Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Motorista de aplicativo transforma demanda de passageiros com mais de 60 anos em serviço pago de acompanhamento, amplia atuação além das corridas e passa a atender consultas, exames, compras, passeios e outros compromissos cotidianos

Motorista de aplicativo transforma demanda de passageiros com mais de 60 anos em serviço pago de acompanhamento, amplia atuação além das corridas e passa a atender consultas, exames, compras, passeios e outros compromissos cotidianos

5 min de leitura

Motorista de aplicativo transforma demanda de passageiros com mais de 60 anos em serviço pago de acompanhamento, amplia atuação além das corridas e passa a atender consultas, exames, compras, passeios e outros compromissos cotidianos

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 13/09/2026 às 11:18

Atualizado em 13/09/2026 às 11:19

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Alexandre Trancozo começou o serviço no Espírito Santo em 2023 para pessoas com mais de 60 anos; a história voltou a circular pelo Brasil em 2026 após novas publicações nas redes e na imprensa

Uma corrida de aplicativo podia terminar na porta de um consultório. Com Alexandre Trancozo, porém, alguns passageiros passaram a ter também alguém para entrar, esperar, acompanhar o atendimento e depois repassar informações aos familiares.

A história foi publicada originalmente pela jornalista Daniela Esperandio, do jornal A Tribuna, em 2 de agosto de 2023, quando Alexandre tinha 47 anos e havia iniciado o serviço cerca de três meses antes. O caso voltou a ganhar repercussão nacional em 2026, inclusive em novas reportagens publicadas em setembro.

Durante as corridas, Alexandre começou a ouvir filhos que não conseguiam acompanhar os próprios pais

A ideia nasceu enquanto Alexandre ainda trabalhava normalmente como motorista de aplicativo no Espírito Santo.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Biocombustíveis Renováveis

Depois de cair 17,3% até junho, biodiesel vira para cima, sobe 9,5% e chega a R$ 5.362 por m³ enquanto B15 já ocupa 15% do diesel brasileiro

Preço médio avançou mais 0,9% na 35ª semana de 2026 e chegou a R$ 5.362,81 por m³; depois de despencar no primeiro semestre, mercado acumula recuperação de 9,5% desde junho

O…

Paulo Nogueira

0

Ao transportar idosos acompanhados de familiares, ele percebeu uma dificuldade recorrente: filhos e netos nem sempre conseguiam conciliar trabalho e outras obrigações com consultas, exames e compromissos dos parentes mais velhos.

Serviço começou cerca de três meses antes da reportagem e atendia somente pessoas acima dos 60 anos

Em agosto de 2023, Alexandre contou ao A Tribuna que havia iniciado o trabalho aproximadamente três meses antes.

Todos os clientes atendidos por ele naquele momento tinham mais de 60 anos.

Alexandre não apenas fazia a corrida: ele permanecia ao lado do idoso durante o compromisso

Bernadete Patrocínio, então com 77 anos, ao lado do sobrinho Alexandre Trancozo, motorista de aplicativo que criou o serviço de “filho de aluguel” para acompanhar idosos em consultas, exames, passeios e outros compromissos do dia a dia. Foto: Leone Iglesias / AT

O serviço ganhou o nome de “filho de aluguel” porque não terminava quando o carro chegava ao destino.

Alexandre fazia o transporte e continuava acompanhando o cliente, permanecendo disponível para ajudar durante a atividade que havia motivado a saída de casa.

Consultas médicas e exames eram os compromissos mais frequentes

Segundo Alexandre, a maior parte das solicitações estava relacionada à saúde.

Ele acompanhava idosos em consultas e exames e, quando solicitado, prestava atenção nas orientações recebidas para depois transmiti-las à pessoa da família responsável pela contratação.

Alguns clientes procuravam o motorista simplesmente porque não queriam sair sozinhos

Nem todos precisavam de ajuda física ou tinham um exame marcado.

Alexandre contou que alguns idosos solicitavam sua companhia porque se sentiam sozinhos e não queriam sair desacompanhados.

