Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Motorista de aplicativo aceita corrida para levar passageira em trabalho de parto à Maternidade Mariana Bulhões, percebe que as contrações estavam a menos de 5 minutos e que o trânsito atrasaria a chegada e decide mudar o destino; ele pede ajuda à polícia, refaz o trajeto e ainda faz o parto no banco traseiro do carro

Motorista de aplicativo aceita corrida para levar passageira em trabalho de parto à Maternidade Mariana Bulhões, percebe que as contrações estavam a menos de 5 minutos e que o trânsito atrasaria a chegada e decide mudar o destino; ele pede ajuda à polícia, refaz o trajeto e ainda faz o parto no banco traseiro do carro

4 min de leitura

Motorista de aplicativo aceita corrida para levar passageira em trabalho de parto à Maternidade Mariana Bulhões, percebe que as contrações estavam a menos de 5 minutos e que o trânsito atrasaria a chegada e decide mudar o destino; ele pede ajuda à polícia, refaz o trajeto e ainda faz o parto no banco traseiro do carro

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 12/09/2026 às 12:26

Atualizado em 12/09/2026 às 12:27

Curiosidades

Canal

1 pessoa reagiu a isso.

Prefira o CPG no Google

Após dois cancelamentos anteriores, Luzimary dos Reis conseguiu embarcar com Emilson Cipriano rumo à maternidade, mas a evolução das contrações e o trânsito levaram o motorista a buscar apoio na 58ª DP e seguir para uma unidade de saúde mais próxima.

Em poucos minutos, Emilson Cipriano precisou decidir entre manter o trajeto até a maternidade indicada no aplicativo ou procurar atendimento mais perto. A corrida terminou no estacionamento do Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde o motorista, que tem formação como técnico de enfermagem, auxiliou o nascimento da bebê dentro do carro.

O caso ocorreu em outubro de 2024, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A Veja Rio informou que Luzimary dos Reis Gregório de Brito, de 29 anos, já estava em trabalho de parto quando solicitou o transporte e havia enfrentado dois cancelamentos antes de Emilson aceitar a corrida.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Produtores de pimenta do Espírito Santo ganham fábrica de R$ 45 milhões capaz de esterilizar 2.520 quilos de especiarias por hora e atender exportadores da América Latina

Produtores de pimenta do Espírito Santo ganham uma fábrica de R$ 45 milhões capaz de esterilizar 2.520 quilos de especiarias por hora e atender exportadores da América Latina.
A Technobras inaugurou…

Paulo Nogueira

0

Antes de o motorista chegar, a passageira enviou uma mensagem pelo aplicativo pedindo que ele não desistisse da viagem. “Moço, por favor, não cancela!”, escreveu Luzimary, conforme o relato publicado pela revista, ao informar que estava em trabalho de parto.

Quando chegou para buscá-la, Emilson encontrou a passageira com a bolsa rompida e dificuldade para caminhar até o veículo enquanto sentia dores e contrações. O destino registrado no aplicativo era a Maternidade Mariana Bulhões, mas o percurso ainda exigiria cerca de 20 minutos, sem considerar os atrasos provocados pelo trânsito.

Durante o deslocamento, o motorista passou a usar o pisca-alerta e os faróis para pedir passagem aos outros veículos. Ao perguntar sobre a frequência das contrações, soube que os intervalos estavam abaixo de cinco minutos, enquanto Luzimary indicava que o nascimento estava próximo.

A combinação entre o tempo restante de viagem e a evolução do trabalho de parto fez Emilson abandonar a tentativa de seguir normalmente até o destino inicial. A partir daquele momento, a prioridade passou a ser encontrar uma unidade capaz de receber a passageira em menos tempo.

Pedido de ajuda na 58ª DP mudou a rota

Ao passar pela 58ª Delegacia de Polícia, na região da Posse, Emilson parou o carro e buzinou para chamar a atenção dos agentes. Um policial prestou auxílio e passou a ajudar na tentativa de acelerar o deslocamento até uma unidade de saúde.

A parada também marcou a mudança definitiva do destino. Em vez de continuar até a Maternidade Mariana Bulhões, o motorista seguiu para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, conhecido como Hospital da Posse, que estava mais perto naquele momento.

O Dia relatou que a decisão ocorreu quando Emilson percebeu que não conseguiria chegar à maternidade a tempo. A passageira continuava em trabalho de parto durante o novo trajeto e avisava que o nascimento estava cada vez mais próximo.

Mesmo com a alteração da rota e o auxílio recebido no caminho, não houve tempo para que Luzimary chegasse a uma sala de atendimento. Quando o automóvel entrou no estacionamento do Hospital da Posse, a bebê começou a nascer no banco traseiro.

Emilson parou o veículo, colocou luvas e foi para a parte de trás do carro. Sem tempo para transportar a passageira para dentro da unidade, ele passou a auxiliá-la diretamente durante o nascimento.

A formação como técnico de enfermagem tornou-se relevante justamente nesse momento. Embora estivesse trabalhando como motorista de aplicativo, Emilson recorreu aos conhecimentos adquiridos na área para prestar o atendimento imediato até a chegada dos profissionais do hospital.

Parto terminou no estacionamento do hospital

O nascimento ocorreu dentro do automóvel, a poucos metros da estrutura hospitalar. Logo depois, profissionais da unidade chegaram ao veículo e assumiram o atendimento da mãe e da recém-nascida, encerrando a atuação de Emilson no parto.

Luzimary foi encaminhada à emergência do Hospital Geral de Nova Iguaçu para avaliação. O Dia informou, com base em informações divulgadas sobre o atendimento, que a bebê também recebeu assistência da equipe pediátrica da unidade.

A recém-nascida pesou 3,790 quilos e mediu 51 centímetros. Os primeiros cuidados ocorreram no Hospital da Posse, onde mãe e filha permaneceram sob atendimento antes de serem encaminhadas para outra unidade.

A sequência da corrida havia começado com a tentativa de chegar diretamente à maternidade e mudou conforme o trabalho de parto avançava. Primeiro veio a preocupação com os cerca de 20 minutos restantes de trajeto; depois, a constatação de que as contrações estavam em intervalos inferiores a cinco minutos.

A parada na delegacia permitiu buscar auxílio antes da mudança de destino, mas nem a nova rota foi suficiente para que o nascimento acontecesse dentro do hospital. A chegada ao estacionamento ocorreu quando o parto já estava em andamento e exigiu atendimento imediato no próprio veículo.

Depois da assistência inicial no Hospital da Posse, Luzimary e a bebê foram transferidas para a Maternidade Mariana Bulhões, justamente o local indicado no começo da corrida. A unidade ficou responsável pelos cuidados posteriores ao parto.

Mãe e filha permaneceram sob acompanhamento médico após a transferência. Segundo O Dia, as duas receberam alta dois dias depois do nascimento, encerrando o atendimento hospitalar iniciado após a corrida que terminou no estacionamento.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

Sair da versão mobile