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Motoboy se recusa a entrar em condomínio para fazer entrega na Bahia, discute com policial militar que teria retido sua bicicleta e denuncia agressões e ameaças; Polícia Civil registra trabalhador como vítima, determina exame de lesão e investiga versões conflitantes sobre o episódio

Motoboy se recusa a entrar em condomínio para fazer entrega na Bahia, discute com policial militar que teria retido sua bicicleta e denuncia agressões e ameaças; Polícia Civil registra trabalhador como vítima, determina exame de lesão e investiga versões conflitantes sobre o episódio

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Motoboy se recusa a entrar em condomínio para fazer entrega na Bahia, discute com policial militar que teria retido sua bicicleta e denuncia agressões e ameaças; Polícia Civil registra trabalhador como vítima, determina exame de lesão e investiga versões conflitantes sobre o episódio

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 11/09/2026 às 14:12

Atualizado em 11/09/2026 às 14:13

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Entregador por aplicativo denuncia agressão de PM após se recusar a entrar em condomínio em Vitória da Conquista (BA). Polícia Civil investiga o caso.

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Na noite de domingo (6), na avenida J. Pedral, no bairro Boa Vista, em Vitória da Conquista, a discussão entre o entregador e o policial militar terminou em ocorrência. A 1ª Delegacia Territorial registrou o trabalhador como vítima de agressões físicas e ofensas verbais atribuídas a um condômino do residencial

Um entregador por aplicativo denunciou ter sido agredido por um policial militar depois de se recusar a entrar em um condomínio para deixar um pedido em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Parte da discussão foi gravada pelo próprio trabalhador e publicada nas redes sociais. A Polícia Civil registrou o entregador como vítima na ocorrência e expediu uma guia para exame de lesão.

As informações foram publicadas pelo CORREIO em 8 de setembro de 2026, em reportagem assinada por Wendel de Novais. O caso envolve versões conflitantes apresentadas pelo trabalhador e pela Polícia Militar da Bahia.

Entregador preferiu ficar na portaria e pediu que o cliente descesse

Entregador por aplicativo denuncia agressão de PM após se recusar a entrar em condomínio em Vitória da Conquista (BA). Polícia Civil investiga o caso.

Segundo o entregador, ele optou por permanecer na portaria do residencial em vez de entrar no condomínio. A orientação dada por ele foi que o cliente descesse até a entrada para buscar a encomenda.

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Policial seria o morador responsável pelo pedido

Entregador por aplicativo denuncia agressão de PM após se recusar a entrar em condomínio em Vitória da Conquista (BA). Polícia Civil investiga o caso.

O policial militar, que seria o morador que fez o pedido, foi até a entrada do condomínio depois da recusa. Foi nesse ponto que os dois começaram a discutir, conforme o relato apresentado pelo CORREIO.

Discussão aconteceu na noite de domingo, na avenida J. Pedral

O episódio ocorreu na noite de domingo (6), na avenida J. Pedral, no bairro Boa Vista, em Vitória da Conquista.

A cidade fica no sudoeste baiano e concentra a delegacia que passou a apurar o caso.

Vídeo gravado pelo próprio trabalhador registrou parte da confusão

vídeo: Instagram/redes sociais/ @guerreironews.conquista

Parte da discussão foi registrada em vídeo pelo próprio entregador e depois publicada nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que o trabalhador afirma estar sendo ameaçado.

Nas cenas, segundo o CORREIO, o entregador diz que o policial tentava agredi-lo enquanto segurava sua bicicleta.

‘Em vez de proteger, está querendo agredir cidadão e trabalhador’, diz o entregador na gravação

Na gravação, o entregador se dirige à câmera e descreve o que estaria acontecendo: “Olha aí, querendo me agredir. Ainda fala que é senhor da lei. Em vez de proteger, está querendo agredir cidadão e trabalhador que está aqui desde às 11h trabalhando. […] Quer chamar a polícia para mim e falou que eu agredi ele, mas em nenhum momento eu toquei nele”.

A fala acusa o policial de inverter os papéis na situação, atribuindo ao trabalhador uma agressão que ele nega ter cometido.

‘Você está preso’, afirma o policial em outro trecho do vídeo

Em outro momento da gravação, o policial diz ao trabalhador: “você está preso”.

O entregador responde que o agente poderia chamar a polícia e afirma que aguardaria a chegada de uma equipe no local.

Trabalhador nega ter encostado no policial militar

O entregador volta a negar qualquer agressão em outro trecho registrado: “Olha aqui, querendo me prender só porque eu não quis entrar no condomínio. […] Como faz isso com o trabalhador? Ainda fala que eu quis bater nele. Nenhum momento eu encostei nele”.

PM da Bahia classificou o episódio como ‘situação de desinteligência’

A Polícia Militar da Bahia informou que classificou o caso como uma “situação de desinteligência envolvendo um policial militar e um entregador por aplicativo”.

Segundo a corporação, os policiais que foram ao local haviam sido chamados pelo próprio agente envolvido na discussão.

Policial relatou que o entregador teria se exaltado e o chamado para briga

No relato apresentado à PM, o policial afirmou que o entregador teria se exaltado e dito: “Não sou obrigado a entrar. Se quiser, venha buscar na portaria”.

O agente também relatou que o trabalhador teria adotado uma postura de confronto e o chamado para uma briga.

1ª Delegacia Territorial registrou o entregador como vítima de agressões e ofensas

A 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista registrou uma ocorrência na qual, conforme os primeiros relatos, o entregador aparece como vítima de agressões físicas e ofensas verbais atribuídas a um condômino do residencial.

O registro feito pela Polícia Civil, portanto, coloca o trabalhador na posição de vítima do episódio.

Guia para exame de lesão foi expedida e oitivas estão em andamento

A Polícia Civil informou que foi expedida uma guia para exame de lesão. Diligências e oitivas estão sendo realizadas para esclarecer o caso.

PM afirma que houve retratação e que o entregador apagou os vídeos

A Polícia Militar, por sua vez, afirmou que mediou o conflito no local. Segundo a corporação, o entregador teria apagado os vídeos feitos do solicitante, relatado problemas emocionais e se retratado diante do policial.

Ainda de acordo com a PM, o morador aceitou a retratação e o entregador deixou o local para retornar às suas atividades.

Caso segue sob investigação da Polícia Civil

O registro da ocorrência foi mantido mesmo depois do atendimento feito pela Polícia Militar, e o caso é investigado pela Polícia Civil.

Enquanto as versões do entregador por aplicativo e do policial militar seguem divergentes, cabe à apuração, com as oitivas e o resultado do exame de lesão, esclarecer o que aconteceu na portaria do condomínio em Vitória da Conquista.

Na sua opinião, o entregador tem o direito de recusar a entrada em condomínios e pedir que o cliente desça até a portaria, ou a entrega deve ser feita até a porta do apartamento? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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