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Motorista de aplicativo que dirigia desde 2019 larga as corridas na enchente histórica do Rio Grande do Sul em 2024, percebe famílias ilhadas pela água e decide virar resgatista voluntário; ele entra na operação que salvou dezenas de milhares de pessoas, socorre comunidades inteiras e ainda vira símbolo dos heróis anônimos da tragédia

Motorista de aplicativo que dirigia desde 2019 larga as corridas na enchente histórica do Rio Grande do Sul em 2024, percebe famílias ilhadas pela água e decide virar resgatista voluntário; ele entra na operação que salvou dezenas de milhares de pessoas, socorre comunidades inteiras e ainda vira símbolo dos heróis anônimos da tragédia

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Motorista de aplicativo que dirigia desde 2019 larga as corridas na enchente histórica do Rio Grande do Sul em 2024, percebe famílias ilhadas pela água e decide virar resgatista voluntário; ele entra na operação que salvou dezenas de milhares de pessoas, socorre comunidades inteiras e ainda vira símbolo dos heróis anônimos da tragédia

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 13/09/2026 às 07:15

Atualizado em 13/09/2026 às 07:16

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Motorista de aplicativo, Valdomiro Corrales passou 28 dias resgatando pessoas de jet ski durante a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul.

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Valdomiro Corrales, de 42 anos, morador do bairro Santa Tereza, usou o seu próprio jet ski durante 28 dias para socorrer os moradores ilhados. As enchentes de maio de 2024 deixaram o Rio Grande do Sul cerca de 30 dias debaixo d’água e atingiram mais de 2,2 milhões de pessoas

Valdomiro Corrales, conhecido como Dodô, dirigia por aplicativo desde 2019 quando as chuvas de maio de 2024 tomaram as ruas de Porto Alegre. Ele deixou de trabalhar por 28 dias e passou a usar o próprio jet ski para retirar pessoas das áreas alagadas, somando-se aos grupos de resgate que atuaram durante a maior enchente da história do estado.

A história foi publicada em 6 de maio de 2025 em reportagem assinada por Anita Ávila e Vitor Campos, no laboratório de jornalismo da PUCRS, um ano depois da tragédia.

Enchente de maio de 2024 deixou 184 mortos e 25 desaparecidos

Motorista de aplicativo, Valdomiro Corrales passou 28 dias resgatando pessoas de jet ski durante a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul.

As enchentes daquele mês deixaram o Rio Grande do Sul cerca de 30 dias debaixo d’água.

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Paulo Nogueira

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Foram mais de 2,2 milhões de pessoas afetadas, 184 mortes e 25 pessoas que continuam desaparecidas.

Mais de 80 mil vítimas foram resgatadas durante a operação

A atuação das forças de segurança e, principalmente, dos voluntários foi apontada como essencial na reportagem.

Mais de 80 mil vítimas foram resgatadas em meio ao caos, incluindo pessoas isoladas em áreas de risco e comunidades inteiras ameaçadas pelas águas.

Dodô dirigia por aplicativo desde 2019 e parou de trabalhar

Motorista de aplicativo desde 2019, Valdomiro Corrales tinha 42 anos quando a cidade começou a alagar.

Morador do bairro Santa Tereza, na capital gaúcha, ele se juntou aos grupos de resgate assim que a água tomou as ruas.

Voluntário saiu do Gasômetro com comida, água e ração

O ponto de partida das saídas era a Usina do Gasômetro. Segundo o voluntário: “Eu saía daqui do Gasômetro, eu e mais um grupo junto. Pegava comida para gato, ração para cachorro, água e alguns sachês para poder levar para as pessoas necessitadas”.

Jet ski só foi alcançado com carona em um barco

Para chegar até a própria moto aquática, Valdomiro precisou ir ao Gasômetro e pegar carona em um barco.

Só depois disso conseguiu começar a atuar na água com o equipamento.

Trajeto pelas ruas foi feito como se fosse de carro

Motorista de aplicativo, Valdomiro Corrales passou 28 dias resgatando pessoas de jet ski durante a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul.

O percurso inicial teve de ser adaptado à força da água. Ele contou: “Eu saí da marina e tive que seguir em direção à BR, porque o Guaíba estava muito forte na época. Fiz o trajeto como se estivesse de carro, pelas ruas”.

Falta de embarcações e Guaíba irreconhecível marcaram o começo

Ao chegar à BR, o voluntário percebeu que a situação estava ainda mais difícil para as outras pessoas do que para ele.

Nas palavras dele: “As condições estavam muito complicadas: as pessoas precisando de ajuda, faltando embarcações, e muita gente não reconhecendo o Guaíba (não era possível identificar onde começava e terminava o lago). Decidi que queria ajudar e não parei mais; fiquei só ajudando”.

Colégio de Eldorado do Sul abrigava centenas de pessoas

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Colégio Estadual de Ensino Médio Eldorado do Sul, que servia de abrigo para centenas de pessoas.

Ele relatou: “Dentro do colégio estavam pegando água e comida e vendendo, não deixando as pessoas saírem. Foi muito triste ver aquilo”.

Brigada e Polícia Civil foram acionadas e controlaram a situação

Segundo o voluntário, o grupo conseguiu acionar a brigada e a polícia civil, e a situação foi controlada.

Com o apoio das forças de segurança, os voluntários garantiram a saída das famílias do local.

Cidade estava 98% submersa quando todos foram retirados

O estado de Eldorado do Sul naquele momento era crítico, segundo o relato: “Eldorado já estava 98% submerso, e só a parte do colégio não estava completamente alagada”.

Ele completou que aquele foi um dos momentos mais difíceis da operação, mas que todas as pessoas foram retiradas do abrigo.

540 mil pessoas ficaram desalojadas no estado

Além das mortes e dos desaparecidos, a enchente deixou 540 mil pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul.

Um ano depois, segundo a reportagem, os impactos ainda eram sentidos, mas a solidariedade e a ação coletiva nos resgates permaneciam vivas na memória.

Reportagem também registrou o resgate de animais

A mesma reportagem acompanhou o trabalho de Carol Egoburo, arquiteta de 42 anos e voluntária do SOS Animais da Ilha havia quatro anos, que atuou no resgate de animais na região das Ilhas.

Segundo a Defesa Civil, cerca de 20 mil animais foram resgatados no período. Só o SOS Animais da Ilha retirou aproximadamente 500 animais, e três deles ainda aguardavam um lar, entre eles o cachorro Wilson, salvo por um navio vindo do Peru.

Na sua opinião, o que faltou na enchente de 2024 no Rio Grande do Sul foi estrutura oficial de resgate, ou a atuação de voluntários como Valdomiro Corrales é sempre indispensável em tragédias dessa dimensão? Deixe sua opinião nos comentários.

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enchente do Rio Grande do Sul


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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