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Moradores do Amazonas terão 42,4 milhões de litros estocados para manter termelétricas na estiagem com antecipação de R$ 308,4 milhões

Moradores do Amazonas terão 42,4 milhões de litros estocados para manter termelétricas na estiagem com antecipação de R$ 308,4 milhões

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Moradores do Amazonas terão 42,4 milhões de litros estocados para manter termelétricas na estiagem com antecipação de R$ 308,4 milhões

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 11/09/2026 às 11:34

Atualizado em 11/09/2026 às 11:40

Geração de Energia

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O estoque de combustível para térmicas no Amazonas terá 42,4 milhões de litros após a Aneel autorizar a antecipação de R$ 308,4 milhões, medida voltada a manter usinas de sistemas isolados abastecidas durante a estiagem e a dificuldade sazonal de navegação.

A decisão foi aprovada por unanimidade em 8 de setembro e organiza um estoque estratégico para localidades que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional. O dinheiro será pago aos fornecedores mediante documentos fiscais, não entregue livremente às geradoras para outra finalidade.

Além disso, a antecipação será devolvida à Conta de Consumo de Combustíveis em parcelas corrigidas. Trata-se de mudança no calendário financeiro, não de gasto definitivo novo.

Três empresas concentram os 42,4 milhões de litros

A maior parcela atende a Aggreko, com 36.431.302 litros e antecipação aproximada de R$ 266,2 milhões para suas operações. A Powertech terá 4,24 milhões de litros, equivalentes a cerca de R$ 30,2 milhões. A Oliveira receberá cobertura para 1,687 milhão de litros e R$ 12 milhões.

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Paulo Nogueira

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Somados, os volumes chegam a 42,4 milhões de litros e os valores a R$ 308,4 milhões, conforme a decisão regulatória.

Combustível precisa chegar antes de o rio baixar

Em muitas localidades amazônicas, barcos e balsas transportam combustível até usinas que sustentam o fornecimento elétrico de comunidades distantes da rede nacional. Quando o nível dos rios diminui, calado, rota e capacidade das embarcações podem ficar limitados. Esperar a escassez torna o abastecimento mais difícil.

A formação antecipada do estoque tenta deslocar esse risco no tempo, garantindo disponibilidade antes do período mais crítico da logística fluvial.

Usinas de sistemas isolados dependem de combustível entregue por uma logística sensível ao nível dos rios; imagem ilustrativa.

Aggreko atende 33 localidades isoladas

A operação vinculada à Aggreko alcança 33 localidades. A Powertech atende outras sete, segundo as informações apresentadas na análise do processo. Cada ponto precisa equilibrar consumo esperado, capacidade de armazenamento e frequência de entrega. Um atraso pode pressionar rapidamente a reserva disponível.

Por isso, a medida não se resume a comprar litros. Ela depende de planejamento local e comprovação do combustível efetivamente armazenado.

Pagamento terá verificação de notas até 18 de setembro

Os fornecedores deverão apresentar documentação fiscal até 18 de setembro. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica fará o pagamento até o dia 21. O desenho procura ligar a liberação do recurso a uma compra identificável. Assim, a antecipação pode ser acompanhada dentro das regras da conta setorial.

A logística de transporte ficou fora do valor antecipado. O montante aprovado cobre o combustível que formará o estoque estratégico.

Valores voltarão à conta setorial em cinco parcelas

As empresas deverão devolver a antecipação em cinco parcelas mensais, com correção pelo IPCA, por meio de desconto nos créditos futuros. Esse mecanismo explica por que a Aneel considera a operação uma antecipação financeira sem novo custo final para o consumidor.

Ainda existe custo de oportunidade e necessidade de fiscalização, mas o valor principal retorna à Conta de Consumo de Combustíveis pelo calendário definido.

Complexos térmicos mantêm o fornecimento em localidades amazônicas fora do sistema interligado; imagem ilustrativa.

Previsão climática elevou a urgência do estoque

A análise considerou probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de El Niño entre setembro e janeiro, com efeito potencial sobre chuvas e vazões.

Também foi mencionada chance de 69% de o evento estar entre os mais fortes desde 1950. São projeções climáticas, não garantia de cenário.

A incerteza não elimina a prevenção. Em um sistema isolado, preparar reserva costuma ser menos arriscado que reagir depois da restrição de transporte.

CCEE já havia liberado uma antecipação menor

Antes desta decisão, a CCEE havia aprovado aproximadamente R$ 240 milhões para a compra de 33,7 milhões de litros.

A nova autorização amplia volume e valor diante da avaliação mais recente. A comparação mostra que o estoque foi recalculado, não criado do zero.

Uma sala de situação instalada pelo Ministério de Minas e Energia em agosto acompanha as condições de abastecimento e a evolução da estiagem.

Morador deve sentir continuidade, não o movimento financeiro

Para quem depende da energia local, o resultado esperado é simples: manter iluminação, comunicação, refrigeração, escolas, unidades de saúde e pequenos negócios funcionando.

A autorização descrita pela Fecombustíveis atua nos bastidores para reduzir a chance de falta de geração.

O teste real será acompanhar se o volume comprado chega às localidades, permanece disponível e atravessa o período crítico sem falhas de abastecimento.

O controle começa nas notas fiscais, mas precisa alcançar tanques, volumes entregues e consumo observado em cada sistema atendido.

Diferenças entre previsão e demanda podem exigir remanejamento ou novas decisões, especialmente se a estiagem durar mais que o cenário adotado.

A geração térmica tem custo elevado, porém continua sendo a principal fonte disponível em diversas localidades afastadas da rede interligada.

Enquanto obras de conexão não chegam, a população depende da combinação entre usina operacional, combustível armazenado e transporte capaz de vencer as distâncias.

Hospitais e sistemas de comunicação tornam essa continuidade ainda mais sensível, porque interrupções prolongadas ultrapassam o desconforto doméstico.

A devolução parcelada protege a conta setorial, desde que descontos futuros sejam aplicados corretamente e não haja pagamento duplicado pelo mesmo combustível.

O valor destinado a cada empresa reflete volume e condições apresentadas no processo, sem indicar necessariamente igualdade de preço por litro.

Logística, localização, tipo de combustível e contratos podem produzir diferenças que só uma análise detalhada dos documentos permitiria comparar.

Para o morador, acompanhar alertas locais e comunicar falhas ajuda a revelar rapidamente quando a reserva financeira não se converte em fornecimento.

A prevenção foi autorizada antes do período mais crítico. Agora, empresas e órgãos responsáveis precisam demonstrar que a execução acompanhou a urgência.

Boletins sobre níveis dos rios e geração podem ajudar a calibrar o uso do estoque ao longo dos meses de maior restrição.

Se as condições forem menos severas, parte da reserva permanecerá disponível; se piorarem, o planejamento precisará reagir antes que os tanques atinjam níveis críticos.

O estoque antecipado será suficiente para manter a energia nas comunidades amazonenses durante toda a estiagem?

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Fonte

Fecombustíveis


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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