Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja, descobre que ele já não consegue dirigir por conta da sua idade avançada, passa a buscá-lo todos os domingos sem cobrar e transforma as corridas em amizade

Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja, descobre que ele já não consegue dirigir por conta da sua idade avançada, passa a buscá-lo todos os domingos sem cobrar e transforma as corridas em amizade

7 min de leitura

Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja, descobre que ele já não consegue dirigir por conta da sua idade avançada, passa a buscá-lo todos os domingos sem cobrar e transforma as corridas em amizade

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 16/09/2026 às 23:51

Atualizado em 16/09/2026 às 23:52

Curiosidades

Canal

Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Motorista de 27 anos conhece passageiro de 92 em corrida até igreja, deixa de aceitar US$ 40 pelas viagens e passa a incluí-lo na rotina da família.

Dianna Morales saiu para dirigir pela Uber em uma tarde de novembro de 2024, em Victorville, na Califórnia, quando recebeu uma corrida até uma igreja. O passageiro era Leroy Burdick, de 92 anos, que já não dirigia e dependia da filha para chamar carros quando precisava sair de casa. Aquela viagem deveria terminar assim que ele descesse do veículo.

Quase um ano depois, Leroy continuava entrando no carro de Dianna, mas já não era tratado como passageiro. Segundo a People, a motorista de 27 anos passou a buscá-lo pelo menos uma vez por semana, deixou de aceitar os US$ 40 que ele costumava pagar e acabou apresentando o idoso ao marido e aos dois filhos. Aos domingos, os cinco passaram até a jogar golfe juntos.

Uma corrida até a igreja colocou os dois no mesmo carro

Dianna trabalhava como motorista da Uber em meio período havia quase três anos. Mãe de dois filhos, ela usava as corridas para ajudar nas despesas da casa e já havia transportado dezenas de pessoas quando apareceu o pedido de Leroy.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja

O destino era uma igreja próxima. Durante o trajeto, Dianna começou a conversar com o passageiro e ficou surpresa quando ele contou que tinha 92 anos. Leroy falava com facilidade, acompanhava toda a conversa e respondia às perguntas sem dificuldade.

A idade acabou abrindo espaço para outra pergunta. Dianna quis saber como ele fazia para sair de casa e cumprir seus compromissos naquele ponto da vida.

Aos 92 anos, Leroy já havia deixado o volante

Leroy explicou que não dirigia mais por causa da idade. Quando precisava de transporte, sua filha normalmente fazia o pedido de Uber para que um motorista fosse buscá-lo.

Isso significava que atividades simples dependiam de outra pessoa. Ir à igreja, resolver uma tarefa ou sair para algum compromisso exigia organizar uma corrida antes de deixar a casa.

Durante aquela primeira viagem, ele também contou um pouco sobre a própria rotina. Apesar dos 92 anos, continuava ativo e mantinha atividades que faziam parte de sua vida havia muito tempo.

Viúvo havia cerca de 20 anos, ele seguia cantando e jogando golfe

Leroy havia perdido a esposa cerca de duas décadas antes. Depois disso, boa parte de sua rotina ficou ligada à igreja e a atividades que ainda conseguia fazer sozinho ou com ajuda de transporte.

Ele cantava no coral, tocava piano e jogava golfe às terças-feiras. O esporte continuava fazendo parte de sua semana mesmo depois que dirigir deixou de ser possível.

Dianna ouviu tudo durante aquela corrida curta. Antes de Leroy sair do carro, resolveu fazer algo que normalmente não fazia com passageiros.

Motorista entregou seu número antes de terminar a viagem

Dianna deu seu telefone pessoal a Leroy e disse que poderia levá-lo à igreja quando ele precisasse. A proposta significava que ele não teria de depender do aplicativo para todas as viagens.

Para Leroy, a ideia também parecia boa financeiramente. Ele contou à People que os dois moravam em Victorville e que poderia pagar diretamente a Dianna, economizando parte do valor que gastaria pelo aplicativo.

Naquele momento, ainda era uma combinação simples entre motorista e passageiro. Nenhum dos dois sabia que a conversa continuaria por meses.

Mudança no horário da igreja não encerrou os encontros

A ideia inicial era que Dianna levasse Leroy principalmente à igreja. Depois, porém, ele passou a frequentar o local aos sábados, justamente um dia em que a motorista não conseguia acompanhá-lo.

As viagens não terminaram por causa disso. Dianna passou a buscá-lo para outras tarefas e compromissos pelo menos uma vez por semana.

As conversas também ficaram mais longas. Leroy contava histórias de sua vida, enquanto Dianna falava sobre o marido, os filhos e a rotina de sua própria família.

Leroy costumava entregar US$ 40 pelas viagens

No início, Leroy continuou tratando as caronas como um serviço. Ele costumava entregar cerca de US$ 40 a Dianna pelos deslocamentos.

