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Menino de 7 anos escreve ao Papai Noel sem pedir brinquedos, dizendo que seu sonho é ganhar carne, mãe revela que há meses comprava ossos no açougue, carta viraliza e vaquinha arrecada R$ 32 mil para pagar contas, comprar camas novas e reformar a casa

Menino de 7 anos escreve ao Papai Noel sem pedir brinquedos, dizendo que seu sonho é ganhar carne, mãe revela que há meses comprava ossos no açougue, carta viraliza e vaquinha arrecada R$ 32 mil para pagar contas, comprar camas novas e reformar a casa

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Menino de 7 anos escreve ao Papai Noel sem pedir brinquedos, dizendo que seu sonho é ganhar carne, mãe revela que há meses comprava ossos no açougue, carta viraliza e vaquinha arrecada R$ 32 mil para pagar contas, comprar camas novas e reformar a casa

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 10/09/2026 às 10:46

Curiosidades

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Menino de 7 anos pede carne ao Papai Noel em carta, família revela que vivia comprando ossos para comer e vaquinha de R$ 32 mil permite reformar a casa e pagar contas atrasadas. (Foto: Arquivo pessoal)

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Hector Fros de Braz, de 7 anos, escreveu em dezembro de 2021 que queria carne para dividir com a família de Arroio Grande, no Rio Grande do Sul. A mãe estava desempregada, a energia havia sido cortada e o padrasto fazia bicos; meses depois, uma campanha que nasceu após a repercussão da carta deixou R$ 32 mil e permitiu reformar a casa.

Hector Fros de Braz tinha 7 anos quando recebeu na escola a tarefa de escrever o que gostaria de ganhar no Natal. Em vez de brinquedo, escolheu comida: pediu carne para passar a data com a família. A carta ganhou as redes sociais em dezembro de 2021 e expôs a situação dentro da casa onde vivia, na zona rural de Arroio Grande, no Rio Grande do Sul.

A família vinha enfrentando dificuldades financeiras desde o início da pandemia. Segundo relato da mãe, Patrícia Braz, os ossos vendidos no açougue haviam entrado na alimentação porque eram o que ela conseguia comprar. Quando a história foi divulgada, a residência estava sem energia elétrica por falta de pagamento.

O caso inicialmente levou à criação de uma vaquinha para comprar mantimentos e colocar as contas básicas em dia. A arrecadação, porém, cresceu depois que a carta circulou pela internet. Em abril de 2022, uma atualização publicada pelo Só Notícia Boa informou que a campanha havia alcançado R$ 32 mil, dinheiro usado em alimentação, contas atrasadas e melhorias na residência.

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“Meu sonho é ganhar uma carne para passar com a minha família”

A carta surgiu a partir de uma atividade escolar. Hector estudava na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Goulart e, segundo o Jornal Tradição Regional, uma professora incentivou os alunos a escreverem o que gostariam de ganhar no Natal.

O pedido do menino foi direto, “Papai Noel, meu sonho é ganhar uma carne para passar com a minha família, tenho 7 anos, muito obrigado Papai Noel.”

Menino de 7 anos pede carne ao Papai Noel em carta e mobiliza vaquinha de R$ 32 mil.

Patrícia, então com 35 anos, publicou uma foto da carta nas redes sociais na esperança de conseguir ajuda. A primeira entrega, segundo ela contou ao jornal de Arroio Grande, veio de uma pessoa ligada à escola que preferiu não se identificar. Depois que a publicação começou a circular, outras doações chegaram.

Ossos haviam virado alternativa para colocar comida em casa

Por trás do pedido havia uma situação que já se arrastava desde o início da pandemia.

Patrícia estava desempregada. O padrasto de Hector, Leandro Alves Medeiros, fazia trabalhos temporários roçando terrenos. Na casa também viviam outros três irmãos do menino, e a renda não estava sendo suficiente para manter alimentação e contas básicas.

