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Mulher sobrevive quase três semanas isolada na neve após avalanche ferir suas pernas e levar barraca, comida e equipamentos, enfrenta 13 tempestades, derrete neve para beber e encontra cabana destrancada no meio da Sierra Nevada, mas uma coincidência inacreditável faz o proprietário chegar apenas oito horas depois, quando buscas por terra já haviam coberto mais de 1.500 quilômetros quadrados sem encontrar qualquer sinal dela

Mulher sobrevive quase três semanas isolada na neve após avalanche ferir suas pernas e levar barraca, comida e equipamentos, enfrenta 13 tempestades, derrete neve para beber e encontra cabana destrancada no meio da Sierra Nevada, mas uma coincidência inacreditável faz o proprietário chegar apenas oito horas depois, quando buscas por terra já haviam coberto mais de 1.500 quilômetros quadrados sem encontrar qualquer sinal dela

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Mulher sobrevive quase três semanas isolada na neve após avalanche ferir suas pernas e levar barraca, comida e equipamentos, enfrenta 13 tempestades, derrete neve para beber e encontra cabana destrancada no meio da Sierra Nevada, mas uma coincidência inacreditável faz o proprietário chegar apenas oito horas depois, quando buscas por terra já haviam coberto mais de 1.500 quilômetros quadrados sem encontrar qualquer sinal dela

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 11/09/2026 às 02:43

Atualizado em 11/09/2026 às 02:44

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Imagem ilustrativa retrata Tiffany Slaton ferida diante da cabana que encontrou após enfrentar quase três semanas e 13 tempestades na Sierra Nevada.

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A jornada de Tiffany Slaton atravessou quase três semanas, 13 tempestades de neve e áreas com até 3,6 metros de acumulação, obrigou a viajante ferida a derreter neve e procurar plantas para sobreviver e terminou em uma cabana destrancada cujo proprietário chegou apenas oito horas depois

O que deveria ser uma viagem de apenas três dias pelas montanhas da Califórnia se transformou em uma luta de quase três semanas pela sobrevivência. Sozinha, ferida e sem comunicação, Tiffany Slaton atravessou tempestades de neve enquanto equipes de resgate procuravam por ela a quilômetros de distância.

A norte-americana perdeu a barraca, os sacos de dormir e quase todos os equipamentos depois que sua aventura saiu do controle. Restaram apenas uma faca, um isqueiro e alguns alimentos, que acabaram em poucos dias.

Sem conseguir falar com o serviço de emergência, Tiffany precisou improvisar. Ela derreteu neve para beber, procurou plantas comestíveis e continuou caminhando, mesmo com as pernas machucadas.

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Quando suas forças se aproximavam do limite, ela encontrou uma cabana destrancada no meio da paisagem branca. O abrigo parecia um milagre. Porém, o desfecho ainda reservava uma coincidência impressionante: o proprietário chegou ao local apenas oito horas depois.

Tiffany Slaton aparece sorrindo após ser encontrada com vida em uma cabana na Sierra Nevada.

Uma viagem de três dias vira luta contra a montanha

Tiffany Slaton tinha 27 anos quando iniciou uma viagem de bicicleta e mochila pela região da Sierra Nevada, na Califórnia, em abril de 2025. Horticultora e ex-atleta de tiro com arco, ela pretendia percorrer a área próxima aos lagos Shaver e Huntington.

A viagem deveria durar cerca de três dias. Depois disso, Tiffany seguiria para encontrar um amigo. Contudo, o plano mudou quando ela sofreu uma queda durante as condições extremas enfrentadas na montanha.

Segundo o relato apresentado posteriormente às autoridades, uma avalanche a derrubou e provocou ferimentos nas pernas. Tiffany afirmou que precisou imobilizar uma delas com materiais improvisados. Além disso, teve de colocar o outro joelho novamente no lugar.

Mesmo machucada, ela tentou pedir socorro. A jovem ligou cinco vezes para o número de emergência dos Estados Unidos, mas não havia sinal suficiente para completar as chamadas.

Seu telefone ainda conseguiu localizar um sinal de GPS. Porém, isso não resolveu o problema. Isolada entre montanhas cobertas de neve, Tiffany percebeu que teria de encontrar uma saída por conta própria.

A região apresentava obstáculos que dificultavam até mesmo o trabalho das equipes especializadas. Em determinados pontos, a neve alcançava 3,6 metros de profundidade, enquanto estradas permaneciam completamente bloqueadas.

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Avalanche leva equipamentos e deixa apenas faca e isqueiro

Tiffany começou a viagem equipada com bicicleta, barraca, dois sacos de dormir e comida. Ao longo da emergência, entretanto, perdeu praticamente tudo.

Quando conseguiu reorganizar o que havia sobrado, encontrou apenas uma faca, um isqueiro e alguns lanches. A comida terminou depois dos primeiros dias, obrigando a viajante a usar seus conhecimentos sobre plantas.

