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Morador liga em pânico dizendo que buraco de 24 metros se abriu no próprio quintal em bairro da Pensilvânia; medição oficial encontra cratera de 12 metros ligada a mina de carvão abandonada, e quatro famílias são tiradas de casa às pressas
Escrito por Carla Teles
Publicado em 12/09/2026 às 14:06
Atualizado em 12/09/2026 às 14:11
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A ligação foi feita por volta das 15h25 de domingo, no cruzamento da College Avenue com a Jefferson Avenue, em Dunmore, próximo a Scranton (Pensilvânia). Bombeiros locais e o Departamento de Proteção Ambiental do estado foram acionados para avaliar o caso.
Um morador de Dunmore, na Pensilvânia (EUA), ligou apavorado para o serviço de emergência na tarde de domingo relatando que um buraco de “24 metros de profundidade” havia se aberto em seu próprio quintal, e a chamada levou à evacuação às pressas de quatro famílias vizinhas.
A medição oficial dos bombeiros encontrou um número bem menor, mas ainda assim impressionante: uma cratera de 12 metros de profundidade, causada por uma mina de carvão abandonada antes de 1977. Em menos de uma hora, os moradores já haviam sido liberados para voltar, mas a causa exata e o destino de outras propriedades da região seguem sob investigação, sem resposta do próprio administrador do distrito.
A ligação de emergência que assustou o bairro
Era por volta das 15h25 de domingo, 1º de junho de 2025, quando o telefone de emergência tocou em Dunmore. Do outro lado da linha, um morador do endereço 1402 College Ave relatava, em pânico, que o próprio quintal havia cedido: segundo ele, um buraco de cerca de 80 pés de profundidade, o equivalente a aproximadamente 24 metros, tinha se aberto ali mesmo, sem aviso prévio.
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Uma ligação como essa, descrevendo uma cavidade de escala tão grande em pleno bairro residencial, é o tipo de alerta que nenhuma central de emergência pode se dar ao luxo de ignorar. A resposta foi imediata: equipes de resgate foram despachadas para o local ainda naquela tarde, sem saber ao certo, àquela altura, o que de fato encontrariam.
O que os bombeiros encontraram de verdade
Ao chegar ao endereço, o Corpo de Bombeiros de Dunmore fez sua própria medição, e o resultado foi bem diferente do relato inicial. Segundo Patti Monahan, gerente regional de comunicações do escritório regional nordeste do Departamento de Proteção Ambiental (DEP), a cratera tinha entre 3,6 e 4,2 metros de diâmetro por cerca de 12 metros de profundidade.
A diferença entre os “24 metros” do relato inicial e os 12 metros medidos oficialmente é enorme, metade do que havia sido descrito. Ainda assim, uma cavidade de 12 metros de profundidade não deixa de ser impressionante: é o suficiente para engolir, na vertical, um prédio de quatro andares. A Agência de Gerenciamento de Emergências da Pensilvânia também foi acionada e passou a acompanhar o caso diretamente com o DEP.
Uma mina de carvão esquecida sob o bairro
Assista o vídeo
A explicação para a cratera não demorou a aparecer: autoridades do Departamento de Recuperação de Minas Abandonadas confirmaram que o colapso estava ligado a atividades de mineração de carvão anteriores a 1977. Segundo publicação no site oficial da Commonwealth da Pensilvânia, o Bureau of Abandoned Mine Reclamation, nome oficial do órgão, existe justamente para lidar com problemas herdados dessas minas antigas: incêndios subterrâneos, subsidência do solo, taludes perigosos, poços e portais abertos, e até contaminação de água causada pela extração histórica de carvão.
Dunmore e a vizinha Scranton fazem parte de uma das regiões mais mineradas dos Estados Unidos no século 20, com uma malha extensa de túneis escavados sob o que hoje são ruas, quintais e garagens comuns. Boa parte dessas estruturas nunca foi mapeada com precisão, o que ajuda a explicar por que um bairro aparentemente estável pode, décadas depois, ceder do nada.
Quatro famílias fora de casa, por menos de uma hora
Enquanto a causa era investigada, quatro imóveis próximos à cratera foram evacuados por precaução: os números 1400, 1402 e 1404 da College Avenue, além do endereço 2216 da Jefferson Avenue. A saída dos moradores começou por volta das 15h36 de domingo.
Menos de uma hora depois, por volta das 16h09, a situação já havia sido considerada segura o suficiente para que todos voltassem para casa. “Todos estão seguros e tudo está bem”, resumiu Patti Monahan, do DEP, sobre o desfecho imediato da evacuação. Uma reviravolta rápida para um susto que, minutos antes, parecia sugerir um buraco quatro vezes maior do que o real.
O que ainda ninguém explicou
Apesar da liberação rápida dos moradores, o caso está longe de encerrado. Autoridades do Departamento de Recuperação de Minas Abandonadas afirmaram que continuariam investigando tanto a causa exata do colapso quanto a melhor forma de aterrar definitivamente a cavidade, o que inclui avaliar se estruturas de mineração semelhantes podem representar risco para outras propriedades da região, algo que, até o momento, não havia sido descartado nem confirmado publicamente.
Uma pergunta em especial ficou sem resposta: tentativas de contato com Greg Wolff, administrador do distrito de Dunmore, na segunda-feira seguinte ao caso, não obtiveram retorno. Enquanto o silêncio da administração local persistia, o episódio reforçava uma dúvida incômoda para quem mora na região: quantas outras minas esquecidas ainda existem sob os bairros de Dunmore, à espera do próximo domingo em que alguém vai ligar apavorado para o serviço de emergência.
Você mora perto de uma área com histórico de mineração ou já percebeu rachaduras e afundamentos estranhos no terreno de casa? Conte sua experiência nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

