Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Motorista de ônibus percebe passageiro cego sem acompanhante em avenida movimentada no horário de pico, desce do transporte, auxilia o homem e atravessa com ele até o outro lado da rua

Motorista de ônibus percebe passageiro cego sem acompanhante em avenida movimentada no horário de pico, desce do transporte, auxilia o homem e atravessa com ele até o outro lado da rua

6 min de leitura

Motorista de ônibus percebe passageiro cego sem acompanhante em avenida movimentada no horário de pico, desce do transporte, auxilia o homem e atravessa com ele até o outro lado da rua

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 12/09/2026 às 18:21

Atualizado em 12/09/2026 às 18:22

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Motorista de ônibus percebeu que o passageiro com deficiência visual estava sozinho, interrompeu a viagem em Londrina e desceu do coletivo para ajudá-lo a atravessar uma avenida movimentada com segurança

Um trajeto comum do transporte público de Londrina ganhou outro rumo em 16 de dezembro de 2025, quando o motorista Júnior César Pires Palomar percebeu que um passageiro com deficiência visual precisava de ajuda além da porta do ônibus. O homem costumava estar acompanhado, mas naquele dia havia desembarcado sozinho.

Júnior parou o coletivo, acionou a sinalização de emergência e deixou o posto de motorista para acompanhar o passageiro durante a travessia de uma avenida movimentada. A cena envolvendo o motorista de ônibus e o passageiro com deficiência visual foi registrada por uma passageira e também pelas câmeras internas do veículo.

A informação foi publicada por Globoplay, plataforma de vídeos da Globo, que mostrou o momento em que o motorista interrompe a viagem e auxilia o homem na Avenida Maringá, em Londrina. A atitude colocou em evidência uma questão que vai além do gesto individual: como garantir mobilidade segura para pessoas com deficiência visual nas cidades.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Supermercados já perdem 1,82% do faturamento e Reforma Tributária agora força revisão de preços, milhares de produtos, fornecedores, créditos e sistemas até 2033

Com IBS e CBS em fase de testes em 2026, varejistas precisam cruzar preços, cadastros, compras, créditos e tecnologia enquanto convivem com margens apertadas e uma transição que só termina…

Paulo Nogueira

1

Passageiro costumava desembarcar acompanhado, mas naquele dia estava sozinho

Júnior fazia o trajeto entre o Terminal Oeste e o Shopping Catuaí quando percebeu uma diferença na rotina do passageiro. Ele já estava acostumado a vê lo utilizando o transporte e sabia que o homem normalmente contava com companhia ao desembarcar.

Dessa vez, porém, o passageiro com deficiência visual estava sozinho. Para quem não enxerga ou possui grande limitação visual, sair de um ônibus é apenas uma parte do deslocamento. Ainda é preciso identificar a direção correta, localizar a travessia e chegar ao outro lado da via.

Motorista de ônibus percebeu que o passageiro com deficiência visual estava sozinho.

Foi nesse ponto que o motorista decidiu agir. Em vez de simplesmente abrir a porta e seguir viagem após o desembarque, ele interrompeu momentaneamente a operação para acompanhar o passageiro na travessia.

A decisão aconteceu em uma avenida movimentada de Londrina, o que tornou a atenção ao deslocamento ainda mais importante naquele momento.

Júnior parou o ônibus, acionou a sinalização e atravessou a avenida ao lado do passageiro

A sequência começou dentro do próprio coletivo. Ao perceber a situação, Júnior parou o veículo e acionou a sinalização de emergência antes de descer.

Em seguida, aproximou se do passageiro e passou a guiá lo pela Avenida Maringá. O objetivo era simples e imediato: fazer com que o homem chegasse com segurança ao outro lado da via antes que o motorista retornasse ao ônibus.

A interrupção ocorreu durante a rotina de trabalho e diante dos demais passageiros. Não houve apenas uma orientação dada da porta do veículo. O motorista deixou o coletivo e acompanhou fisicamente o percurso necessário.

O gesto também mostra como determinados obstáculos urbanos aparecem depois que uma pessoa deixa o transporte. Desembarcar no ponto correto não significa necessariamente ter concluído o deslocamento com segurança, especialmente quando a etapa seguinte envolve atravessar uma avenida movimentada.