Ela passou a procurar alho-poró silvestre e outras espécies que reconhecia como comestíveis. Também derreteu e ferveu neve para obter água. Assim, tentava manter o corpo hidratado enquanto procurava uma rota segura.

“Quando você consegue encontrar comida, os animais também estão competindo com você”, contou Tiffany durante uma entrevista coletiva realizada após o resgate.

A experiência profissional com horticultura ajudou a identificar plantas no ambiente. Sua formação física como antiga arqueira competitiva também aumentou sua resistência. Ainda assim, ela reconheceu que a natureza quase sempre levava vantagem.

Durante a jornada, Tiffany enfrentou sucessivas tempestades e avançou por áreas elevadas da Sierra Nevada. Conforme relatos divulgados após o resgate, ela passou por 13 tempestades de neve e alcançou terrenos próximos de 3.350 metros de altitude.

Para controlar o medo, escrevia em um diário. A atividade servia como uma forma de organizar os pensamentos e manter a calma enquanto os dias se acumulavam sem qualquer contato humano.

Tiffany Slaton relata como enfrentou ferimentos, fome e 13 tempestades durante sua jornada pelas montanhas.

Busca cobre mais de 1.500 quilômetros quadrados

A última imagem confirmada de Tiffany havia sido registrada em 20 de abril por uma câmera de segurança na região de Huntington Lake. Ela aparecia com uma bicicleta e uma mochila.

Sem receber notícias da filha durante vários dias, Bobby e Fredrina Slaton comunicaram o desaparecimento em 29 de abril. As autoridades iniciaram uma operação na Floresta Nacional de Sierra, mobilizando equipes terrestres e divulgando alertas públicos.

A busca cobriu mais de 600 milhas quadradas, o equivalente a aproximadamente 1.550 quilômetros quadrados. Contudo, a neve bloqueava estradas e impedia o acesso a diferentes pontos da montanha.

Uma dessas áreas era Lake Edison, justamente onde Tiffany acabaria aparecendo. As condições eram tão severas que os socorristas não conseguiram examinar aquele trecho durante a principal operação.

Sem novas pistas, o Departamento do Xerife do Condado de Fresno reduziu as buscas. Dois dias depois, quando a esperança começava a diminuir, máquinas finalmente retiraram parte da neve da estrada que levava ao Vermilion Valley Resort.

A abertura do caminho permitiu que o proprietário do estabelecimento, Christopher Gutierrez, retornasse para preparar o local para a temporada. Ele não imaginava que encontraria uma pessoa desaparecida dentro de uma das cabanas.

Cabana destrancada muda o desfecho da história

Tiffany chegou ao Vermilion Valley Resort durante outra forte nevasca. Cercada por uma paisagem quase inteiramente branca, avistou uma cabana e percebeu que a porta estava destrancada.

A decisão de não trancar o imóvel era proposital. Christopher Gutierrez mantinha algumas cabanas acessíveis durante o inverno para que viajantes perdidos pudessem se proteger das tempestades.

Depois de semanas exposta ao frio, Tiffany finalmente encontrou um teto. O abrigo oferecia proteção, mas ela ainda não tinha como avisar que estava viva.

A coincidência aconteceu apenas oito horas depois de sua chegada. Christopher apareceu no resort para iniciar os preparativos da reabertura e notou uma porta aberta e um par de sapatos.

Ao se aproximar, viu Tiffany sair da cabana. Ela não conseguiu dizer nada naquele primeiro instante. Apenas correu em sua direção e o abraçou.

Tiffany Slaton aparece ao lado dos pais e das autoridades depois do resgate que encerrou semanas de procura.

“Se ele não tivesse aparecido naquele dia, acredito que teriam encontrado meu corpo ali”, declarou Tiffany posteriormente, conforme relato publicado pela Associated Press.

Christopher ofereceu à sobrevivente um sanduíche de pasta de amendoim com geleia. Depois, acionou as autoridades e confirmou que havia localizado a mulher procurada por equipes de resgate havia semanas.

Tiffany foi encontrada em 14 de maio de 2025, um dia antes de completar 28 anos. Ela estava desidratada, havia perdido cerca de 4,5 quilos e apresentava ferimentos e danos nos olhos provocados pela neve. Mesmo assim, seu estado geral surpreendeu os médicos.

Durante a descida da montanha, Tiffany conseguiu telefonar para o pai. As primeiras palavras encerraram semanas de angústia: ela estava viva.

A sobrevivente percorreu dezenas de quilômetros em condições extremas e terminou a jornada em um abrigo que permanecia aberto justamente para emergências. A história, documentada também pelo Departamento do Xerife do Condado de Fresno, mostrou como preparo, resistência e uma porta destrancada transformaram um provável desfecho trágico em reencontro.

Você acredita que conseguiria manter a calma e sobreviver durante semanas sozinho em uma região coberta por neve?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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