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Mensagem em uma garrafa escrita por adolescente em 1975 é encontrada 40 anos depois no Alasca

Mensagem em uma garrafa escrita por adolescente em 1975 é encontrada 40 anos depois no Alasca

4 min de leitura

Mensagem em uma garrafa escrita por adolescente em 1975 é encontrada 40 anos depois no Alasca

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 03/09/2026 às 07:57

Atualizado em 03/09/2026 às 07:58

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Os bilhetes preservados dentro de uma pequena garrafa verde traziam os nomes de Susan Cordell e Amy Beth Heinkel e permitiram localizar uma das autoras. O percurso feito pelo recipiente entre a costa de Washington e o Golfo do Alasca, porém, nunca pôde ser reconstruído.

Uma pequena garrafa verde lançada ao mar por duas estudantes de Port Townsend, no estado de Washington, permaneceu sem destino conhecido por cerca de quatro décadas. Quando reapareceu na costa do Alasca, os papéis guardados em seu interior ainda continham informações suficientes para identificar as autoras.

A história foi registrada pelo The Weather Channel, que atribuiu os bilhetes a Susan Cordell e Amy Beth Heinkel. As duas viviam em Port Townsend quando escreveram as mensagens e colocaram os papéis dentro do recipiente antes de lançá-lo ao mar.

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O lançamento ocorreu em 1975, a partir da região de Fort Worden, na costa do Pacífico. As estudantes pediam que a pessoa que encontrasse a garrafa escrevesse para o endereço informado no bilhete, permitindo que elas descobrissem onde o objeto havia aparecido.

Depois que a garrafa entrou na água, não houve qualquer forma de acompanhar seu deslocamento. O recipiente não possuía rastreador ou outro mecanismo de localização, e a experiência feita pelas jovens acabou permanecendo como uma lembrança sem resposta durante décadas.

O reencontro ocorreu em 4 de abril de 2015, quando Mikki Stazel e o namorado, Kevin Easley, percorriam uma área costeira do Golfo do Alasca. O casal procurava objetos trazidos pelo oceano quando encontrou a pequena garrafa e percebeu que havia papéis guardados em seu interior.

A descoberta não ocorreu durante uma busca por mensagens antigas. Depois de examinarem o recipiente e lerem as informações preservadas nos bilhetes, Stazel e Easley passaram a procurar as pessoas identificadas nos papéis para descobrir quem havia colocado a garrafa no mar.

Bilhetes permitiram localizar uma das autoras

Os nomes escritos pelas adolescentes foram decisivos para reconstruir a origem do objeto. A busca realizada a partir dessas informações levou até Susan Cordell, que recebeu uma mensagem informando que um bilhete escrito por ela havia sido encontrado muitos anos depois no Alasca.

Cordell reconheceu o episódio e confirmou que havia preparado as mensagens ao lado de Amy Beth Heinkel. O contato trouxe de volta uma experiência da juventude que havia permanecido sem desfecho conhecido desde que as duas lançaram a garrafa nas águas próximas a Fort Worden.

A iniciativa não fazia parte de um projeto científico nem de uma tentativa organizada de estudar as correntes oceânicas. As estudantes aproveitaram pequenos pedaços de papel que tinham disponíveis, escreveram os recados, encontraram uma garrafa e decidiram colocá-la no mar.

A simplicidade do material tornou a preservação das mensagens especialmente importante para a identificação. Mesmo depois do longo intervalo, nomes e outras informações continuavam legíveis, o que permitiu relacionar o recipiente encontrado no Alasca às duas estudantes que haviam vivido em Port Townsend.

O pedido deixado no papel também pôde ser atendido, embora com décadas de atraso. A intenção das adolescentes era justamente receber uma resposta de quem encontrasse a garrafa e saber em qual lugar ela havia reaparecido depois de ser carregada para longe da costa de Washington.

Quando recebeu o contato, Cordell já vivia no Havaí e trabalhava como cientista. A descoberta, portanto, chegou em uma etapa da vida muito diferente daquela em que ela e a amiga haviam preparado os bilhetes e lançado o recipiente ao Pacífico.

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Percurso da garrafa continua sem resposta

A distância entre Port Townsend e o Golfo do Alasca chamou atenção para o caminho que o recipiente poderia ter feito ao longo das quatro décadas. Uma pessoa ligada à oceanografia consultada por Cordell considerou possível que a garrafa tivesse percorrido uma rota muito mais ampla antes de chegar ao local da descoberta.

Essa avaliação foi apresentada como possibilidade relacionada ao comportamento das correntes do Pacífico, e não como reconstrução comprovada do percurso. Sem registros contínuos de posição, não é possível determinar por quais regiões a garrafa passou nem quanto tempo permaneceu efetivamente no mar.

Também não há informação que permita saber se o recipiente ficou retido em alguma praia ou faixa costeira durante parte desse período. O intervalo entre o lançamento e o reencontro registra apenas o tempo decorrido entre os dois eventos conhecidos, sem revelar o que aconteceu com a garrafa entre eles.

Os pontos confirmados são mais limitados: o objeto foi lançado na costa do estado de Washington por Cordell e Heinkel e acabou localizado cerca de 40 anos depois no Golfo do Alasca. Os papéis continuavam protegidos pelo vidro e puderam ser associados às autoras.

O reencontro permitiu ainda recuperar outro detalhe deixado pelas adolescentes no bilhete. Elas haviam prometido uma recompensa a quem encontrasse a mensagem, compromisso que voltou à memória de Cordell depois que Stazel e Easley conseguiram entrar em contato com ela.

Cordell enviou produtos do Havaí aos responsáveis pelo achado como forma de agradecimento, cumprindo décadas depois a recompensa mencionada na mensagem que havia colocado dentro da garrafa ainda na juventude.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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