4 min de leitura
Motorista de Uber atende a corrida de uma mãe que só queria comprar roupas para o filho internado na UTI, percebe o sofrimento da passageira, desliga o aplicativo, passa horas fazendo compras com ela e paga 30 peças do próprio bolso, antes de voltar ao hospital para conhecer o bebê e transformar a corrida em amizade
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 11/09/2026 às 18:58
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Nikki Ihus estava longe de casa enquanto acompanhava o tratamento do primeiro filho em um hospital infantil da Flórida. Uma viagem até uma loja aproximou a mãe de Belinda Smith, que interrompeu o trabalho para acompanhá-la nas compras e depois manteve contato com a família.
Uma corrida de aplicativo que deveria terminar na porta de uma loja se transformou em horas de companhia para uma mãe que enfrentava a internação do filho recém-nascido longe de casa. Belinda Smith desligou o Uber, acompanhou Nikki Ihus nas compras e pagou 30 peças de roupa para John Henry.
O episódio foi relatado pelo Yahoo Lifestyle. Nikki estava no Johns Hopkins All Children’s Hospital, em St. Petersburg, na Flórida, quando percebeu que precisava comprar mais roupas e suprimentos para o primeiro filho.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
Supermercados já perdem 1,82% do faturamento e Reforma Tributária agora força revisão de preços, milhares de produtos, fornecedores, créditos e sistemas até 2033
Com IBS e CBS em fase de testes em 2026, varejistas precisam cruzar preços, cadastros, compras, créditos e tecnologia enquanto convivem com margens apertadas e uma transição que só termina…
Paulo Nogueira
0
A mãe havia viajado de Kansas City para a Flórida em busca do atendimento necessário ao bebê, diagnosticado com hérnia diafragmática congênita. Durante a internação, os dias de Nikki estavam concentrados nos procedimentos e cuidados médicos de John Henry.
A hérnia diafragmática congênita ocorre quando uma abertura no diafragma permite que órgãos do abdômen ocupem espaço na região torácica. O Johns Hopkins All Children’s Hospital explica que a condição pode comprometer o espaço disponível para o desenvolvimento dos pulmões.
Foi nesse período que uma necessidade cotidiana levou Nikki a sair do hospital. Sozinha na cidade e precisando providenciar itens para o filho, ela chamou um Uber para ir até a Rhea Lana’s, uma loja de consignação infantil em St. Petersburg.
Quando a corrida terminou, Belinda decidiu ficar
Belinda percebeu pelo local de embarque que a passageira estava saindo de um hospital infantil. Durante o trajeto, Nikki contou o que havia acontecido com John Henry, explicou por que estava na Flórida e chorou enquanto descrevia a situação enfrentada pela família.
A corrida poderia ter terminado quando o carro chegou à loja. Depois de deixar Nikki na entrada, porém, Belinda estacionou, desligou o aplicativo da Uber e entrou no estabelecimento para procurar a passageira que havia acabado de conhecer.
As duas passaram as horas seguintes escolhendo roupas para John Henry. A decisão significava interromper novas corridas naquele período, mas a motorista permaneceu ao lado de Nikki durante uma tarefa que a mãe havia saído do hospital para realizar sozinha.
No caixa, a ajuda também se tornou financeira. Belinda assumiu a despesa e comprou 30 peças para o recém-nascido, entre elas uma roupa cuja mensagem descrevia o bebê como um super-herói.
Nikki contou à reportagem que o gesto a marcou não apenas pelas roupas, mas pelo tempo dedicado por uma desconhecida. Belinda tratava as corridas de aplicativo como atividade profissional e havia parado de trabalhar para acompanhar uma passageira que conhecia havia poucos minutos.
A motorista também explicou ao Yahoo Lifestyle que enxergava algumas interações com passageiros como algo que poderia ultrapassar o simples deslocamento entre dois pontos. Depois de ouvir a história de Nikki, decidiu não encerrar o contato quando chegou ao destino.
A relação continuou fora do aplicativo
A compra aconteceu enquanto John Henry permanecia hospitalizado. Longe de sua cidade e sem a estrutura habitual de casa, Nikki precisava conciliar a permanência junto ao filho com tarefas práticas, como conseguir roupas e outros itens necessários durante a internação.
A iniciativa de Belinda não havia sido solicitada pela passageira. Nikki pediu apenas uma corrida entre o hospital e a loja; estacionar, desligar o aplicativo, entrar no estabelecimento, acompanhar as compras e assumir o pagamento foram decisões tomadas pela motorista depois da conversa durante o trajeto.
Antes daquele embarque, Belinda não tinha qualquer relação com Nikki ou com John Henry. A conexão entre as duas surgiu dentro do carro, quando a passageira explicou por que estava na Flórida e o que enfrentava com o filho internado.
Depois das compras, a relação deixou de depender da corrida que as havia aproximado. Nikki e Belinda trocaram informações de contato, e a motorista posteriormente foi ao Johns Hopkins All Children’s Hospital para conhecer o bebê sobre quem havia ouvido durante o percurso.
A visita permitiu que Nikki apresentasse John Henry à mulher que havia interrompido o expediente para acompanhá-la. O encontro no hospital ocorreu depois da compra das roupas e ampliou o contato iniciado entre motorista e passageira durante aquela única viagem.
A relação também não terminou com a visita. Segundo o relato publicado pelo Yahoo Lifestyle, Nikki e Belinda passaram a conversar diariamente, mantendo a amizade iniciada enquanto John Henry continuava recebendo atendimento no hospital.
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

