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Moradores na divisa de Minas Gerais e Goiás verão hidrelétrica ganhar 310 MW com obra de R$ 1,4 bilhão após contrato com consórcio chinês

Moradores na divisa de Minas Gerais e Goiás verão hidrelétrica ganhar 310 MW com obra de R$ 1,4 bilhão após contrato com consórcio chinês

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Moradores na divisa de Minas Gerais e Goiás verão hidrelétrica ganhar 310 MW com obra de R$ 1,4 bilhão após contrato com consórcio chinês

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 11/09/2026 às 03:04

Atualizado em 11/09/2026 às 03:40

Geração de Energia

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A expansão da UHE São Simão ganhou seu principal contrato de engenharia e montagem para acrescentar 310 MW, elevar a usina acima de 2 GW e colocar em operação uma sétima unidade geradora em 2030, dentro de um investimento estimado em R$ 1,4 bilhão.

A SPIC Brasil escolheu um consórcio formado por duas empresas chinesas após processo competitivo. O acordo materializa uma etapa que havia sido contratada no leilão de março. Segundo reportagem da Reuters, o projeto completo exigirá R$ 1,4 bilhão, embora o valor específico do contrato não tenha sido divulgado.

A nova máquina aproveitará espaço previsto desde a construção original da barragem, na divisa de São Simão, em Goiás, com Santa Vitória, em Minas Gerais.

Duas companhias dividirão engenharia e montagem

A Dongfang Electric Corporation ficará responsável pela engenharia, supervisão técnica e fornecimento do gerador e da turbina do tipo Francis. A China Gezhouba Group Corporation, conhecida como CGGC, executará os serviços de montagem da nova unidade dentro do canteiro da hidrelétrica.

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Essa divisão coloca fabricação, projeto e trabalho de campo em contratos coordenados. O desempenho de uma frente afetará diretamente a sequência da outra.

Obras civis terão uma empresa brasileira

O projeto também conta com parceiros de outras etapas. A SEEL Engenharia venceu o pacote de obras civis necessário para preparar a instalação. A Tractebel Engineering fará a engenharia do proprietário, função de acompanhamento técnico dos contratos. O Egis Group responderá pelo pacote ambiental.

Portanto, a expansão mobiliza um arranjo maior que o consórcio chinês. Construção, controle, meio ambiente, montagem e fornecimento deverão avançar de forma integrada.

A UHE São Simão já possui espaço previsto para receber uma sétima unidade geradora.

Sétima unidade acrescentará 310 megawatts

A UG7 terá 310 MW de potência instalada. Somada aos atuais 1.710 MW, levará o complexo a mais de 2 gigawatts. A SPIC informa que a capacidade existente seria suficiente para atender cerca de 6 milhões de residências, referência usada para dimensionar o ativo.

Potência instalada não equivale a geração constante. A produção efetiva depende da água disponível, da operação das máquinas e das necessidades do sistema.

Operação comercial está prevista para 2030

O cronograma aponta o início do suprimento em 2030. O contrato de reserva de capacidade associado ao projeto tem duração de 15 anos. Reserva de capacidade remunera a disponibilidade de potência quando o sistema precisa. Esse serviço ganha relevância com o crescimento de fontes variáveis, como solar e eólica.

A hidrelétrica pode responder rapidamente às mudanças de demanda, desde que tenha água e equipamentos disponíveis. A unidade adicional amplia essa flexibilidade.

Barragem existente evita um novo reservatório

Conforme a SPIC Brasil, a expansão não exigirá ampliar o reservatório nem inundar novas áreas. As intervenções ocorrerão em uma área equivalente a um campo de futebol, que a companhia afirma que será recuperada depois dos trabalhos.

Olhando assim, trata-se de extrair mais potência de uma infraestrutura já construída. Ainda haverá obra e licenciamento ambiental, porém sem nova barragem.

A expansão da usina foi contratada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026.

Modernização iniciada em 2019 ajuda a nova unidade

A usina já passa por um programa de modernização iniciado em 2019, com mais de R$ 1,2 bilhão previstos ao longo de dez anos.

Pontes rolantes da casa de força e sistemas digitais atualizados poderão ser aproveitados pela UG7, gerando ganhos de escala no novo projeto.

A integração reduz duplicações, mas exige compatibilidade entre equipamentos novos e existentes. Comissionamento e controle terão papel decisivo antes da entrada comercial.

Obra deve movimentar trabalhadores dos dois estados

A SPIC prevê empregos diretos e indiretos durante a construção, embora não tenha divulgado quantidade, cargos, salários ou calendário de processos seletivos.

As demandas tendem a alcançar obras civis, montagem eletromecânica, soldagem, elétrica, instrumentação, logística, meio ambiente e segurança do trabalho.

Moradores da divisa devem acompanhar contratadas e canais oficiais. A assinatura do contrato cria demanda futura, mas não autoriza intermediários a cobrar por vagas.

São Simão opera desde 1978 no rio Paranaíba

Inaugurada em 1978, a usina possui barragem de 3.500 metros de comprimento e altura máxima de 127 metros, segundo a operadora.

O reservatório alcança área máxima de 722 quilômetros quadrados e representa parcela relevante do armazenamento do subsistema do rio Paranaíba.

A concessão foi adquirida em leilão em 2017, e a operação sob o atual grupo controlador começou em maio de 2018.

Contrato abre a fase mais concreta da expansão

A vitória no leilão estabeleceu a obrigação. Agora, fornecedores definidos e responsabilidades separadas permitem avançar na engenharia, nos preparativos e no canteiro.

Até 2030, o acompanhamento deverá observar custo, cronograma, segurança e integração com as seis unidades que já produzem energia na usina.

Se a execução cumprir o plano, São Simão ganhará 310 MW sem novo reservatório, usando uma estrutura concebida há quase cinco décadas.

A engenharia detalhada terá de compatibilizar componentes novos com estruturas existentes, mantendo a segurança da barragem e a disponibilidade das unidades atuais.

Trabalhos próximos a equipamentos energizados e sistemas hidráulicos exigem planejamento de isolamento, movimentação de cargas e acesso de equipes especializadas.

Moradores poderão perceber aumento de circulação e serviços durante a obra, mas impactos específicos dependerão do cronograma de mobilização divulgado pela responsável.

A ausência de um novo lago reduz a ocupação territorial, porém o projeto ainda precisa cumprir controles ambientais para cada intervenção realizada.

O contrato de reserva por 15 anos oferece receita associada à disponibilidade da potência quando o sistema precisar acioná-la.

Isso difere de produzir continuamente toda a capacidade adicional. O valor estratégico está em poder responder aos períodos de maior necessidade elétrica.

A gente verá o resultado em etapas: projeto, canteiro, montagem, testes e, se o calendário for cumprido, operação comercial em 2030.

Fornecedores deverão coordenar interfaces entre obras civis, turbina, gerador e sistemas auxiliares, pois atraso em um pacote pode afetar a sequência inteira.

Relatórios de execução permitirão conferir se o investimento de R$ 1,4 bilhão mantém custo e prazo enquanto a usina existente continua operando.

A ampliação de São Simão mostrará que usinas existentes podem ganhar potência com menor impacto territorial?

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Fontes

SPIC Brasil

Reuters


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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