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Motorista de Uber de 31 anos atende a corrida de um idoso de 71 que só queria voltar para casa após procedimento de diálise, percebe que o passageiro precisava de um rim, oferece o próprio órgão ainda no carro e, semanas depois, descobre compatibilidade perfeita para salvá-lo com um transplante

Motorista de Uber de 31 anos atende a corrida de um idoso de 71 que só queria voltar para casa após procedimento de diálise, percebe que o passageiro precisava de um rim, oferece o próprio órgão ainda no carro e, semanas depois, descobre compatibilidade perfeita para salvá-lo com um transplante

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Motorista de Uber de 31 anos atende a corrida de um idoso de 71 que só queria voltar para casa após procedimento de diálise, percebe que o passageiro precisava de um rim, oferece o próprio órgão ainda no carro e, semanas depois, descobre compatibilidade perfeita para salvá-lo com um transplante

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 08/09/2026 às 14:48

Curiosidades

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História relatada pela University of Delaware mostra como uma viagem de cerca de 40 minutos em Nova Jersey levou a exames de compatibilidade, a uma doação renal entre desconhecidos e a uma relação que continuou depois da cirurgia.

Uma corrida de Uber que começou como solução para Bill Sumiel voltar para casa depois de um procedimento médico terminou em uma doação de rim entre dois desconhecidos. O passageiro, de 71 anos, encontrou no motorista Tim Letts, então com 31, um doador compatível após uma conversa de cerca de 40 minutos.

A história foi relatada pela University of Delaware, que acompanhou Sumiel depois do transplante e reuniu depoimentos dos dois envolvidos. O encontro ocorreu em outubro de 2020, quando o idoso precisou retornar ao Vascular Institute, em Vineland, Nova Jersey, após uma complicação relacionada ao acesso usado durante a diálise.

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Sem transporte disponível para voltar à sua casa, em Salem, Sumiel solicitou um Uber. Letts dirigia para a plataforma nos fins de semana para obter renda extra, estava fora da região em que normalmente circulava e aceitou uma corrida que ainda o levaria na direção oposta à que pretendia seguir.

Durante o trajeto, a conversa passou da rotina para a saúde do passageiro. Sumiel contou que tinha diabetes tipo 2, sofria de insuficiência renal, fazia diálise três vezes por semana havia anos e precisava de um transplante, embora ainda não tivesse encontrado um doador adequado.

Ele já estava na lista de transplantes, e a família tentava ampliar as chances de localizar um doador vivo. O filho chegou a se oferecer, mas, no relato de Sumiel à universidade, questões ligadas ao peso e ao caráter hereditário da doença impediram que essa alternativa avançasse na avaliação médica.

Motorista de Uber conhece passageiro em diálise, doa rim e salva idoso após exames confirmarem compatibilidade para transplante em Nova Jersey.

Foi nesse contexto que Letts comentou que não bebia nem fumava e acreditava que poderia ser um bom candidato à doação. Ao chegar à casa de Sumiel, deixou claro que a ideia não era apenas uma reação à conversa: entregou o nome e o telefone e disse que gostaria de oferecer um rim.

Sumiel relatou à universidade que ficou tão surpreso que teve dificuldade até para anotar os dados. Os dois haviam se conhecido poucos minutos antes, e a possibilidade de receber um órgão daquele motorista não fazia parte das alternativas que ele imaginava ao entrar no carro.

Da oferta no carro aos exames

A disposição de Letts também foi influenciada pelo que ouviu sobre a vida do passageiro. Sumiel havia presidido o conselho municipal de Salem e mantinha atuação comunitária; ao falar sobre o que gostava de fazer, respondeu que apreciava servir à comunidade, característica que chamou a atenção do motorista.

A idade do passageiro também pesou na decisão. Letts afirmou à University of Delaware que pessoas mais jovens poderiam ter outras oportunidades de receber um rim no futuro, enquanto, aos 71 anos, Sumiel enfrentava uma situação que ele considerava mais limitada.

A oferta feita durante a corrida ainda precisava passar pelas avaliações exigidas para uma doação em vida. O portal federal OrganDonor.gov informa que uma pessoa pode doar um dos rins mesmo sem ter relação de parentesco com o receptor, desde que seja considerada apta após a avaliação da equipe de transplante.

Letts prosseguiu com os exames e, semanas depois, recebeu a confirmação de compatibilidade com Sumiel. O resultado transformou uma proposta feita durante uma única viagem de Uber em uma possibilidade concreta de transplante.

Motorista de Uber conhece passageiro em diálise, doa rim e salva idoso após exames confirmarem compatibilidade para transplante em Nova Jersey.

O procedimento foi realizado em 7 de dezembro de 2021, no Christiana Hospital. A University of Delaware relatou que os dois chegaram à cirurgia conversando e rindo como velhos amigos, apesar de a relação ter começado por acaso em um aplicativo de transporte.

Depois de receber o rim, Sumiel deixou de depender da rotina de diálise que fazia parte de seus dias. Ele permaneceu aproximadamente uma semana no hospital antes de voltar para casa e relatou não ter enfrentado dor significativa durante a recuperação inicial.

Para Letts, o período depois da cirurgia foi mais difícil do que esperava. A recuperação levou cerca de um mês, mas o motorista afirmou que não mudaria a decisão e que faria a doação novamente.

Recuperação e vínculo depois do transplante

Após o transplante, Sumiel foi encaminhado ao programa de reabilitação renal da University of Delaware, desenvolvido para pacientes com doenças crônicas, entre elas problemas renais e diabetes tipo 2. O acompanhamento buscava ajudá-lo a recuperar condicionamento e manter hábitos compatíveis com a nova fase do tratamento.

No programa, ele passou a realizar atividades aeróbicas e exercícios de resistência duas vezes por semana. As sessões duravam entre 30 e 40 minutos e faziam parte do trabalho para recuperar força e resistência física depois dos anos de insuficiência renal e diálise.

Entre os objetivos de Sumiel estava retomar atividades comuns que haviam se tornado mais difíceis. Ele queria voltar a caminhar por mercados, fazer compras e dançar, enquanto os profissionais responsáveis pela reabilitação acompanhavam sua evolução física.

A relação criada durante aquela corrida continuou depois da cirurgia. Quando a University of Delaware publicou a história, em dezembro de 2022, Letts já morava na Alemanha, mas os dois ainda mantinham contato, preservando o vínculo iniciado no trajeto entre Vineland e Salem.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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