudar a financiar essa educação.

Além da escola, o dinheiro cobre atividades ligadas à sua formação artística, incluindo música e balé.

Portanto, não se trata simplesmente de um adolescente vendendo produtos para comprar videogames ou aumentar a mesada.

Parte da renda financia diretamente sua educação.

Imagem ilustrativa.

O valor ganha ainda mais peso quando colocado no contexto britânico. Dados de 2026 do Independent Schools Council citados pela AJ Bell apontam uma média de £6.226 por trimestre, ou £18.678 anuais, para escolas particulares diurnas no Reino Unido.

Assim, os £12 mil atribuídos à escola de Malaki representam uma despesa relevante, embora inferior à média apresentada para esse segmento.

Outro menino de 13 anos usou vendas para pagar curso de design

O caso encontra um paralelo interessante no Brasil.

Recentemente, o CPG contou a história de um menino que ganhou uma impressora 3D de R$ 3,5 mil aos 13 anos, aproveitou a Copa do Mundo para fabricar produtos e usou parte do dinheiro para pagar um curso de design.

Luca Bernardo de Albuquerque produziu mais de 100 caixinhas para figurinhas em pouco mais de um mês durante o período retratado. Os produtos eram vendidos por valores entre R$ 30 e R$ 50, segundo a reportagem do CPG.

Existe uma semelhança importante entre as duas histórias.

Nos dois casos, o dinheiro obtido por adolescentes não ficou restrito ao consumo imediato. Parte da renda voltou para educação e desenvolvimento de novas habilidades.

Para Malaki, isso significa financiar escola, música e balé. Para Luca, significou pagar um curso relacionado justamente à tecnologia utilizada para produzir seus produtos.

Negócio de comida caribenha levou atividade para outro nível

No caso britânico, entretanto, Malaki avançou além de pequenos produtos vendidos ocasionalmente.

O negócio de comida caribenha passou a operar em diferentes pontos no sul de Londres e em Surrey, segundo o The Times. Paralelamente, o adolescente desenvolveu sua atuação no comércio eletrônico por meio da marca de roupas.

Essa diversificação também reduz a dependência de uma única fonte de receita.

Enquanto a alimentação depende de produção, clientes e operação física, a marca de roupas utiliza a internet como canal comercial.

O The Times apresenta Malaki dentro de um fenômeno mais amplo: crianças da Geração Alpha que estão entrando no empreendedorismo muito antes da idade tradicional para o primeiro emprego.

Redes sociais, comércio eletrônico e ferramentas digitais diminuíram algumas barreiras que existiam para pequenos vendedores. Contudo, apoio familiar, capital, acesso à tecnologia e condições socioeconômicas continuam produzindo diferenças enormes entre os jovens.

Ele também é cantor e ocupa posição de destaque no coral

Os negócios não são a única atividade de Malaki.

O adolescente também atua como head chorister, posição de liderança no coral da Catedral de Chichester, enquanto estuda na Prebendal School.

Isso ajuda a explicar por que música aparece com tanta força na destinação do dinheiro.

Seu interesse artístico começou ainda na infância e acompanha a trajetória empresarial. Portanto, ganhar dinheiro não aparece como objetivo isolado, mas também como uma maneira de financiar oportunidades que deseja manter.

Ao mesmo tempo, o adolescente precisa conciliar escola, música, balé e participação nos negócios.

Os pais ajudam, mas dentro dos negócios são tratados como funcionários

Talvez um dos detalhes mais curiosos da reportagem esteja na inversão dos papéis familiares.

Normalmente, adolescentes ajudam eventualmente em empresas criadas pelos pais.

Na história de Malaki, ocorre algo diferente.

Os pais participam dos empreendimentos criados pelo filho, enquanto o adolescente permanece envolvido nas decisões financeiras e na operação. O The Times descreve os pais como funcionários dentro desses negócios, embora naturalmente continuem oferecendo o suporte necessário a um empreendedor de apenas 13 anos.

É importante não transformar esse detalhe em uma narrativa de independência absoluta.

Um menor dessa idade depende de adultos para diversas responsabilidades legais e práticas. A força da história está justamente no nível incomum de participação empresarial de Malaki, e não na ideia de que ele viva ou administre empresas completamente sem supervisão.

No Brasil, outro empreendedor começou exatamente aos 13 anos

A idade também aparece em uma história brasileira de longo prazo.

O CPG mostrou como Guilherme Temperani começou aos 13 anos distribuindo panfletos de bicicleta em São Paulo, contratava colegas para ajudá-lo e posteriormente passou a comandar um complexo gastronômico de 4 mil m².

Naturalmente, não é possível saber se Malaki seguirá trajetória semelhante.

Ele tem apenas 13 anos, e seus negócios ainda podem mudar completamente ao longo dos próximos anos.

O paralelo serve para mostrar outro aspecto: experiências comerciais iniciadas na adolescência podem funcionar como aprendizado sobre preço, margem, clientes, negociação e reinvestimento, mesmo quando aquele primeiro negócio não se transforma na profissão definitiva.

The Times encontrou outros jovens ganhando milhares de libras

Malaki também não aparece sozinho na reportagem.

O jornal britânico encontrou outros representantes da Geração Alpha que transformaram interesses pessoais em pequenos negócios.

Uma delas é Grace Somefun, de 14 anos, que identificou uma oportunidade no mercado de beleza e criou sua própria marca.

Outro exemplo é Archie Elliott, de apenas 9 anos, que vende brinquedos usados em mercados e já havia economizado mais de £3.600.

Os casos possuem escalas diferentes, mas compartilham um elemento: crianças e adolescentes passaram de consumidores para vendedores muito cedo.

No caso de Malaki, porém, existe um componente adicional capaz de tornar a história especialmente atraente: o dinheiro ajuda a pagar sua própria educação.

Dos primeiros vasos de plantas a £12 mil de escola

A trajetória chama atenção principalmente pela idade em que cada etapa ocorreu.

Malaki começou a levantar dinheiro vendendo plantas aos 6 anos. Depois, ampliou sua experiência comercial e chegou aos 13 envolvido em três negócios.

Agora, parte dos resultados ajuda a financiar uma escola cujo custo informado pelo The Times chega a aproximadamente £12 mil por ano, além de música e balé.

Ao mesmo tempo, seus pais trabalham com ele e o adolescente participa das decisões financeiras das operações.

A história não significa que toda criança precise pagar pela própria educação, nem que empreender tão cedo seja uma fórmula replicável para qualquer família. O caso é extraordinário justamente porque foge do padrão.

Para Malaki, porém, aquilo que começou aos seis anos com a venda de algumas plantas evoluiu até um ponto incomum: antes mesmo de chegar ao ensino médio, ele já usa dinheiro produzido por seus negócios para investir na própria formação.

E você, acha positivo um adolescente aprender a administrar negócios e dinheiro tão cedo ou acredita que essa responsabilidade deveria ficar exclusivamente com os adultos?

Fonte

The Times


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

Sair da versão mobile