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Mulher se muda para novo apartamento e passa a reclamar dos barulhos que vinham do andar de cima, descobre que o som era o andador da vizinha de 86 anos com Parkinson e transforma a irritação em amizade

Mulher se muda para novo apartamento e passa a reclamar dos barulhos que vinham do andar de cima, descobre que o som era o andador da vizinha de 86 anos com Parkinson e transforma a irritação em amizade

7 min de leitura

Mulher se muda para novo apartamento e passa a reclamar dos barulhos que vinham do andar de cima, descobre que o som era o andador da vizinha de 86 anos com Parkinson e transforma a irritação em amizade

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 14/09/2026 às 09:36

Atualizado em 14/09/2026 às 09:37

Curiosidades

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Mulher se muda para novo apartamento e passa a reclamar dos barulhos que vinham do andar de cima, descobre que o som era o andador da vizinha de 86 anos com Parkinson e transforma a irritação em amizade

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Heidi Widmer achou que tinha uma vizinha barulhenta no andar de cima. Semanas depois, descobriu Carole, uma idosa com Parkinson que vivia sozinha, e a irritação virou amizade, ajuda diária e uma campanha de mais de US$ 75 mil.

Heidi Widmer havia dirigido durante sete dias com seu cachorro para chegar à Califórnia. Era julho de 2026. Ela tinha deixado Buffalo, no estado de Nova York, depois de um divórcio e buscava um novo começo em Los Angeles. Na primeira noite no apartamento, porém, vieram pancadas, arrastões e um som pesado no teto. Heidi não conseguia entender como uma única pessoa podia fazer tanto barulho. Em alguns momentos, parecia que alguém estava jogando boliche no apartamento de cima. Segundo a ABC7 Los Angeles, ela chegou a filmar o teto enquanto tentava descobrir de onde vinham os sons.

Semanas depois, Heidi encontrou a pessoa que morava sobre sua cabeça. Não havia festa, móveis sendo arrastados ou bola rolando pelo chão. Havia Carole, uma senhora que a ABC7 identificou como tendo 86 anos, tentando descer as escadas enquanto enfrentava os efeitos do Parkinson. O objeto que Heidi ouvia atravessar o apartamento era o andador usado pela vizinha para conseguir caminhar. Pouco depois daquele encontro, o lixo passou a ser retirado por Heidi, refeições começaram a subir as escadas e uma história que nasceu como reclamação de barulho chegou a quase 30 milhões de visualizações.

Heidi chegou cansada depois de atravessar o país

A mudança já tinha sido longa antes mesmo de Heidi abrir a porta do novo apartamento.

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Paulo Nogueira

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Ela saiu de Buffalo e atravessou os Estados Unidos de carro. Foram sete dias de viagem ao lado do cachorro.

Heidi trabalhava como professora do ensino fundamental intermediário, faixa escolar americana que atende alunos mais velhos que os primeiros anos. Ela também começava a produzir conteúdo nas redes sociais.

Naquela primeira noite, queria dormir.

Foi quando o teto começou a fazer barulho.

O som parecia uma bola pesada rolando no andar de cima

Heidi ouviu pancadas e algo que parecia atravessar o chão sobre sua cabeça.

Ela ficou irritada.

Depois de tantos dias na estrada, acreditou que havia alugado um apartamento embaixo de uma pessoa que não se importava com os vizinhos.

Em seu relato posterior, Heidi comparou o som a uma bola de boliche. Chegou a pegar o celular e filmar o teto.

O vídeo ficou guardado. Ela não o enviou para ninguém naquele momento.

Algumas semanas depois, algo caiu no corredor

O encontro aconteceu por acaso.

Carole estava perto do apartamento de Heidi quando deixou cair materiais recicláveis. Os objetos se espalharam.

A idosa tremia muito.

Assista o vídeo

Heidi levantou e começou a juntar as coisas.

Foi ali que viu de perto a mulher que morava no andar de cima. Carole tinha Parkinson, doença que pode causar tremores e dificuldade para controlar os movimentos.

Heidi também viu o andador.

O barulho no teto ganhou uma explicação.

O “boliche” era o andador atravessando o apartamento

Carole precisava do aparelho para se movimentar dentro de casa.

Quando as rodas e a estrutura do andador batiam no piso, o som chegava ao apartamento de baixo.

Era aquilo que Heidi ouvia durante a noite.

Em um vídeo publicado depois, ela chorou ao contar que havia imaginado uma bola pesada rolando no teto enquanto Carole mal conseguia descer as escadas.

A reclamação não chegou ao vizinho barulhento que Heidi tinha imaginado.

Porque aquele vizinho nunca existiu.

Carole vivia sozinha havia anos

Heidi começou a conversar com a nova vizinha.

Em uma das conversas gravadas, perguntou se Carole tinha família por perto.

A resposta foi curta. Não.

Carole disse que estava sozinha havia anos.

Ela nasceu no Reino Unido e chegou aos Estados Unidos na década de 1960. Trabalhou como au pair, pessoa que mora com uma família e ajuda a cuidar das crianças, em casas da Califórnia e de outras partes do país.