“Muitos filhos se sentem culpados por não poderem acompanhar o pai”

Foi assim que Alexandre descreveu uma das situações familiares que observava durante o trabalho.

A intenção, explicou ele à reportagem, era assumir aquele compromisso quando o familiar não pudesse estar presente e, ao mesmo tempo, prestar um serviço a quem precisava.

Uma cliente pediu companhia para uma festa e Alexandre terminou a tarde dançando forró

O trabalho também saiu dos consultórios.

Em uma das situações relatadas em 2023, Alexandre levou uma cliente a uma festa, permaneceu com ela no local e acabou aproveitando o programa junto com a passageira, inclusive dançando forró.

Reportagens de 2026 passaram a citar também compras e outros passeios entre os atendimentos

Quando a história voltou a circular em 2026, veículos como o Correio 24 Horas descreveram a proposta como um acompanhamento que poderia incluir compras, passeios, consultas, exames e atividades de lazer.

A reportagem original de 2023 já registrava consultas, exames, passeios e a ida à festa; a referência específica a compras aparece nas publicações posteriores.

Alexandre havia perdido os pais durante a pandemia

A convivência com os clientes mais velhos também tocava uma experiência pessoal do motorista.

“São pessoas muito alegres, me fazem rir bastante. Eu perdi meus pais na pandemia”, disse Alexandre ao falar sobre a relação construída durante os atendimentos.

Tia de 77 anos e tio de 85 também estavam entre os clientes

O serviço chegou à própria família.

Na época da reportagem, Alexandre citou a tia Bernadete Patrocínio, então com 77 anos, e o tio João Patrocínio, então com 85, entre as pessoas que costumavam sair com ele.

Alexandre também levava os tios para visitar o sítio da família

Os compromissos não se restringiam a hospitais ou consultórios.

Alexandre contou que Bernadete e João saíam frequentemente com ele e que os três faziam juntos diferentes programas, incluindo visitas ao sítio.

Em 2023, o “filho de aluguel” ainda dividia espaço com as corridas de aplicativo

Naquele momento, o novo serviço ainda não era a única fonte de renda de Alexandre.

Ele continuava trabalhando como motorista de aplicativo, mas dizia que pretendia ampliar a clientela até conseguir dedicar-se integralmente ao acompanhamento de idosos.

Esposa técnica de enfermagem planejava começar a trabalhar ao lado dele

Alexandre também pretendia ampliar o atendimento com a participação da esposa, Rosileni Rangel Nunes Trancozo, que tinha 52 anos em 2023 e trabalhava como técnica de enfermagem.

Na entrevista original, ele informou que Rosileni iria começar a trabalhar com ele. Não se tratava, portanto, de uma confirmação de que ela já estivesse atuando no serviço naquele momento.

Clientes chegavam principalmente pelo boca a boca

Alexandre ainda não tinha uma grande estrutura de divulgação quando conversou com A Tribuna.

A clientela vinha principalmente por indicações, e o plano era investir para fazer o serviço crescer.

História criada em 2023 voltou a circular nas redes e ganhou novas reportagens em setembro de 2026

Mais de três anos depois da primeira publicação, a história de Alexandre reapareceu em redes sociais e voltou às páginas de veículos brasileiros.

O Correio 24 Horas, ao repercutir o caso em setembro de 2026, deixou registrado que a iniciativa havia sido apresentada originalmente em agosto de 2023. O Terra também tratou Alexandre como um dos exemplos de “filho de aluguel” que voltaram a circular nas redes em 2026.

Novas publicações não confirmaram se Alexandre ainda mantém o serviço nos mesmos moldes

As reportagens recentes recuperaram principalmente os acontecimentos e declarações da história original.

Até a repercussão de setembro de 2026, não apareceu nas fontes consultadas uma nova entrevista de Alexandre informando quantos clientes atende atualmente, quanto cobra, se deixou definitivamente as corridas de aplicativo ou se Rosileni passou de fato a trabalhar com ele. O que está confirmado é que, em 2023, ele pretendia transformar o “filho de aluguel” em sua atividade principal.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

Sair da versão mobile