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Motorista que sai de Rio Verde rumo a Rondonópolis passa a pagar pedágio sem parar em cinco pórticos da BR-060 e da BR-364: tarifa vai de R$ 12,90 a R$ 17,80 e quem não tem tag tem 30 dias para quitar antes da multa de R$ 195,23

Motorista que sai de Rio Verde rumo a Rondonópolis passa a pagar pedágio sem parar em cinco pórticos da BR-060 e da BR-364: tarifa vai de R$ 12,90 a R$ 17,80 e quem não tem tag tem 30 dias para quitar antes da multa de R$ 195,23

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Motorista que sai de Rio Verde rumo a Rondonópolis passa a pagar pedágio sem parar em cinco pórticos da BR-060 e da BR-364: tarifa vai de R$ 12,90 a R$ 17,80 e quem não tem tag tem 30 dias para quitar antes da multa de R$ 195,23

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 08/09/2026 às 04:01

Atualizado em 08/09/2026 às 04:06

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Quem sai de Rio Verde rumo a Rondonópolis passou a pagar pedágio free flow desde a zero hora do feriado da Independência, em cinco pórticos instalados ao longo dos quase quinhentos quilômetros de BR-060 e BR-364 que ligam o sudoeste goiano ao sul de Mato Grosso.

A cobrança começou à 0h de segunda-feira, 7 de setembro, conforme o portal Estradas. Até domingo, o assunto ainda era anúncio.

O trecho é administrado pela Concessionária Rota Agro MT-GO, a Way-364, responsável desde fevereiro deste ano por 490,6 quilômetros entre Rio Verde, em Goiás, e Rondonópolis, em Mato Grosso.

Não há cabine, não há cancela e não há parada.

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No free flow, pórticos com câmeras e antenas leem a placa e a tag do veículo em velocidade de cruzeiro. A cobrança acontece depois, no sistema, sem que o motorista precise reduzir.

A vantagem é óbvia para quem roda carregado. O problema aparece quando ninguém avisa que a passagem virou dívida.

A tarifa do carro varia de R$ 12,90 a R$ 17,80

Para carros de passeio, o valor fica entre R$ 12,90 e R$ 17,80, dependendo do pórtico. Motocicletas não pagam pedágio no sistema.

O cálculo leva em conta o tipo de veículo, o número de eixos e a localização de cada estrutura, segundo a concessionária. Ou seja, a conta muda conforme onde você cruza.

A autorização veio da Agência Nacional de Transportes Terrestres, por meio da Deliberação 248/26, publicada no Diário Oficial da União em 31 de agosto.

Onde estão os cinco pórticos, quilômetro por quilômetro

A distribuição das estruturas explica quem paga o quê ao longo do percurso.

O primeiro fica na BR-060, no km 439+150, em Jataí, em Goiás. Os outros três em território goiano e mato-grossense seguem pela BR-364: km 258+660 em Mineiros, km 340+415 em Portelândia e km 51+600 em Alto Garças.

O quinto está no km 106+106, em Pedra Preta, já em Mato Grosso.

Quem faz o trajeto inteiro, portanto, cruza os cinco. Quem entra e sai no meio paga só os que atravessou, que é justamente a lógica do sistema.

Essa é a diferença prática em relação à praça convencional. No modelo antigo, o produtor que rodava trinta quilômetros entre duas fazendas podia pagar a mesma tarifa de quem cruzava o estado inteiro.

Quem tem tag ganha 5% de desconto automático

O desconto é aplicado sozinho na passagem. Motoristas com tag ativa no veículo recebem 5% de abatimento ao cruzar o pórtico, conforme as regras divulgadas.

Além disso, usuários das categorias 1, 3 e 5 que tenham tag ativa e passem com frequência pelo mesmo pórtico podem acessar descontos adicionais, de acordo com as condições do sistema.

É a diferença entre o motorista de rota fixa e o eventual.

Para quem faz o mesmo trecho toda semana, o desconto de frequência muda a planilha do mês. Para quem passa uma vez por ano, ele não existe, e a tarifa cheia é o que vale.

Sem tag, o prazo é de 30 dias, e depois vem a multa

Este é o ponto que mais gera confusão em rodovia com free flow recém-ligado.

Quem não tem o equipamento continua podendo usar a rodovia normalmente. Contudo, o pagamento precisa ser feito em até 30 dias após a passagem pelo pórtico.

Se o prazo estourar, o motorista fica sujeito ao Código de Trânsito Brasileiro. A infração é grave e rende multa de R$ 195,23 mais cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Ou seja, a conta de R$ 12,90 esquecida vira R$ 195,23 e pontos na habilitação.

É aqui que mora o risco real do modelo. O motorista de tag nem percebe a cobrança, enquanto quem não tem o equipamento precisa lembrar sozinho de uma passagem que não deixou recibo nenhum na mão.

Onde pagar quando não existe cabine para parar

A concessionária listou os canais disponíveis, e vale anotar antes de pegar a estrada.

O pagamento pode ser feito pelo aplicativo WayRodovias, pelo site oficial da concessionária ou nos painéis instalados nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário.

Também dá para pagar presencialmente, em três postos de combustível: o Mahle, em Rio Verde, o Décio, em Mineiros, e o Locomotiva, em Pedra Preta.

Para conferir as passagens registradas em qualquer rodovia com o sistema, o motorista pode consultar o aplicativo CNH do Brasil, que reúne os registros em um lugar só.

Anotar isso antes de viajar custa cinco minutos. Descobrir depois de trinta dias custa bem mais.

O que muda para quem mora nas cidades cortadas pelo trecho

Jataí, Mineiros, Portelândia, Alto Garças e Pedra Preta passam a conviver com um pórtico dentro ou muito perto do perímetro de influência urbana.

Isso levanta a questão do deslocamento curto. Conforme as regras do sistema, quem cruza o pórtico paga, mesmo que esteja indo de uma cidade à vizinha, e não atravessando o estado.

O desconto por frequência existe justamente para amortecer esse efeito, porém ele depende de tag ativa.

Por que essa rodovia importa mais do que parece

A BR-364 no trecho entre Mato Grosso e Goiás é corredor de escoamento de grão. Cada real de tarifa entra na planilha do frete, e o frete entra no preço final da saca.

Por isso a discussão sobre o impacto da cobrança não ficou restrita ao motorista de passeio. Um deputado acionou o Tribunal de Contas da União questionando os efeitos do pedágio no trecho.

Esse contraponto não apareceu detalhado nas fontes consultadas, portanto fica registrado apenas como discussão aberta.

A concessão é recente. A Way-364 assumiu o trecho em fevereiro e, segundo a própria empresa, cumpriu as exigências do poder concedente antes de ligar a cobrança, que é o passo previsto no contrato.

O que ainda não está claro

O valor exato cobrado em cada um dos cinco pórticos não foi divulgado de forma completa, apenas a faixa entre R$ 12,90 e R$ 17,80.

O texto integral da Deliberação 248/26 no Diário Oficial exige acesso restrito, portanto o artigo de vigência não pôde ser conferido diretamente na fonte oficial para esta matéria.

Quem já rodou em trecho com cobrança automática recém-ligada sabe que o problema raramente é a tarifa. É o boleto que ninguém viu chegar.

O histórico recente reforça o alerta: em 2026, o país chegou a acumular milhões de multas de free flow suspensas por falha de notificação aos motoristas.

A lista completa dos pórticos e os canais de pagamento estão na publicação do portal Estradas.

Você confia que vai lembrar de pagar um pedágio que não te obriga a parar no caixa?

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Fontes

Estradas

Blog Sem Parar


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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