Em entrevista publicada pelo Só Notícia Boa em 7 de dezembro de 2021, a mãe contou que a família comprava ossos no açougue porque eram mais baratos. O Metrópoles também registrou, naquele mesmo dia, que a família vinha recorrendo aos ossos desde o início da pandemia.

A carne que Hector colocou na carta, portanto, não era apenas um item pensado para uma ceia diferente. Ela havia se tornado um alimento fora da rotina daquela casa.

“Ou pagava a conta de luz ou a gente comia”

A dificuldade não estava restrita à alimentação.

No dia 6 de dezembro de 2021, quando a família conversou com o Só Notícia Boa, a energia elétrica da residência havia acabado de ser cortada depois de meses de contas não pagas.

Patrícia resumiu a escolha que vinha enfrentando: “Ou pagava a conta de luz ou a gente comia.”

Também havia risco de corte no abastecimento de água. Para evitar que isso acontecesse, ela relatou ter pedido dinheiro emprestado a amigos. Enquanto a casa estava sem eletricidade, as crianças seriam levadas para a residência de uma cunhada.

Na publicação do Metrópoles de 7 de dezembro, a arrecadação ainda estava em cerca de R$ 9 mil. O objetivo naquele momento era garantir cestas básicas e mantimentos por pelo menos seis meses e pagar a energia elétrica.

Mãe avisou que carne estava cara, mas Hector manteve o pedido

Mãe de Hector contou que a família comprava ossos no açougue porque não conseguia pagar pela carne.

Hector havia aprendido a escrever naquele ano e fez a própria carta, com a mãe por perto para ajudá-lo.

Patrícia contou posteriormente que chegou a alertar o filho de que talvez o pedido não fosse atendido, porque o preço da comida estava alto.

A resposta do menino, segundo o relato dela, foi que a mãe poderia ficar tranquila porque o Papai Noel ajudava todo mundo.

Com a fotografia da carta nas redes sociais, a história deixou Arroio Grande e começou a ser compartilhada em outras regiões. Em 8 de dezembro, a Folha Vitória já registrava mais de R$ 22 mil arrecadados, diante de uma meta então estabelecida em R$ 40 mil.

Vaquinha chega a R$ 32 mil e pedido por carne muda a situação da família

Três meses depois do encerramento da campanha, o resultado já podia ser medido para além da ceia de Natal.

Em reportagem publicada em 19 de abril de 2022, o Só Notícia Boa informou que a vaquinha terminou com R$ 32 mil arrecadados. De acordo com a publicação, o valor foi destinado a melhorias na residência, compra de alimentos e pagamento de contas que estavam atrasadas.

Patrícia relatou que conseguiu reformar toda a casa e comprar camas novas para as crianças. As paredes tinham buracos e partes deterioradas, que foram reparadas e pintadas. A família também comprou sofá, rack e uma televisão, item que não possuía antes da campanha.

Parte da arrecadação ainda foi usada para tentar criar uma nova fonte de renda. Patrícia e Leandro compraram um equipamento de limpeza e começaram a oferecer o serviço em residências da cidade.

Família recebeu alimentos suficientes para dividir doações com outras pessoas

A repercussão da carta também levou à chegada de cestas básicas e doações de alimentos que não faziam parte diretamente dos R$ 32 mil da campanha.

Como a quantidade recebida superou o que a família precisava naquele momento, Patrícia, Leandro e Hector decidiram repassar parte dos alimentos para outras famílias em situação de necessidade em Arroio Grande, segundo a atualização publicada em abril de 2022.

Assim, o pedido escrito por um menino de 7 anos para ter carne em casa no Natal terminou produzindo um resultado muito maior do que aquele registrado inicialmente na folha de papel. A campanha ajudou a colocar contas em dia, levou alimentos para a residência, financiou uma reforma, permitiu comprar camas para as crianças e ainda deixou parte das doações circular entre outras famílias da cidade.

O que mais chama sua atenção nessa história: o pedido feito por Hector na carta ou o que aconteceu depois que ela chegou às redes sociais? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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