Com o passar das semanas, porém, a motorista começou a recusar o dinheiro. Para ela, buscar Leroy já não parecia uma corrida feita para ganhar alguma coisa.

Dianna contou que deixou de enxergar aqueles encontros como trabalho. O homem que havia entrado em seu carro como passageiro começava a ser tratado como alguém da família.

Mesmo sem cobrança, Leroy ainda tentava pagar

A decisão de parar de cobrar não impediu Leroy de continuar oferecendo dinheiro. Segundo Dianna, ele insistia em entregar alguma quantia sempre que conseguia.

A motorista tentava recusar porque já não queria transformar os encontros em uma relação comercial. As viagens aconteciam porque ela queria buscá-lo, não porque havia uma tarifa esperando no fim do caminho.

A antiga corrida de Uber havia virado uma rotina semanal. Pouco a pouco, Leroy também começou a conhecer outras pessoas que faziam parte da vida da motorista.

Passageiro conheceu o marido e os dois filhos

Quase um ano depois daquela primeira corrida de novembro de 2024, Leroy já conhecia o marido de Dianna e os dois filhos do casal. A aproximação deixou de acontecer apenas dentro do carro.

A família começou a passar tempo com ele fora das viagens. Aos domingos, todos saíam juntos para uma atividade que Leroy já praticava antes de conhecer Dianna.

Era o golfe. O esporte que fazia parte das terças-feiras do idoso passou a ocupar também alguns domingos da família Morales.

Domingos passaram a incluir golfe com toda a família

Dianna, o marido e os filhos começaram a buscar Leroy em casa para jogar golfe. Mesmo com os compromissos da família, conseguiam organizar esses encontros pelo menos duas vezes por mês.

Leroy passou a dividir o campo com pessoas que, meses antes, nem conhecia. A ligação já não dependia mais de corridas, igreja ou tarefas que ele precisava cumprir durante a semana.

Dianna contou que o marido e as crianças também criaram carinho pelo idoso. O passageiro que aparecera em seu aplicativo começou a ocupar espaço nos programas feitos nos fins de semana.

Leroy decidiu ensinar golfe ao filho de 8 anos

A relação com uma das crianças ganhou ainda outro detalhe. Leroy percebeu o interesse do filho de 8 anos de Dianna pelo golfe e resolveu ajudá-lo a começar no esporte.

Ele comprou para o menino seu primeiro conjunto de tacos de golfe. Também providenciou aulas com um treinador particular para que a criança aprendesse a jogar.

A ajuda criou uma ligação entre gerações separadas por mais de 80 anos. Leroy já praticava golfe havia muito tempo e agora participava dos primeiros passos do garoto no mesmo esporte.

O idoso encontrou companhia fora das corridas

Leroy disse à People que Dianna parecia ser uma pessoa muito ligada à família desde o primeiro encontro. Isso foi uma das razões que o fizeram aceitar a proposta de continuar usando as caronas dela.

Meses depois, ele já não conhecia apenas a motorista. Conhecia o marido, convivia com os filhos e participava dos domingos em que todos saíam para jogar golfe.

Ao falar sobre a experiência, Leroy resumiu o que encontrou naquela corrida dizendo que “pessoas boas ainda existem”.

Para Dianna, ele deixou de ser um passageiro

A motorista também passou a explicar a relação de outra forma. Quando deixou de aceitar o pagamento, disse que já não via Leroy como parte de seu trabalho.

Ela o via como família. Isso aparecia não apenas nas caronas gratuitas, mas no espaço que ele passou a ocupar na rotina do marido e das crianças.

Dianna disse que a convivência mostrou que era possível cuidar de alguém sem que existisse qualquer ligação de sangue. O vínculo começou simplesmente porque duas pessoas foram colocadas no mesmo carro por alguns minutos.

O primeiro destino era apenas uma igreja

Em novembro de 2024, o aplicativo mostrava uma corrida normal. Dianna precisava buscar um homem de 92 anos e deixá-lo em uma igreja de Victorville.

Durante o caminho, descobriu que ele já não dirigia e que a filha precisava ajudá-lo a pedir carros. Antes de terminar a corrida, entregou seu telefone e disse que poderia buscá-lo novamente.

As viagens seguintes passaram a acontecer pelo menos uma vez por semana. Leroy costumava pagar US$ 40, mas Dianna decidiu não aceitar mais o dinheiro.

Depois vieram o marido, os dois filhos e os domingos de golfe. Leroy retribuiu comprando os primeiros tacos para o menino de 8 anos e pagando aulas para que ele aprendesse o esporte.

Quando a People publicou a história, em setembro de 2025, quase um ano havia se passado desde aquela primeira corrida. O passageiro que dependia da filha para pedir um Uber agora tinha outra família passando em sua casa para buscá-lo.

Tags

Motorista de 27 anos conhece passageiro de 92Motorista de aplicativo de 27 anos leva idoso de 92 à igreja


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

Sair da versão mobile