Décadas depois, continuava tentando cuidar da própria vida sem pedir muita ajuda.

Heidi começou pelo lixo

Não houve um grande plano.

Heidi começou tirando o lixo de Carole.

Mulher se muda para novo apartamento e passa a reclamar dos barulhos que vinham do andar de cima, descobre que o som era o andador da vizinha de 86 anos com Parkinson e transforma a irritação em amizade

Na página criada depois para arrecadar dinheiro, ela contou que passou a fazer isso duas vezes por semana. Uma vez por semana, também preparava comida e passava algum tempo com a vizinha.

Era uma rotina simples.

Sacos de lixo desciam.

Comida subia.

As duas conversavam.

Depois vieram a limpeza e os problemas da casa

Quanto mais Heidi entrava no apartamento, mais coisas apareciam.

Ela começou a ajudar na limpeza e na preparação de refeições.

Também tentou resolver questões ligadas a benefícios médicos e buscou ajuda jurídica para Carole, segundo a ABC7.

O proprietário do imóvel também entrou na história.

Heidi contou que ele começou a providenciar um aparelho de ar-condicionado, troca do carpete, uma porta com tela e até um fogão para o apartamento da idosa.

Carole disse que teria continuado lutando sozinha

Em uma conversa, Heidi fez uma pergunta direta.

Queria saber o que Carole faria se as duas nunca tivessem se encontrado.

A resposta foi simples.

Carole disse que teria continuado lutando até que alguém aparecesse.

Ela não queria aparecer diante das câmeras da reportagem.

Aceitou apenas conversar por telefone com a ABC7.

No apartamento, porém, Heidi continuava subindo as escadas.

Os vídeos chegaram perto de 30 milhões de visualizações

Heidi começou a publicar partes daquela rotina.

Mostrou como havia confundido o andador com um vizinho fazendo barulho.

Depois mostrou as conversas, os pedidos de ajuda e as pequenas mudanças na casa.

Até meados de agosto de 2026, as publicações relacionadas a Carole já somavam quase 30 milhões de visualizações, segundo a ABC7.

Pessoas que nunca tinham colocado os pés naquele prédio começaram a perguntar como poderiam ajudar.

As mensagens não ficaram apenas na internet.

Cartas começaram a chegar de outros lugares

Carole passou a receber correspondências.

A ABC7 registrou Heidi mexendo em uma pilha de cartas e lendo os locais de onde elas tinham saído.

Havia mensagens vindas do Havaí, de Ohio e de Connecticut.

A reportagem informou que correspondências chegaram de diferentes partes do mundo.

A senhora que vivia sozinha no apartamento de cima agora recebia cartas de pessoas que conheciam sua história pelo celular.

Heidi criou uma campanha para pagar o que ainda faltava

As ofertas de ajuda aumentaram.

Pessoas perguntavam se poderiam mandar comida, pagar compras, ajudar na limpeza ou contribuir com dinheiro.

Heidi então abriu uma campanha no GoFundMe.

Na descrição, explicou que Carole recebia benefícios públicos, mas ainda tinha necessidades que não estavam sendo atendidas. A intenção era usar o dinheiro para melhorar sua rotina e sua casa.

A meta inicial era de US$ 25 mil.

A campanha passou muito além disso.

A arrecadação passou de US$ 75 mil

Em 2 de setembro de 2026, a MyNewsLA informou que a campanha já estava perto de US$ 75 mil.

A própria página do GoFundMe consultada posteriormente mostrava mais de US$ 75 mil arrecadados e cerca de 1,9 mil doações.

Tudo começou com um ruído no teto.

Nenhuma das duas sabia que a história chegaria a esse ponto quando os recicláveis caíram no corredor.

Naquele momento, Heidi apenas se abaixou para ajudar a juntar os objetos.

O teto continuou sendo o mesmo

Carole continuou morando no andar de cima.

Heidi continuou no apartamento abaixo.

O andador não deixou de existir.

O Parkinson também não.

O que mudou foi o que Heidi passou a ouvir quando as rodas atravessavam o piso.

Antes, parecia uma pessoa jogando boliche no teto.

Depois, era Carole andando pela própria casa.

Uma mudança feita para começar de novo terminou na porta de cima

Heidi atravessou o país depois de um divórcio porque queria reconstruir a própria rotina.

Chegou à Califórnia cansada e encontrou barulho.

Algumas semanas depois, viu Carole descendo com dificuldade.

Pegou os recicláveis do chão.

Depois levou o lixo.

Preparou comida.

Ajudou a limpar.

Procurou soluções para a casa.

Milhões de pessoas acompanharam.

Mais de US$ 75 mil foram arrecadados.

E o som que irritou Heidi na primeira noite continuou vindo exatamente do mesmo lugar.

Do apartamento de Carole.

Se você descobrisse que o barulho que mais incomodava em sua casa vinha de alguém lutando sozinho para continuar independente, o que faria no dia seguinte?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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