Passageira e câmeras do ônibus registraram a mesma atitude por ângulos diferentes

O momento não ficou restrito à memória de quem estava dentro do ônibus. Uma passageira registrou a cena, enquanto as câmeras instaladas no coletivo também acompanharam a movimentação.

As imagens mostram a parada e a decisão de Júnior de deixar temporariamente o veículo para auxiliar o homem. O registro ajuda a reconstruir uma situação que começou com a observação de algo aparentemente simples: naquele dia, o passageiro que normalmente estava acompanhado havia chegado sozinho.

Globoplay, plataforma de vídeos da Globo, exibiu o caso no Meio Dia Paraná e destacou que Júnior interrompeu a viagem para ajudar o passageiro a atravessar a Avenida Maringá com segurança.

A situação chamou atenção justamente por ter ocorrido durante uma operação normal do transporte público. O motorista percebeu uma necessidade que não terminava no desembarque e decidiu acompanhar o passageiro até completar aquela parte do trajeto.

Motorista acumulava 22 anos de experiência e havia chegado havia cerca de dez meses ao transporte urbano

Quando a cena aconteceu, Júnior acumulava 22 anos trabalhando como motorista. Sua experiência profissional incluía atividades como rodoviário e taxista antes de sua entrada no transporte coletivo urbano.

Apesar do longo período ao volante, ele estava havia cerca de dez meses no transporte urbano. Esse período já havia sido suficiente para que reconhecesse a rotina de alguns passageiros e percebesse que algo estava diferente naquele desembarque.

Uma passageira registrou a cena, enquanto as câmeras instaladas no coletivo também acompanharam a movimentação.

A experiência ajuda a entender como a atenção de quem trabalha diariamente no transporte pode fazer diferença. Motoristas convivem com passageiros, pontos, trajetos e situações que se repetem, o que pode facilitar a percepção quando alguém necessita de auxílio.

No caso registrado em Londrina, essa observação levou a uma atitude prática. Júnior identificou que o passageiro estava sem o acompanhamento habitual e decidiu ajudá lo a completar a travessia.

Acessibilidade não pode depender apenas da boa vontade de quem estiver por perto

O gesto do motorista resolveu uma necessidade concreta naquele momento, mas também chama atenção para uma questão maior da acessibilidade urbana. Uma pessoa precisa conseguir utilizar o transporte, desembarcar e continuar seu caminho com segurança.

Isso envolve mais do que o ônibus. Travessias adequadas, recursos de orientação e estruturas que permitam deslocamento seguro são importantes para que pessoas com deficiência visual consigam circular pela cidade com maior autonomia.

Por isso, uma atitude individual como a de Júnior não deve ser vista como substituta da infraestrutura necessária. A atenção humana pode ajudar em situações específicas, mas uma cidade acessível também precisa ser preparada para receber diferentes usuários.

O episódio mostra justamente como essas duas dimensões podem se encontrar. A infraestrutura oferece condições para a circulação, enquanto trabalhadores e outras pessoas presentes no espaço urbano podem perceber situações nas quais alguém necessita de auxílio naquele instante.

Cena em Londrina mostra que o transporte também precisa considerar o caminho depois do desembarque

O passageiro chegou ao ponto, saiu do coletivo e precisava continuar o percurso. Ao perceber que ele estava sozinho, Júnior interrompeu a viagem, desceu do ônibus e o guiou pela avenida, antes de retornar ao trabalho.

A situação registrada em Londrina deixa uma reflexão simples sobre mobilidade urbana: o transporte acessível não termina quando a porta do ônibus se abre. Infraestrutura adequada e atenção às necessidades das pessoas precisam caminhar juntas para que ninguém fique isolado justamente depois de desembarcar.

E você, já presenciou algum motorista ou trabalhador do transporte público tomando uma atitude parecida para ajudar um passageiro? Conte nos comentários e compartilhe esta história.

Tags

motorista de ônibuspassageiro com deficiência visual

Fonte

Globoplay


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

Sair da versão mobile